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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Agreste Infinito

O livro Sertão Sem Fim, do fotógrafo Araquém Alcântara, penetra nas entranhas de um Brasil que permanece inalterado

FAZENDA LAGOA FORMOSA - São Rafael, Rio Grande do Norte "Eu testemunhei o esforço dos vaqueiros locais, orgulhosos de suas roupas de couro, lutando para preservar sua cultura."

Por mais de 40 anos o fotógrafo Araquém Alcântara vem se dedicando a radiografar um Brasil desconhecido, vasto, intocado. Em Sertão sem Fim (Terra Brasil), Araquém foi em busca de um território que está desaparecendo, ou, como ele mesmo diz, "está se desertificando". Em 2008, ele estabeleceu como seria a logística; no ano seguinte, partiu para sua longa jornada. "Eu busquei por dois anos vestígios de um mundo perdido no tempo. Era um sertão que estava apenas no nosso imaginário. Do tamanho do mundo, um sertão mítico. Eu quis fazer um poema visual duro, escaldante como o sol", fala. Araquém começou sua peregrinação no norte de Minas Gerais e partiu para o interior do Nordeste, passando por os confins de Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Piauí. As imagens colhidas por Araquém são donas de uma beleza áspera: um mundo de poeira, espinhos, pedras, um ar seco sufocante. Uma verdadeira tradução visual de um universo descrito por Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto e outros escritores notáveis.
Fonte: Rolling Stone

Galeria de fotos:


Orelia Martins - Raso da Catarina, Bahia: "Os habitantes são mais felizes do que possa parecer aos nossos olhos. Isso pode parecer uma contradição. Eu enxergo as pessoas com um olhar amoroso. Meu trabalho é ideológico, tento seduzir as pessoas com meu modo de ver o Brasil"


FRANCISCO NASCIMENTO MOURA - Igatu, Bahia "Os sertanejos têm muito mais humanidade do que muita gente cheia de posses. Mas é preciso que o Estado olhe para esse povo, que providencie educação, saúde e assistência."


BOQUEIRÃO - Gilbués, Piauí "Meu trabalho é voltado ao ecossistema, para mostrar essa geografia circular do Brasil."

sábado, 7 de novembro de 2009

A ESPANHOLA (Final)

Carlos despertou e lhe pareceu que acordara de um pesadelo. Não sabia ao certo se era verdade tudo o que tinha acontecido naquele curto espaço de tempo em que esteve no hospital. Aos poucos foi recobrando a lucidez e relembrando de tudo o que aconteceu com Esmeralda. O médico de plantou o liberou e ele saiu completamente arrasado.
No dia seguinte retornou à sua cidade e foi direto para sua casa. O vulto de Esmeralda não o abandonava um minuto sequer, e Carlos já não era a mesma pessoa. Depois do acontecido, tornara-se solitário. Abandonou o emprego e vivia completamene alheio a tudo e a todos. Seus parentes e amigos tudo fizeram para tentar recuperá-lo, mas foi tudo em vão. Ele não tinha mais vontade de fazer nada de útil na vida. Aos poucos foi se tornando uma pessoa à margem da sociedade, e nada, nem ninguém o fazia mudar de comportamento. De um homem respeitado e querido por todos os seus amigos e parentes, acabou de uma maneira incrivelmente triste. Diariamente era visto pela rua, completamente sujo e maltrapilho; estava irreconhecível. Já não era nem sombra daquele Carlos que outrora fora um rapaz alegre e comunicativo.
Certo dia, numa fria oite de inverno, encontram um homem caído numa calçada, e logo em seguida as pessoas começaram a se aproximar, curiosas para ver de quem se tratava.
Um Sr. que ia passando por aquele local, movido pela curiosidade, também parou e foi ver o que estava acontecendo. Ao olhar para aquele homem que tinha acabado de morrer, não pode conter o espanto e exclamou em voz alta:
- Meu Deus! - Mas é o Carlos, meu ex-colega de trabalho. Não pode ser verdade, devo estar enganado.
Mas infelizmente, aquele ele estava absolutamente certo; Carlos havia sofrido um forte ataque cardíaco e morrera ali mesmo; sem ninguém para socorrê-lo.
E assim acaba essa triste história; se alguém tem conhecimento de algo semelhante na vida real, há de saber que, por mais que deixemos de acreditar, isso de fato pode acontecer quando menos esperamos.
A vida nos ensina grande lições; e a história de Carlos é um grande exemplo do qual não podemos duvidar jamais.

