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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A entrevista perdida de John Lennon

Três dias antes de morrer, John Lennon falou por nove horas com a Rolling Stone. Trinta anos depois, essa conversa inédita é revelada, e você confere a íntegra em nossa edição de janeiro

Em 5 de dezembro de 1980, três dias antes de ser assassinado, John Lennon sentou-se com Jonathan Cott, da Rolling Stone, para uma entrevista que durou nove horas. Trechos da entrevista foram publicados na edição-tributo a Lennon, no mês seguinte (janeiro de 1981) - mas Cott nunca transcreveu todas as fitas. Por 30 anos, elas ficaram guardadas em seu armário.

"No começo de 2010, eu estava arrumando alguns arquivos quando encontrei duas fitas, nas quais estava escrito 'John Lennon, 5 de dezembro, 1980'", revela Cott. "Fazia 30 anos desde que eu as tinha ouvido, e quando eu as coloquei novamente para tocar surgiu essa voz totalmente viva e edificante saindo desta mágica faixa de fita magnética."

A entrevista de Cott com John Lennon - a última entrevista do artista a um veículo impresso - finalmente foi revelada, e você poderá ler a íntegra na edição de janeiro da Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir desta sexta, 7. Neste notavelmente franco bate-papo, Lennon atacou fãs e críticos que o perseguiram durante os cinco anos que ficou afastado da música. "As pessoas querem heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean", afirmou. "Não estou interessado em ser um herói morto, então deixa pra lá."

Ele também falou sobre planos para uma possível grande turnê. "Talvez façamos", ele disse. "Mas não haverá bombas de fumaça, luzes piscando, tem de ser aconchegante. Mas poderíamos fazer uma piada. Somos roqueiros renascidos e estamos recomeçando."

Yoko Ono contribui nesta edição com um artigo extremamente pessoal sobre seus últimos dias com John Lennon. "Logo antes de sairmos do estúdio, John olhou para mim", escreveu Yoko. "Eu olhei para ele. Os olhos dele tinham a intensidade de um sujeito que estava prestes a me dizer algo importante. 'O que é?', eu perguntei. E nunca vou esquecer como ele disse as coisas mais lindas para mim com uma voz profunda e suave, como se quisesse entalhar as palavras na minha mente. 'Ah', eu disse depois de um tempo e desviei o olhar, um pouco acanhada."

Você encontrará esta edição com duas capas: em uma delas, um retrato mais intimista do artista; na outra, a reprodução da clássica capa da Rolling Stone EUA, publicada originalmente em janeiro de 1981.

Fonte: Rolling Stone

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Beatles - Fotos inéditas

Fotografias foram tiradas por uma fã, que foi recebida pelos integrantes do grupo em suas residências durante três anos, na década de 60; veja aqui as imagens

Sue Baker tinha apenas 15 anos quando decidiu bater na porta de Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison, em 1965. O resultado foram cerca de 50 fotos inéditas tiradas pela beatlemaníaca, que agora serão leiloadas em 3 de agosto, em Reading, perto de Londres, pela casa de leilões Cameo. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

O álbum de Baker, hoje com 59 anos, tem o preço avaliado entre £ 2 mil e £ 3 mil (R$ 5,4 mil e R$ 8,1 mil), incluindo imagens em cores e em preto branco dos Beatles em suas respectivas casas ou jardins, às vezes acompanhados por suas mulheres e filhos.

Na época, Baker foi até a casa de Paul McCartney, no bairro londrino de St. John's Wood, sendo cordialmente recebida por ele. Após várias visitas à casa do cantor, ela conseguiu o endereço dos outros integrantes do grupo, escrito pelo próprio McCartney em um envelope, que também será leiloado. "Eles sempre abriam a porta e falavam conosco, ficavam contentes de nos ver. Lembro de John [Lennon] dizendo que se não fosse por gente como eu, ele não moraria em uma casa tão legal", disse Baker ao Daily Mail.

A fã contou que, depois de um tempo, as pessoas que viviam na região contrataram vigias pela quantidade de fãs que começaram a aparecer. "Eles detiveram a mim e a uma amiga uma vez e nós insistimos que John estava nos esperando. Tocaram a campainha e, quando ele apareceu, disse que realmente nos esperava e que nunca mais impedissem pessoas de bater em sua porta novamente", revelou.

Sue Baker visitou os Beatles durante três anos (de 1965 a 1967) e disse que guardou as fotografias em uma caixa durante todos esses anos e sempre pensou em vender. "Espero que alguém aproveite o material, me traz boas lembranças", completou.

