Uma definição de homem que reconsidera nossa racionalidade e nos coloca na categoria de loucos.
Edgar Morin
Trata-se de um ser de uma afetividade imensa e instável, que sorri, ri, chora. Um ser ansioso e angustiado, um ser gozador, embriagado, estático, violento, furioso, amante. Um ser invadido pelo imaginário, um ser que conhece a morte e não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras, um ser subjetivo, cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas. Um ser submetido ao erro, ao devaneio, um ser híbrido que produz a desordem. E como chamamos loucura à conjunção da ilusão, do descomedimento, da instabilidade, da incerteza entre real e imaginário, da confusão entre subjetivo e objetivo...
somos obrigados a ver o Homo Sapiens como Homo Demens.
Fonte: Revista BEM ESTAR - nº 72 - Agosto 2009.









Nenhum comentário:
Postar um comentário