Final.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A ESPANHOLA (Capítulo 4)

- Infelizmente, meu amigo, a situação não é das melhores; ela contraiu uma doença rara e estamos com muitas dificuldades de reverter o quadro. Acreditamos que ela deva ter contraído essa doença em alguma cidade da América Central, quando o circo fazia uma tournê por aquele país.
Carlos saiu arrasado daquele hospital; não queria acreditar nas palavras que acabara de ouvir. Voltou ao hotel em que estava hospedado e ali ficou, tristonho e cabisbaixo.
No dia seguinte retornou ao hospital, e as notícias que recebera a respeito do estado de saúde de Esmeralda foram as piores possíveis. Os médicos já não tinham mais esperanças a respeito daquele caso. Só estavam esperando pelo final dos acontecimentos; o que estivera ao alcance da medicina havia sido feito. Agora, somente um milagre poderia salvar a vida de Esmeralda.
Carlos ao ouvir essas notícias, saiu desesperado e entrou no primeiro bar que encontrou pelo caminho de volta. Então bebeu, bebeu... até perder a noção de onde estava e o que fazia naquele lugar. Ele foi jogado para fora do bar aos empurrões e caiu na calçada, ficando ali estirado, até que a polícia local viesse e o levasse para a delegacia, onde permaneceu durante toda aquela noite.
Ao acordar no dia seguinte, sua cabeça parecia que ia estourar de tanta dor, causada pela bebedeira do dia anterior. Aos poucos foi retornando ao seu estado normal e foi liberado, retornando ao hotel com muita dificuldade.
No dia seguinte, novamente lá estava ele no hospital em busca de notícias da sua amada. Ao chegar no quarto, logo percebeu que a cama de Esmeralda estava vazia. Imediatamente perguntou aos pacientes que ali estavam, pelo paradeiro de Esmeralda, e entrou em estado de choque com a notícia que recebera:
- Olha Sr., infelizmente a coitadinha não resistiu a tanto sofrimento e acabou falecendo nessa madruga!
Carlos sentiu tudo rodar à sua volta, e somente acordou na enfermaria do hospital, visto que havia sofrido um desmaio e estava sendo medicado pelas enfermeiras de plantão...
- continua ...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ESPANHOLA (Capítulo 3)