O porta-voz da audição, Alan Pritchard, também falou ao Daily Mail: "É uma coleção maravilhosa de fotografias inéditas. (...) Há muitos fãs dos Beatles ao redor do mundo e tenho certeza que todos vão amar esse material único."
Fonte: Rolling Stone


Veja a Galeria Completa:

Sue Baker e seu irmão, Philip, com George Harrison na porta de sua casa, em Londres

Baker com John Lennon em sua casa, na década de 60


Fotografia de John Lennon clicada por Sue Baker durante uma de suas visitas em sua casa

Sue Baker posando na Mini Cooper de George Harrison, no jardim da sua do ex-Beatle

Sue Baker com Ringo Starr

A piscina da casa de George Harrison


Casa de George Harrison, com os dizeres pintados na janela: "Mick e Marianne estiveram aqui" - referindo-se a Mick Jagger e Marianne Faithful


Envelope em que Paul McCartney escreveu os endereços dos demais integrantes do grupo

Irmão de Sue Baker, Philip, em frente à casa de Ringo Starr

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Gravação rara de coletiva de imprensa com os Beatles será leiloada

Na ocasião, jornalistas bombardearam a banda com perguntas sobre o "mais popular que Jesus" - comentário feito por John Lennon meses antes

A gravação de uma coletiva de imprensa com os Beatles, realizada em 17 de agosto de 1966, no Canadá, será leiloada. Um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi o comentário de John Lennon sobre a popularidade dos Beatles ser maior que a de Jesus - feito meses antes. Segundo a casa Bonhams & Butterfields, trata-se do único registro conhecido deste evento. Vale lembrar que não se trata da famosa coletiva de imprensa realizada em Chicago, no mesmo mês.

A casa de leilões afirmou que a gravação em fita mostra uma série de perguntas feitas pelos jornalistas presentes a respeito da entrevista de John Lennon ao The Evening Standard, em março do mesmo ano, em que ele disse: "O cristianismo irá desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Hoje nós [Beatles] somos mais populares que Jesus. Não sei quem vai desaparecer primeiro, o rock'n'roll ou o cristianismo."

O item, com duração de 14 minutos, pode chegar ao valor de US$ 20 mil dólares, em leilão que será realizado no dia 13 de junho. O registro apresenta também uma brincadeira entre Lennon e Paul McCartney sobre quanto tempo os Beatles permaneceriam juntos. "Nós, obviamente, não vamos andar por aí de mãos dadas para sempre", disse Lennon. "Seria um pouco vergonhoso aos 35 [anos]", complementou McCartney.

Apesar de ter sido um evento intensamente noticiado pela imprensa da época, a existência de registros de imagem e áudio era desconhecida. "Nós sabemos o que eles disseram naquele dia. Acabamos nunca ouvindo", disse à agência Reuters Margaret Barrett, diretora da Bonhams & Butterfields.

De acordo com ela, a gravação foi feita por um fotógrafo que era fã da banda. "Ele tentou vendê-las em 1966, mas ninguém pensou que eram importantes", disse Barrett. Segundo informações divulgadas na Reuters, as duas bobinas permaneceram guardadas em uma gaveta durante quatro décadas.

Fonte: Rolling Stone

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vaticano elogia os Beatles 40 anos após fim da banda


O Vaticano elogiou os Beatles por ocasião dos 40 anos da dissolução da banda britânica, lembrados neste ano. Em um artigo intitulado Sete Anos que Abalaram a Música, o jornal do Vaticano L'Osservatore Romano chamou o grupo de "joia preciosa".

O texto lembra que, segundo alguns comentaristas, os Beatles divulgavam mensagens misteriosas, tidas por alguns até como "satânicas".

"É verdade que eles tomaram drogas, viveram uma vida de excessos por causa do seu sucesso, e até disseram que eram mais famosos do que Jesus".

"No entanto, ao ouvir suas canções, tudo isso parece distante e insignificante".

"Eles podem não ser o melhor exemplo da juventude da época, mas não eram, de maneira nenhuma, o pior. Suas belas melodias mudaram a música e continuam a dar prazer", diz o artigo.

Referindo-se à dissolução da banda em abril de 1970, o texto diz que "mais do que expressar tristeza pela separação deles, talvez a questão (a se refletir) deveria ser como a música pop teria sido sem os Beatles."

Surpresa
Os elogios ao grupo britânico podem surpreender muitos católicos, já que a banda chegou a criticar religiões organizadas.

John Lennon causou grande polêmica em 1966 quando disse em uma entrevista à imprensa britânica que os Beatles eram mais populares do que Jesus.

"O cristianismo vai acabar (...) Eu não preciso argumentar, eu estou certo e isso será comprovado. Nós somos mais populares do que Jesus hoje em dia. Eu não sei o que vai acabar primeiro - o rock n'roll ou o cristianismo."

Há dois anos a Igreja Católica perdoou Lennon por este comentário. "A declaração de John Lennon, que provocou tanta indignação nos Estados Unidos, depois de todos estes anos soa como uma bravata de um jovem proletário inglês às voltas com um sucesso inesperado", disse artigo publicado no L''Osservatore Romano em 2008.

Fonte: Terra

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aniversário de John Lennon terá festival de 2 meses


Um festival de artes, com música, cinema e poesia irá comemorar os 70 anos que John Lennon faria caso estivesse vivo.