- Preciso descobrir para onde foi o circo, caso contrário vou enlouquecer.
Carlos estava muito cansado pela noite mal-dormida que tivera, e resolveu que naquele dia não iria trabalhar, pois já era alta madruga e ele continuava acordado. Então resolveu tomar um tranquilizante e dormiu praticamente o dia todo, só despertando, ainda meio atordoado, em torno das 20hs daquele dia.
O tempo ia passando, e Carlos cada vez mais se sentia desanimado e sem vontade de viver. Seus colegas de trabalho e seus amigos já não sabiam mais o que fazer a esse respeito.
Certo dia, Carlos estava assistindo a TV com antena parabólica, quando de repente teve um sobressalto; num dos intervalos do programa que assistia, ele viu um anúncio de um circo que estava instalado na cidade de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo. Porém, não era um circo qualquer, ou seja, era nada mais nada menos do que o Gran Circo de Espanha que havia poucos dias estava naquela cidade.
Carlos não quis acreditar no que acabara de assistir, e ficou ali paralisado, sem saber o que fazer com tamanha surpresa.
Lembrou de repente que tinha férias atrasadas para gozar, e então tomou a decisão de solicitar junto à sua Empresa para que fosse liberado, com o intuito de viajar até a cidade de Ribeirão Preto, ao encontro daquela que tomava conta do seu pensamento.
Dois dias depois ele estava desembarcando no aeroporto da cidade, e logo foi em busca de um hotel onde pudesse ficar alojado. Procurou pelos jornais locais e logo encontrou o que queria; numa página qualquer, estava registrada a propaganda do circo e muito mais do que isso: entre as atrações principais estava ela, Esmeralda, mais linda do que nunca.
Carlos não pensou duas vezes; recortou a folha do jornal e em seguida tomou o rumo do endereço que estava escrito. Quando chegou ao local indicado, o espetáculo já estava quase iniciando.
Carlos entrou no circo com o coração descompassado pela emoção e tomou seu lugar na arquibancada. As atrações iam se sucedendo e já estavam se encaminhado para o final do espetáculo e nada de Esmerada aparecer. Carlos começou a ficar preocupado, e de fato sua preocupação tinha sentido de ser, pois o espetáculo havia terminado e a sua amada não tinha aparecido.
Tomado pela dúvida, ele resolveu ir ao encontro de um dos participantes do circo e perguntar por Esmeralda; a resposta que recebeu foi que ela estava doente e impossibilitada de trabalhar.
Carlos então quis saber mais e ficou sabendo que ela estava internada no hospital da cidade, onde havia sido constatado que estava com uma doença muita rara e que precisa de cuidados especiais. Imediatamente Carlos foi ao hospital, na intenção de fazer uma visita para Esmeralda; o que de fato conseguiu. Ele entrou no quarto, e a viu adormecida, por efeitos dos remédios que os médicos lhe haviam receitado. Permaneceu ali, estático, mudo e com o coração apertado.
Em seguida o médico plantonista adentrou ao quarto; então Carlos perguntou-lhe qual a real situação de saúde de Esmeralda; ao que o médico respondeu:

- continua ... -

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A ESPANHOLA (Capítulo 2)

E assim o os dias iam passando, e a cada espetáculo Carlos lá estava, sentado na arquibancada, cada vez mais encantado com a beleza de Esmeralda. Sentava-se muito próximo do palco, e um dia o seu olhar cruzou com o de Esmeralda, e ela lhe lançou um sorriso que o deixou ainda mais fascinado.
Ao final da apresentação, Carlos já nem permanecia no circo, pois o que lhe interessava de fato, era mesmo Esmeralda; então ele ia embora, com o pensamento sempre voltado para àquela que já não saía do seu pensamento dia e noite.
Certo dia Carlos precisou ausentar-se da cidade, e teve de viajar a uma outra cidade, por motivos profissionais, permanecendo afastado por volta de 15 dias.
Durante esse período, aquele sentimento que ele nutria por Esmeralda tornou-se cada vez mais consistente e ele já não podia mais viver daquela maneira.
Estávamos em pleno inverno, mês de agosto, e fazia um frio muito intenso. Era dia de espetáculo, e Carlos havia tomado uma decisão definitiva; precisava se declarar àquela mulher e dizer a ela de todo o seu amor e que não podia mais viver longe dela.
Então, resoluto, tomou o caminho que o levava ao circo. Porém ao chegar no local, seu coração quase parou, pois não queria acreditar no que via, aliás, no que não via, pois na verdade o circo havia partido há três dias e o largo estava vazio. Desesperado, Carlos perguntou a todos a quem encontrava pela rua, se sabiam para aonde havia ido o circo, mas, infelizmente, ninguém soube responder a ele.
Ainda mais desesperado Carlos resolveu voltar para sua casa, e lá permaneceu durante toda aquela noite, sem conseguir dormir um minuto sequer. Ele chorava e se lamentava pela falta de sorte que tivera.
- Meu Deus! – E agora o que será de mim; não poderei viver sem a mulher que amo desesperadamente...
- continua ... -

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Se essa rua fosse minha (letra)

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

A ESPANHOLA ( capítulo 1)

Quando o Gran Circo de Espanha chegou à cidade, foi um alvoroço só; todos foram ver os caminhões lotados de objetos, de animais e de pessoas, sem contar com todas as engrenagens necessárias para a montagem do Circo.
Havia algum tempo que nada de interessante acontecia naquela cidade, a não ser alguma festa de época, ou alguma solenidade local.
Carlos também, tomado pela curiosidade, foi se aproximando daquele local, onde, dentro de poucos dias o circo seria montado.
Passados alguns dias, finalmente chegou a hora tão esperada por todos para o início das apresentações.
Carlos entrou na fila, e com muito entusiasmo, comprou o seu bilhete de entrada e logo em seguida estava sentado na arquibancada, ansioso pelo início do espetáculo; mal sabia ele, que em poucos dias sua vida daria um giro de 360 graus. E assim foi; todos os finais de semana, ele tomava o seu lugar na arquibancada para assistir, estusiasmado, a mais um espetáculo.
Mas, eis que o apresentador pede a palavra e apresenta uma nova atração, recém contratada pelo Gran Circo de Espanha:
- E agora, Senhoras e Senhores, temos a grande satisfação de apresentar, diretamente da cidade de Madri, na Espanha, a cantora e bailarina Esmeralda, que com sua graça e encantamento, vem arrebatando platéias por esse mundo afora.
E então, eis que surge aquela figura de mulher; olhos e cabelos negros como a noite e os lábios de uma beleza nunca vista antes por Carlos e por quem ali estivesse.
Esmeralda, ao mesmo que em que cantava e dançava no palco, dedilhava com maestria as castanholas que trazia em suas mãos macias e delicadas.
Carlos ficou encantado com aquela mulher, que parecia flutuar sobre o palco, ao mesmo tempo em que sua voz melodiosa deixava todos completamente extasiados...
- continua ...

sábado, 24 de outubro de 2009

Fragmentos do livro Os miseráveis de Victor Hugo

"... A tísica social chama-se miséria.
Morre-se de fraqueza tanto quanto se morre fulminado.
Não nos cansemos de repetir: antes de tudo, deve-se pensar nas multidões deserdadas e sofredoras: aliviá-las, arejá-las, iluminá-las, amá-las, ampliar magnificamente seu horizonte, prodigalizar-lhes de todas as formas a educação, oferecer-lhes o exemplo do trabalho e nunca o exemplo da ociosidade, diminuir-lhes o peso do fardo individual acrescentando-lhes a noção do objetivo universal, limitar a pobreza sem limitar a riqueza, criar vastos campos de atividadade pública e popular, ter mãos para estender aos fracos, empregar o poder coletivo no grande dever de abrir oficinas para todos os braços, escolas para todas as aptidões e laboratórios para todas as inteligências, aumentar o salário, diminiuir o infortúnio, equilibrar o dever e o ter, isto é, proporcionar o gozo ao esforço e a fartura à necessidade; em poucas palavras: fazer liberar do aparelho social, em proveito daqueles que sofrem e daqueles que ignora, mais claricidade e mais bem-estar. Está aí, que as almas simpáticas não esqueçam, a primeira das obrigações freternais: está aí, que os corações egoístas fiquem sabendo, a primeira das necessidades politicas."
Victor Hugo
Do livro: Os Miseráveis

Cantigas de roda

Samba Lelê

-Samba Lelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
é de umas boas palmadas

Samba, oi samba, oi samba oi Lelê !
Samba, oi samba, oi samba oi Lalá !
Samba, oi samba, oi samba oi Lelê !
Na barra da saia...

Teresinha de Jesus

- Teresinha de jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavaleiros
Todos três chapéu na mão.