Sediado em Liverpool, o evento irá começar no próximo dia 9 de outubro (nascimento) e irá se estender até 9 de dezembro ¿ 30 anos e 1 dia após seu assassinato.

"Sua mensagem de paz é duradoura continua a ser uma inspiração para muitas pessoas. Um tributo a John Lennon permitirá que nos lembremos dele como um homem, celebrar sua música, e sua contribuição global para a nossa cidade", disse o prefeito da cidade, Mike Storey.

O ano de 2010 também marca os 50 anos desde que o The Beatles foi criado e 40 anos do fim do grupo.

Fonte: Terra

sexta-feira, 5 de março de 2010

Comercial com John Lennon irrita fãs dos Beatles

Um novo comercial no Reino Unido vem causando a revolta de fãs dos Beatles pelo mundo todo. Eles criticam a decisão de Yoko Ono e Sean Lennon, viúva e filho de John Lennon, respectivamente, por terem autorizado o uso de uma antiga entrevista com o músico para uma propaganda de carro. Yoko e Sean se defendem e dizem que a intenção era de apenas manter viva a imagem de Lennon.

No vídeo (veja abaixo), o ex-Beatle aparece criticando quem reproduz o passado e incitando às pessoas a fazerem algo original: "Uma vez que uma coisa está feita, ela está feita. Então por que essa nostalgia - digo, pelos anos 1960 e 1970, sabe? Olhar para trás para ter inspiração, copiar o passado. Como isso pode ser rock ‘n’ roll? Faça algo você mesmo. Comece algo novo. Vivam suas vidas agora, entendem o que eu quero dizer?". A fala de Lennon é então seguida por imagens do novo modelo "anti-retro" DS-3 da Citroen.

A utilização da imagem do cantor no anúncio fez com que várias pessoas se voltassem contra Sean e Yoko pela internet. Um deles, que assina como Stew, recorreu ao Twitter para atacar o filho do ex-Beatle. "Você e Oko venderam John ao permitir que a Citroen o usasse para vender seus carros. Os fãs ingleses estão enojados com vocês dois", critica. "Você e sua mãe são um par de sanguessugas sem talento. Vocês não merecem o sobrenome Lennon. Aproveitem o dinheiro... não pode comprar amor!"

Diante da profusão de protestos, Sean saiu em defesa da mãe e explicou a decisão de autorizar a veiculação da entrevista no comercial. "Ela não fez isso por dinheiro. Tem a ver com a tentativa de manter meu pai na consciência pública. Sem LPs, a TV é a forma de expô-lo aos jovens", justifica.
Fonte: Veja

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estúdios Abbey Road não estão à venda, diz EMI

Gravadora desmente boatos e diz que está trabalhando em projeto de revitalização do edifício londrino.

Ao que tudo indica, as informações sobre a venda dos estúdios londrinos de Abbey Road, eternizados pelos Beatles, não passavam de boato. Foi o que afirmou a própria gravadora em um comunicado neste domingo, 21, de acordo com o site da BBC News.

No anúncio da EMI, a gravadora diz que os estúdios continuarão sob sua responsabilidade e comentou que, no ano passado, até chegou a rejeitar uma oferta de compra do edifício histórico. "Em 2009, recebemos uma oferta de compra de mais £ 30 milhões, mas rejeitamos porque acreditamos que Abbey Road deve seguir nas mãos da EMI".

A companhia também revela que está trabalhando com outras empresas em um projeto de revitalização dos estúdios. Na nota, a EMI explica: "Os estúdios Abbey Road estão perdendo dinheiro há alguns anos. Por isso, estamos desenvolvendo um plano de revitalização. Estes projetos envolvem uma injeção substancial de capital novo".

A gravadora também disse que o English Heritage, órgão de proteção ao patrimônio da Inglaterra, está acelerando o processo, e que eles estão discutindo sobre os planos de revitalização desde o mês de novembro do ano passado. Nada foi falado sobre os boatos de que a EMI estivesse passando por problemas financeiros.

Nos últimos dias, surgiram alguns rumores de que a gravadora EMI estivesse vendendo os estúdios para quitar uma dívida. O ex-beatle Paul McCartney até chegou a defender a salvação de Abbey Road e incentivou uma campanha na internet para que a National Trust comprasse o edifício, a fim de torná-lo patrimônio nacional da Inglaterra. O compositor e produtor Andrew Lloyd Webber também havia se interessado na compra.
Rolling Stone

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ex-Beatle Paul McCartney torce pela salvação dos estúdios Abbey Road

O ex-Beatle Paul McCartney, de 67 anos, disse esperar que os estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravaram a maioria de seus discos, possam ser salvos. Os comentários do músico foram feitos após a divulgação da notícia de que a gravadora EMI colocou o famoso estúdio à venda.

Em declarações ao programa Newsnight, da BBC, McCartney revelou que algumas pessoas ligadas ao estúdio estariam pensando em organizar um leilão para salvar o Abbey Road. "Eu simpatizo com eles. Espero que eles possam fazer algo, seria ótimo", afirmou o músico. "Eu tenho tantas memórias lá, com os Beatles. Ainda é um grande estúdio".

Na terça-feira, o jornal britânico Financial Times informou que os históricos estúdios situados na rua Abbey Road, em Londres, haviam sido colocados à venda devido a dificuldades financeiras da EMI. De acordo com a publicação, a venda pode trazer "dezenas de milhares de libras".

Não ficou claro se a EMI venderá a marca Abbey Road, mas o jornal cita um advogado para quem "a marca vale mais que o prédio". A gravadora comprou o edifício em 1929 por 100.000 libras, e o local ficou conhecido no mundo todo graças aos Beatles. Entre 1962 e 1969, o grupo gravou praticamente todos os álbuns de estúdio no Abbey Road, inclusive o disco de mesmo nome e em cuja capa aparecem os quatro integrantes da banda atravessando a rua sobre uma faixa de pedestres.

Desde então, o estúdio - um dos poucos que pode acomodar orquestras inteiras - foi utilizado por grupos como Pink Floyd, Radiohead, Travis e Blur, assim como para a gravação de trilhas sonoras de filmes como O Senhor dos Anéis ou Harry Potter e a pedra filosofal, lembra o jornal.

(Com agência France-Press)

domingo, 18 de outubro de 2009

Coletânea de George Harrison

Foi anunciado em junho lançamento de coletânea oficial e completa do Beatle George Harrison_- O disco chamado Let It Roll: Songs by George Harrison terá música de todas as fases da carreira do guitarrista e foi lançado em 16 de junho.

Os detalhes sobre a compilação foram revelados após a cerimônia realizada na calçada da Fama na qual George foi homenageado postumamente com uma estrela. O disco terá músicas de sua carreira solo (como "My Sweet Lord", "Got My Mind Set on You" e "Isn't It a Pity") e composições gravadas pelos The Beatles ("Something", "While My Guitar Gently Weeps" e "Here Comes The Sun").

A lista de faixas do lançamento será anunciado em breve. Todas as músicas serão remasterizadas digitalmente e o CD terá encarte com fotos raras.

Comercial recria momento histórico dos Beatles

O vídeo promocional foi para divulgar o novo jogo “The Beatles: Rock Band” lançado no próximo dia 9 de setembro. O comercial mescla imagens de arquivo e atuais, a animação ajuda a recriar o cenário de uma das fotos mais emblemáticas do rock, a capa de Abbey Road, disco de 1969.

O jogo estará disponível para os consoles Xbox 360, Playstation 3 e Nintendo Wii, com joysticks semelhantes aos instrumentos usados pela banda, a guitarra Rickenbacker 325, usada por John Lennon é um dos exeplos. O game ainda contará com 45 faixas de todas as fases dos garotos de Liverpool e os jogadores poderão complementar a coleção de músicas com downloads dos discos Rubber Soul, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Abbey Road.
Ver vídeo abaixo.

The Beatles

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Uma "gota de Brasil" na história dos Beatles

Lizzie Bravo com John Lennon em Londres em 1967. (Foto: Acervo Pessoal)
Lizzie Bravo, 58, foi retratada como “a esperança de óculos” na canção “Casa no campo”, famosa na voz de Elis Regina, e já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Zé Ramalho e Joyce. Mas, talvez, a sua maior façanha tenha sido a de dividir o microfone com John Lennon e Paul McCartney na gravação de “Across the universe”, quando tinha apenas 16 anos, nos lendários estúdios da EMI em Abbey Road, Londres.

A faixa foi incluída na coletânea “No one’s gonna change our world”, no álbum “Rarities” e no segundo volume do disco “Past Masters”, dos Beatles -- outra versão da música aparece no álbum "Let it be", lançado em 1970. Em 4 de fevereiro de 2008, exatamente 40 anos depois, a Nasa lançou a música ao espaço, pela primeira vez na história.

A então adolescente carioca não imaginava o quanto a sua vida mudaria depois de uma sessão do filme “A hard day’s night – Os reis do iê iê iê”. Ao sair do cinema, ela já estava contaminada pela beatlemania. Com “Help!”, segundo longa estrelado pelos Beatles, não foi diferente. Em vez de se contentar com as fotos dos Fab Four nas páginas das revistas, a garota pediu aos pais uma viagem de presente de 15 anos e foi para Londres em fevereiro de 1967, sabendo que não voltaria tão cedo.

“As pessoas até hoje não acreditam que você podia chegar perto deles”, conta Lizzie, que fazia parte de um grupo de fãs que frequentavam diariamente a porta do estúdio da EMI em Abbey Road - cenário que acabou eternizado na capa do álbum homônimo e derradeiro dos Beatles, lançado há 40 anos, em 26 de setembro de 1969.