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
E o terceiro foi aquele
A quem Teresa deu a mão.

Tanta laranja madura
Tanto limão pelo chão
Tanto sangue drramado
Dentro do meu coração.

Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da Teresa quero um beijo
Do seu pai quero um abraço

Pirulito

- Pirulito que bate bate,
Pirulito que já bateu!
Quem gosta de mim é ela,
Quem gosta dela sou eu.

O Cravo e A Rosa

-O cravo brigou com a Rosa
Debaixo de uma sacada.
O Cravo saiu ferido
E a Rosa despetalada.

O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio,
E a Rosa pôs-se a chorar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os três porquinhos

Os Três Porquinhos é um conto de fadas cujos personagens são exclusivamente animais. As primeiras edições do conto datam do século XVIII, porém, imagina-se que a história seja muito mais antiga.

O conto se tornou mais conhecido graças à versão em animação feita pela Disney em 1933. Foi o filme que introduziu nome para os porquinhos - Cícero, Heitor e Prático (em português) ou Fifer Pig, Fiddler Pig e Edmund Pig (em inglês).

A história

Os personagens do conto são três porquinhos - Prático, Heitor e Cícero - e um lobo mau, cujo objetivo era devorar os porquinhos(unffss). Ao decidirem sair da casa de sua mãe (em algumas versões, da avó), (lembrando que em algumas versões, eles recebem uma herança de sua mãe/vó para assim poderem construir as casas) eles foram construir cada um a sua própria casa.

Cícero, o mais preguiçoso, não se queria cansar e construiu uma cabana de palha. Heitor, decidiu construir uma cabana de madeira, enquanto Prático optou por costruir uma casa melhor estruturada, com cimento e tijolos. Como a sua casa demorou mais tempo para ser construída, Prático muitas vezes via os irmãos divertindo-se enquanto se esforçava para terminar o trabalho.

Um dia o lobo surgiu e bateu na porta da casa de Cícero, que escondeu-se. Mas o lobo, com um assoprão, desfez a casa. Enquanto Cícero fugia, o lobo foi bater na porta de Heitor e, com dois assoprões, destruiu também a cabana de madeira.

Heitor fugiu para a casa de Prático, onde já se encontrava Cícero. O lobo então foi à casa de Prático e tentou derrubá-la, sem sucesso. Após muitas tentativas, o lobo decidiu esperar a chegada da noite.

Quando anoiteceu, o lobo foi tentar entrar na casa descendo pela chaminé, mas começou a sentir cheiro a queimado. Era Prático que, com uma panela ao lume, estava a queimar a cauda do lobo. O lobo então fugiu assustado e nunca mais voltou, e eles viveram felizes para sempre.

domingo, 18 de outubro de 2009

Nobel de Literatura 2009 ganha prêmio de direitos humanos

Berlim, 13 out.2009 .- A escritora alemã Herta Müller, premiada com o Nobel de Literatura 2009 na semana passada, também foi agraciada com o prêmio Franz Werfel de direitos humanos, concedido pelo Centro contra as Deportações.

Um porta-voz da fundação anunciou que, em 1º de outubro, dias antes do anúncio do Nobel de Literatura, um júri já havia escolhido Müller como ganhadora do prêmio de direitos humanos.

A escritora alemã ganhará 10.000 euros pelo romance "Atemschaukel", no qual descreve a deportação de um romeno de origem alemã para um campo de trabalho na União Soviética de 1945.

Nesse recente trabalho, a Nobel de Literatura descreve "os múltiplos horrores da vida em um campo de trabalho de uma maneira literariamente única", segundo o júri do prêmio Franz Werfel.

Para os jurados, o romance de Müller deixa claro que, mesmo após o término da Segunda Guerra Mundial, os direitos humanos continuaram sendo desrespeitados em amplas partes da Europa.