“A gente batia papo, às vezes uns mais longos que os outros. O Paul um dia me perguntou: ‘como é que você pode ser do Brasil se você tem um sotaque de Oxford?’ Eu só tinha amigos ingleses lá.”
Hoje, Lizzie lembra detalhes de quando McCartney reparou que ela tinha cortado o cabelo, ou quando começou a usar óculos iguais aos de John. “Era um convívio diário”, diz. A relação foi sendo construída à base de bom comportamento até que, em fevereiro de 1968, Lizzie e as amigas estavam esperando na entrada dos estúdios no momento em que Paul saiu da sala e perguntou se alguém ali conseguiria sustentar uma nota aguda. A jovem, que sempre havia cantado no coral do colégio, se candidatou, levando com ela a inglesa Gayleen Pease.

No estúdio estavam os quatro Beatles, o produtor George Martin, Mal Evans, Neil Aspinal, além do técnico de som e seu ajudante. Eles precisavam de uma voz aguda para um coro de “Across the universe”. “Foi bom nós sermos calmas, porque senão nem teríamos gravado, eles teriam mandado a gente embora do estúdio”, lembra Lizzie, que passou cerca de duas horas e meia ali e não recebeu nenhum pagamento pelo empréstimo da voz.

“Ficou um clima legal, foi gostoso. Não tirei a minha câmera da bolsa para fotografar, não pedi autógrafo, todas aquelas coisas que eu fazia no dia-a-dia, porque eu tive consciência de que aquele era um momento único. Eu estava participando de uma gravação com os quatro Beatles ao mesmo tempo, com todo mundo tocando ao vivo”, conta.

Uma das características do quarteto de Liverpool, segundo Lizzie, era o humor. “Eles faziam muitas brincadeiras, muitas piadas. Durante a gravação, de vez em quando alguém falava uma frase e todo mundo começava a tocar. Então aquela frase, por pior que fosse, de repente virava um rock”, lembra.

“Eu tinha 16 anos e fiquei desbundada, mas a ficha só caiu muito tempo depois. Eu cantei no mesmo microfone com o John Lennon, depois com o Paul McCartney", diz a fã, que trabalhou como arrumadeira de hotel, entre outras atividades, para se sustentar durante a temporada em que passou na capital inglesa. "Ter saído do Leme, onde eu morava, e ir para Londres cantar com um ídolo, é surreal. Quando ouvi a voz da gente na versão remasterizada [lançada pela EMI no último dia 9], fiquei toda arrepiada. Não ouço Beatles toda hora, mas quando escuto as músicas passa um filminho na cabeça.”
Fonte:G1

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Abbey Road chega aos 40

A faixa de pedestres mais famosa do mundo fica no final de uma rua que tem em torno de 1.500 metros de extensão – mais precisamente, na esquina das ruas Abbey Road com Grove End, em Londres. Foi esse cruzamento que os Beatles eternizaram na capa do último álbum lançado pelo quarteto em 26 de setembro de 1969, “Abbey Road” – mesmo nome do estúdio onde os Fab Four gravaram a maior parte das suas músicas.

Álbum é o mais vendido dos Beatles até hoje.'The end' tem único solo de bateria de Ringo.

É o último registro dos Beatles em estúdio, o mais vendido e, para muitos, o melhor álbum já gravado pela banda em seus oito anos de carreira. Apenas por isso, as justificativas para celebrar os 40 anos de lançamento de “Abbey Road”, já seriam excelentes. Mas, observando de perto, os motivos se multiplicam.

"Come together", "Something", "Because", "Here comes the sun"... Alguns dos mais lembrados sucessos dos Beatles fazem parte do repertório do disco, o primeiro lançado exclusivamente em estéreo — todos os outros álbuns da banda têm versões também em mono.
É também em “Abbey Road” que estão registradas algumas das mais complexas harmonizações vocais criadas pelo grupo que, pela primeira vez, pôde contar com uma mesa de oito canais. Novidade tecnológica na época, o equipamento permitiu uma qualidade técnica nunca antes alcançada pelos Fab Four nas gravações. A capa do álbum iria eternizar ainda a rua londrina e o estúdio homônimos, onde foi gravada a maior parte da produção do grupo.
G1

10 paródias da lendária capa de "Abbey Road" dos Beatles

1. Red Hot Chili Peppers: 'The Abbey Road EP'

Lançado em 1988, este EP de cinco faixas da banda californiana traz os músicos nus, usando apenas meias, caminhando pelo famoso ponto londrino. Vale lembrar que a primeira música do álbum é um cover de "Fire", de Jimi Hendrix.

2. Os Simpsons na capa da revista 'Rolling Stone'

Lisa, Bart, Marge e Homer também atravessaram a famosa faixa em Abbey Road interpretando os Fab Four. Ao fundo, os carros são da mesma cor e estão na mesma posição em que aparecem na fotografia dos Beatles. Os personagens também se vestem da mesma maneira que os músicos.

3. Booker T & the MG's: 'McLemore Avenue'

Batizado em homenagem à rua onde ficavam os estúdios da lendária gravadora Stax, em Memphis, o disco lançado em 1970 traz versões cheias de groove das músicas do famoso álbum dos Beatles.
4. Língua de Trapo: 'Vinte e um anos de estrada'

O grupo paulistano fez uma sátira bem-humorada de "Abbey Road" na capa criada e executada por Carlos Castelo Branco, Cesar Finamori e Antonio Rodrigues. O álbum traz a gravação ao vivo do show homônimo, realizado em janeiro de 2000 no Sesc Pompeia, SP.

5. Vários - 'Yesterday, A country music tribute to The Beatles'

Willie Nelson ("Something"), Merle Haggard ("Yesterday"), Dolly Parton ("Help!") e outros artistas da música country norte-americana homenageiam a obra do quarteto de Liverpool na coletânea. A capa, neste caso, ganhou uma releitura com "aroma do campo".

6. The Zimmers: 'My generation'

A banda britânica formada por integrantes cujas idades giram em torno dos 90 anos ficou famosa pelo cover de The Who, mas o single foi gravado nos estúdios de Abbey Road. A capa, é claro, não poderia ser diferente desta...



7. Kanye West: 'Late Orchestration'

Lançado em 2006, o álbum ao vivo do rapper Kanye West foi gravado nos lendários estúdios de Abbey Road na companhia de uma orquestra de cordas composta por 17 mulheres instrumentistas. Na capa, o mascote que aparece em inúmeros trabalhos de Kanye atravessa a famosa rua.

8. Ren & Stimpy soundtrack: 'You Eediot'

Sarcásticos como só eles, Mr. Horse, Muddy Mudskipper, Stimpy e Ren parodiam os Beatles à sua maneira bizarra na capa do disco com a trilha sonora da série de animação.


9. Turma da Mônica, livro "MSP 50"

No álbum de luxo lançado pela editora Panini, 50 desenhistas nacionais prestam seu tributo ao quadrinista Mauricio de Sousa. Adivinhe só onde Daniel Brandão imaginou o quarteto Cascão, Magali, Cebolinha e Mônica?
10. Dave Maclean & Montana Country: 'Country Beatles'

O brasileiro que começou a carreira em um conjunto de bailes na Grande São Paulo lançou em 1999 sua homenagem country ao quarteto de Liverpool. O álbum "Country Beatles" reúne canções como "A hard day's night", "Here comes the sun", "I wanna hold your hand", entre outras, com gostinho de interior.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Divulgado trecho de "minidoc" sobre o disco Revolver, dos Beatles

Foi divulgado nesta quarta, 15, um teaser do minidocumentário sobre o álbum Revolver (1966), dos Beatles. O filmete é o primeiro de uma série de 14, que chegará às lojas em 9 de setembro, cada um com o respectivo disco a que se refere (nessa mesma data, chegam às lojas os álbuns remasterizados dos Beatles). Assista ao vídeo no site oficial da banda.

Imagem do vídeo que mostra John Lennon e George Harrison, em estúdio, gravando Revolver, de 1966
Na prévia, Ringo Starr, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison falam, principalmente, sobre a gravação do álbum e discutem sobre como Revolver e o antecessor Rubber Soul poderiam ter sido Volume 1 e Volume 2. Macca também explica o nome do disco. "Nós pensamos de repente: 'o que um disco faz?'. Ei, ele revolve, ótimo. Então, o chamamos de Revolver [algo como revolvedor, revolucionário]."

George Martin, produtor da banda e frequentemente chamado de "quinto beatle", também participa dos docs.
Fonte: Rolling Stone

Beatles terá box com arte de discos

O produto que chega às lojas em 9 de setembro (mesmo dia dos discos remasterizados e do game The Beatles, Rock Band) conta com um pacote incluindo, livro com capas e imagens em formato de LP.

No próximo dia 9 de setembro, chegará às lojas um catálogo com todos os álbuns de estúdio dos Beatles remasterizados. Para o lançamento, a Apple Corps anunciou que será disponibilizada uma caixa especial para guardar os discos.

A Box of Vision será acompanhada de um livro de 200 páginas, em formato de LP, com toda a arte dos trabalhos - entre capa, contra capa e imagens internas - de Please Please Me à compilação Beatles Love.

Além das imagens, o pacote trará também uma "catalografia" da banda, com todas as letras e outras informações sobre cada disco, e um texto do especialista em Beatles Bruce Spizer. "É a mais nova peça para os fãs", afirmou Jonathan Polk, idealizador do Box of Vision à Rolling Stone EUA. "Sempre fiquei frustrado com as opções existentes para organizar e guardar os CDs. E eu odiava o fato de que as imagens de um LP lindo com que eu cresci fossem reduzidas a quase o tamanho de um selo nos CDs. O Box of Vision dá aos fãs o melhor de todos os mundos."