O prêmio Franz Werfel (1890-1945), concedido em memória do escritor judeu de mesmo nome, é concedido a cada dois anos e entregue em 1º de novembro na Igreja de São Paulo, em Frankfurt.

No ano passado, o ganhador da honraria foi o também escritor húngaro György Konrad.

Obra da Nobel Herta Müller ficará 1 dia disponível para download gratuito

Frankfurt, 14 out (EFE).- "Atemschaukel", o livro que deu à escritora alemã Herta Müller o Nobel de Literatura 2009, ficará disponível para download gratuito na internet durante toda a quinta-feira

A liberação da obra faz parte de uma iniciativa da Associação de Livreiros Alemães, que, durante a Feira do Livro de Frankfurt, aberta ao público nesta quarta-feira e que terminará no domingo, vai oferecer um título por dia dentro da ação "Download-days".

Os internautas fãs de literatura poderão baixar gratuitamente os livros na plataforma digital "Libreka.de", que hoje já liberou o acesso ao livro "Couch Surfing", de Brian Thacker.

Até domingo, também serão permitidos downloads dos seguintes títulos: "Welt aus Glas", de Ernst-Wilhelm Handler (sexta-feira); "Glücklicher Hund", de Nadja Kneissler (sábado), e "Adam und Evelyn", de Ingo Schulze (domingo).

Quando a feira acabar, os livreiros alemães continuarão oferecendo obras aos internautas, mas só às terças-feiras.

Na Alemanha, o romance de Müller se esgotou nas livrarias alemãs um dia depois do anúncio de que ela era a vencedora do Nobel de Literatura. EFE

sábado, 17 de outubro de 2009

Dom Quixote de La Mancha

Dom Quixote de La Mancha (Don Quijote de la Mancha em castelhano é um livro escrito pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra (1547-1616). O título e ortografia originais eram El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615.

O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade no período e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de fancaria. A história é apresentada sob a forma de novela realista.

É considerada a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Em princípios de maio de 2002, o livro foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelo Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.

domingo, 4 de outubro de 2009

O GUARDIÃO DA MEIA-NOITE

  • Ao ler esta obra, você estará entrando num mundo que deve ser sentido, explorado e vivido e que tem a intenção de fazê-lo evoluir na sabedoria do conhecimento Divino. A busca de um homem por sua alma perdida nas transgressões à Lei Divina. Um nobre rico e poderoso, mas extremamente cruel, paga pelos seus atos.
    Seu corpo na morte se converte em sua prisão, julgado pelos vivos e condenado pelos mortos... Mas das trevas nasce a luz! O Guardião, sentinela da meia-noite, torna-se por seus méritos um servidor da Lei Divina.
    O Guardião da Meia-Noite é, sem dúvida, um dos mais belos trabalhos já realizados por Rubens Saraceni, um marco na literatura espiritualista, tendo se tornado um clássico no gênero.