A novidade já está em caráter de pré-venda na internet, endereço onde os internautas podem ter um aperitivo do conteúdo. O valor da caixa, sem os discos, é de US$ 80, mais a taxa de entrega (de US$ 12). As entregas do box começam no final de agosto e estão disponíveis apenas para a América do Norte e alguns países da Europa.Na mesma data do lançamento da discografia completa, chegará também o jogo The Beatles: Rock Band.
Fonte:Rolling Stone

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A trágica morte de John Lennon

John Winston Ono Lennon, batizado como John Winston Lennon, MBE (Liverpool, 9 de Outubro de 1940Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1980), foi um músico, compositor, escritor e ativista em favor da paz britânico. É considerado um ícone do século XX.

John Lennon ganhou notoriedade mundial como um dos integrantes do grupo de rock britânico The Beatles. Na época da existência dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney.
Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela se tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John dedicou-se a carreira solo.
Afastado da música desde 1975, por se dedicar mais a família desde o nascimento de seu filho com Yoko Ono, Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Era como um recomeço.
Dentre as composições de destaque de John Lennon estão "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "Happy Xmas (War Is Over)", "Woman", "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheels" em carreira solo.
Em 2002, John Lennon entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos.

Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque, no edifício Dakota, em frente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota.

(Chapman, pedindo um autógrafo à Lennon, horas antes de assassiná-lo.)
A última foto de John Lennon vivo, junto com seu assassino, foi tirada pelo fotógrafo Paul Goresh.

O rapaz(que aparece nas fotos), era Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou atirando em John Lennon com revólver calibre 38.
John morreu após perder cerca de 80% de seu sangue, aos quarenta anos de idade. A polícia chegou minutos depois e levou John na própria viatura para o hospital.

O assassino permaneceu no local com um livro nas mãos, "O Apanhador no Campo de Centeio" de J.D. Salinger.
Logo após a notícia da morte de John Lennon, que correu o mundo, uma multidão se juntou em frente ao Dakota, com velas e cantando canções de John e dos Beatles.
O corpo de John foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em Hartsdale, cidade do estado de Nova Iorque, e suas cinzas foram guardadas por Yoko Ono.
O assassino foi preso, pois permaneceu no local, esperando os policiais chegarem.

Ao entrar na viatura, pediu desculpas aos policiais pelo "transtorno que havia causado". Em seu julgamento alegou ter lido em "O apanhador no Campo de Centeio" uma mensagem que dizia para matar John Lennon. Acabou sendo condenado à prisão perpétua e até hoje é mantido numa cela separada de outros presos, devido às ameaças de morte que recebeu.
Após a morte de John, foi criado um memorial chamado Strawberry Fields Forever no Central Park, em frente ao Dakota. Alguns discos póstumos foram lançados, como Milk and Honey, com sobras de canções do disco Double Fantasy. Várias coletâneas e um disco chamado Accoustic foram lançados em 2005. Yoko Ono administra tudo o que se refere a John Lennon, suas canções em carreira solo, seus vídeos e filmes.

Ficha do assassino
Nome completo: Mark David Chapman
Nascimento: 10 de Maio de 1953 (56 anos)
Fort Worth, TX, EUA
Nacionalidade: E
stadunidense
Crime: Assassinato
Pena: Prisão perpétua
Status
Cumpre a pena, preso desde 1980.
Mark David Chapman (Fort Worth, 10 de maio de 1953) é um homicida estadunidense, condenado por assassinar o músico inglês e ex-Beatle John Lennon, em Nova Iorque. Mark está condenado a prisão perpetua e cumpre pena desde dezembro de 1980.

Biografia
Chapman alegou que vozes o mandavam cometer o crime, o que é caracterizado pela psiquiatria como distúrbio de esquizofrenia.
Condenado à prisão perpétua, Chapman matou Lennon na noite de 8 de dezembro de 1980, numa segunda-feira, pouco antes das 23 horas, em frente ao edifício Dakota, onde o ex-Beatle vivia. Horas antes, Lennon autografara para Chapman uma cópia de seu recém-lançado álbum Double Fantasy.
1 West 72nd Street (The Dakota) entrada
Mark visitava varias vezes o prédio de John para perguntar dele,dizia-se "um grande fã"
Chapman, então com 27 anos, citou o romance, O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, como inspiração para o crime.