  • Editora: Madras

  • Autor: RUBENS SARACENI

  • ISBN: 9788537002308 / Origem: Nacional

  • Ano: 2007 / Edição: 5 / Número de páginas: 197

  • Acabamento: Brochura / Formato: Médio
  • sexta-feira, 25 de setembro de 2009

    Mário Quintana

    OBRAS
    Obra poética
    • A Rua dos Cataventos - Porto Alegre, Editora do Globo, 1940
    • Canções - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946
    • Sapato florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
    • O aprendiz de feiticeiro - Porto Alegre, Editora Fronteira, 1950
    • Espelho mágico - Porto Alegre, Editora do Globo, 1951
    • Inéditos e esparsos - Alegrete, Cadernos do Extremo Sul, 1953
    • Poesias - Porto Alegre, Editora do Globo, 1962
    • Caderno H - Porto Alegre, Editora do Globo, 1973
    • Apontamentos de história sobrenatural - Porto Alegre, Editora do Globo / Instituto Estadual do Livro, 1976
    • Quintanares- Porto Alegre, Editora do Globo, 1976
    • A vaca e o hipogrifo - Porto Alegre, Garatuja,1977
    • Esconderijos do tempo - Porto Alegre, L&PM, 1980
    • Baú de espantos - Porto Alegre - Editora do Globo, 1986
    • Preparativos de viagem - Rio de Janeiro - Editora Globo, 1987
    • Da preguiça como método de trabalho - Rio de Janeiro, Editora Globo, 1987
    • Porta giratória - São Paulo, Editora Globo, 1988
    • A cor do invisível - São Paulo, Editora Globo, 1989
    • Velório sem defunto - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990
    • Água - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2001
    • Livros infantis
    • O batalhão das letras - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
    • Pé de pilão - Petrópolis, Editora Vozes, 1968
    • Lili inventa o mundo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1983
    • Nariz de vidro - São Paulo, Editora Moderna, 1984
    • O sapo amarelo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1984
    • Sapato furado - São Paulo, FTD Editora, 1994
    Antologias
    Antologia poética - Rio de Janeiro, Ed. do Autor, 1966
    Prosa & verso - Porto Alegre, Editora do Globo, 1978
    Chew me up Slowly (Caderno H) - Porto Alegre, Editora do Globo / Riocell, 1978
    Na volta da esquina - Porto Alegre, L&PM, 1979
    Objetos perdidos y otros poemas - Buenos Aires, Calicanto, 1979
    • Nova antologia poética - Rio de Janeiro, Codecri, 1981

    • Literatura comentada - Editora Abril, Seleção e Organização Regina Zilberman, 1982

    • Os melhores poemas de Mário Quintana (seleção e introdução de Fausto Cunha)- São Paulo, Editora Global, 1983

    • Primavera cruza o rio - Porto Alegre, Editora do Globo, 1985

    • 80 anos de poesia - São Paulo, Editora Globo, 1986

    • Trinta poemas - Porto Alegre, Coordenação do Livro e Literatura da SMC, 1990

    • Ora bolas - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994

    • Antologia poética - Porto Alegre, L&PM, 1997

    • Mario Quintana, poesia completa - Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2005

    Traduções
    • Dentre os diversos livros que traduziu para a Livraria do Globo (Porto Alegre) estão alguns volumes do Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (talvez seu trabalho de tradução mais reconhecido até hoje), Honoré de Balzac, Voltaire, Virginia Woolf, Graham Greene, Giovanni Papini e Charles Morgan. Além disso, estima-se que Quintana tenha traduzido um sem-número de histórias românticas e contos policiais, sem receber créditos por isso - uma prática comum à época em que atuou na Globo, de 1934 a 1955.

    quinta-feira, 24 de setembro de 2009

    Allan Kerdec

    Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo (L'Évangile Selon le Spiritisme em francês) é uma obra de Allan Kardec, lançada em abril de 1864, que avalia os evangelhos canônicos sob a óptica da Doutrina Espírita, tratando com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a da prece e da caridade.

    Entre as cinco fundamentais obras do espiritismo compiladas por Allan Kardec, é a que dá maior enfoque a questões éticas e comportamentais do ser humano.

    Sumário

    Na introdução da obra, Allan Kardec divide didaticamente os relatos contidos nos Evangelhos canônicos em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus; os milagres; as predições; as palavras que serviram de base aos dogmas; e os ensinamentos morais. Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos.

    Assim, é especificamente sobre essa parte que Kardec lança o olhar espírita. Longe de pretender criar uma "Bíblia espírita" ou mesmo de objetivar uma reinterpretação espírita desse livro sagrado, Kardec se empenha em extrair dos Evangelhos princípios de ordem ético-moral universais, e em demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo espiritismo. Utiliza-se, na maior parte da obra, da célebre tradução francesa de Sacy. Eventualmente, para solucionar divergências, ele recorre ao grego e ao hebraico.

    quarta-feira, 23 de setembro de 2009

    ÉRICO VERÍSSIMO

    Livro:

    O Senhor Embaixador é um romance escrito por Érico Veríssimo e publicado em 1965.

    A história está focalizada no mundo diplomático e a ação se desenvolve paralelamente em Washington e na fictícia República de Sacramento, localizada nas Antilhas.

    O tema central é o estado deplorável das republiquetas latino-americanas, corruptas, instáveis e ditatoriais.

    O personagem principal é o embaixador Gabriel Heliodoro, amigo do ditador que governa a pequena república.

    Sacramento

    A história ocorre durante a Guerra Fria. Sacramento, a "república" latino-americana foco do livro, parece ser um amálgama de vários países latino-americanos exibindo problemas comuns, como ditadura, instabilidade, corrupção, desigualdade social e pressão das potências, principalmente dos EUA, que constantemente causam pressão econômica e militar no pequeno país, influenciando sua economia e sociedade, principalmente para beneficiar as corporações multinacionais no país. Referências são feitas ao livro War Is a Racket, onde um ex-militar estadunidense diz que as guerras são sempre feitas com motivos econômicos.

    Sacramento também exibe semelhança com Cuba, especialmente no final do livro, quando ocorre uma revolução liderada por uma figura messiânica que, na realidade, é controlado por um comunista radical, e que tira do poder o ditador apoiado pelos EUA.

    terça-feira, 22 de setembro de 2009

    ÉRICO VERÍSSIMO

    Livro:

    INCIDENTE EM ANTARES.

    Foi o último romance escrito por Érico Veríssimo. Foi escrito em 1971 e aborda a temática do fantástico e do sobrenatural.

    Enredo

    No ano de 1963 morrem sete pessoas em Antares. Como os coveiros estão em greve, os defuntos passam a vagar pela cidade, vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Devido a sua condição de defuntos, podem fazer isso sem temer represálias.

    segunda-feira, 21 de setembro de 2009

    MACHADO DE ASSIS

    Livro:
    Memórias póstumas de Brás Cubas é um romance do escritor brasileiro Machado de Assis, considerado divisor de águas em sua carreira. O livro costuma ser associado à introdução do Realismo no Brasil. É narrado em primeira pessoa pelo personagem Brás Cubas, que em tom irônico e sarcástico, descreve sua biografia e suas obras.
    Ao verme que primeiro roer as frias carnes do meu cadáver, dedico, com saudosas lembranças, esta memórias póstumas
    Dedicatória da obra- notem o humor negro e os traços realistas, presentes desde a dedicatória

    terça-feira, 15 de setembro de 2009

    CHICO BUARQUE

    Livro: Estorvo é o primeiro romance de Chico Buarque, foi escrito no Rio de Janeiro, finalizado em Paris em 1990 e publicado em novembro de 1991.

    No livro, o autor narra a história de um personagem atormentado por acontecimentos estranhos. Ao mesmo tempo, mergulha em situações reais e familiares.

    O romance recebeu o Prêmio Jabuti de melhor romance em 1992.


    Sobre Estorvo

    "Este romance de Chico Buarque, logo à primeira leitura, afirma-se como uma demonstração exemplar disso mesmo. Estorvo é, quanto a mim, uma peregrinação alucinada em demanda das raízes perdidas, através dum percurso existencial povoado de assombro e de solidão. Aqui todas as funções de equilíbrio das estruturas sociais - família, amizade, poder - perdem a sua consistência formal logo ao primeiro embate e entram em ruptura quando o olhar do protagonista (e do escritor) se prolonga sobre elas." — José Cardoso Pires, Folha de S. Paulo, 9 de janeiro de 1994

    "Estorvo é um livro brilhante, escrito com engenho e mão leve. [...] Esta disposição absurda de continuar igual em circunstâncias impossíveis é a forte metáfora que Chico Buarque inventou para o Brasil contemporâneo, cujo livro talvez tenha escrito." — Roberto Schwarz,