O livro trata da história de um adolescente revoltado. Chapman dizia identificar-se com o protagonista do livro, que odiava a falsidade, e desferiu cinco tiros acertando quatro nas costas de Lennon, porque o considerava um hipócrita, já que em suas músicas Lennon tratava de tristeza e pobreza, como se ele mesmo sofresse disso.
Há uma teoria da conspiração que relaciona a CIA (Agência de Informações dos EUA) com o assassinato. Através de documentos revelados pela própria CIA, a conspiração ganha corpo ao classificar Lennon como um subversivo. Lennon estava na mira do governo estadunidense por se envolver em questões políticas, promover passeatas e influenciar o povo, deixando-os mais críticos quanto às questões de segurança nacional e à paz mundial.
Como razão para o assassinato, tem repetido várias vezes: "Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém".
Nos últimos anos, Chapman tentou vários pedidos de liberdade condicional, que foram sempre negados.
Yoko Ono, viúva de John Lennon, e Paul McCartney, amigos e ex-beatles, dizem-se ofendidos quando escutam o nome do assassino.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Filho de John Lennon faz contato com a mulher que foi a inspiração da canção "Lucy in the sky with diamonds"


Julian Lennon(filho do ex-Beatle John)

Mais de 40 anos depois que John Lennon escreveu "Lucy in the sky with diamonds", seu filho quis fazer contato com Lucy O'Donnell, que foi a inspiração da canção.
Há dois meses, Julian Lennon, que vive na França, soube que Lucy sofre de uma doença incurável, chamada lúpus, doença na qual o sistema imunológico ataca as próprias células do organismo.

"Pude ajudá-la em algo", disse Julian, em declarações ao dominical "The Sunday Times".

Lucy O'Donnell, que frequentou a mesma creche que Julian Lennon, tornou-se a "menina com olhos de caleidoscópio", uma das canções de maior sucesso dos Beatles, composta na época mais psicodélica da banda.
Julian desenhou na época uma imagem com pequenas estrelas e disse ao John que era "Lucy no céu com diamantes", frase que foi usada por John lennon como título da música que faz parte do àlbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", lançado em 1967.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Liberados o trailer e as primeiras imagens do game dos Beatles

Foi apresentado nesta segunda-feira (1º), durante a Electronic Entertainment Expo (E3 2009), em Los Angeles, o trailer oficial e a primeira lista de músicas do “The Beatles: Rock Band”, que será lançado no dia 9 de setembro.

Assista o trailer do game:


terça-feira, 2 de junho de 2009

Os Beatles de volta ao palco

Ringo e Paul apresentam Rock Band dos Beatles na E3, em Los Angeles

A E3, ou Electronic Entertainment Expo, maior feira de videogames do mundo ocidental, teve início nesta segunda, 1, em Los Angeles. O evento inicial que marcou a abertura foi a coletiva de imprensa da Microsoft, fabricante do console Xbox 360. O que era tido para ser uma apresentação direcionada ao consumidor ardoroso de games acabou por ser um fato pop sem precedentes - afinal de contas, os Beatles, ou o que restou deles, subiram ao palco apenas para marcar presença e tornar inesquecível o momento.

A Microsoft iniciou a coletiva pontualmente às 10h25. Com as luzes apagadas, um vídeo passou a ser exibido no telão - uma tomada aérea que logo revelou tratar-se das cenas de abertura do game The Beatles: Rock Band. Em pouco mais de dois minutos, o clipe demonstrou a evolução estética, musical e social causada pelo quarteto de Liverpool, de Please Please Me a Magical Mystery Tour, dos terninhos comportados aos trajes coloridos, das canções de amor aos hinos psicodélicos, dos shows esfumaçados no Cavern Club à histeria coletiva no Shea Stadium, passando pelo misticismo da Índia e a psicodelia surreal de "I am the Walrus". Tudo estilizado, não exatamente realista, mas visualmente deslumbrante.

O jogo, previsto para 9 de setembro de 2009 - mesma data de lançamento das versões remasterizadas dos álbuns dos Beatles - permite que até seis jogadores simultâneos interajam com músicas do repertório da banda lançado de 1962 a 1970. Alex Rigopulos, o produtor e idealizador da marca Rock Band, revelou que o jogo também trará trechos de diálogos inéditos entre os quatro beatles. Junto a outras cinco pessoas, Rigopulos fez uma demonstração de The Beatles: Rock Band - a música escolhida foi "Day Tripper", com direito a escorregadas na bateria e na guitarra simuladas. As harmonias feitas com três vozes (uma novidade entre os jogos Rock Band), porém, soaram perfeitamente.

Apenas 10 das 45 músicas contidas no game foram divulgadas - "I Saw Her Standing There", "I Want To Hold Your Hand", "I Feel Fine", "Day Tripper", "Taxman", "I Am the Walrus", "Back in the USSR", "Here Comes The Sun", "Octopus's Garden" e "Get Back". O repertório foi revelado com a ajuda de um clipe bem editado com cenas animadas do jogo, mostrando os músicos tocando em cenários clássicos da antologia beatle, como a aparição no programa de Ed Sullivan, os clipes de Magical Mystery Tour e o show no telhado da Apple (a última apresentação ao vivo de Paul, John, George e Ringo juntos). Todas as outras músicas contidas nos álbuns oficiais do grupo estarão disponíveis para download - o primeiro deles, Abbey Road, poderá ser comprado logo no dia 9 de setembro, por meio da internet e diretamente no console. Já a faixa "All You Need is Love" será vendida apenas pela rede Xbox Live, e a renda será revertida para a entidade assistencial Doctors Without Borders.