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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arnaldo Antunes








 
 
 
 


Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho (São Paulo, 2 de setembro de 1960) é um músico, poeta, compositor e artista visual brasileiro.

Em 1978 ingressou em Letras da FFLCH-USP, onde seguiria o curso de Lingüística, não fosse o sucesso dos Titãs lhe tomar todo o tempo entre shows, gravações, ensaios, turnês e entrevistas.

No dia 13 de novembro de 1985, foi preso, juntamente com o colega de Titãs Tony Bellotto, por porte de heroína. Arnaldo passou 26 dias preso e foi condenado por tráfico de drogas. Desligou-se da banda em 1992, depois de dez anos de grupo, por conta de suas direções artísticas. Apesar de sua saída, Arnaldo continuou compondo com os demais integrantes do grupo e várias dessas parcerias foram incluídas em discos dos Titãs, assim como em seus discos solo.

Em 1997, fez participação especial no álbum Acústico MTV, dos Titãs. Na ocasião, Antunes cantou a faixa "O Pulso", música originalmente gravada no álbum Õ Blésq Blom, de 1989.

No ano de 2002, formou, em parceria com os amigos Marisa Monte e Carlinhos Brown, o trio Tribalistas, pelo qual lançaram o álbum homônimo. O álbum foi sucesso de público e crítica e vendeu, até 2009, mais de 2.100.000 cópias no Brasil e na Europa. Foi também indicado a cinco categorias do Grammy Latino em 2003, ganhando o prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.

Arnaldo ainda atuou como ensaísta na Folha de São Paulo, onde deixou evidente o substrato teórico que transparece no seu trabalho estético. Lançou no final do ano de 2007 o primeiro DVD de sua carreira, o premiado Ao Vivo no Estúdio, que passeia por toda sua carreira e que conta com as participações especiais do ex-titã Nando Reis, do titã Branco Mello, do ex-Ira! Edgard Scandurra e dos tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.

É conhecido na América do Sul por ser um dos principais compositores da música pop brasileira, respirando de influências concretistas e pós-modernas. Compositor de hits como "Pulso", "Alma", "Socorro", "Não vou me adaptar", "Beija Eu", "Infinito Particular", "Vilarejo", "Velha Infância" e "Quem Me Olha Só", já teve suas canções interpretadas por artistas como Jorge Drexler, Marisa Monte, Nando Reis, Zélia Duncan, Cássia Eller, Frejat, Margareth Menezes, Pepeu Gomes, além, claro dos Titãs, banda da qual fez parte até 1992.

Curiosidades

Arnaldo Antunes é compositor e intérprete da canção "Lava as Mãos", que era exibida no programa educativo Castelo Rá-Tim-Bum, que, por sua vez, é o maior sucesso de audiência da história da TV Cultura.

Discografia solo

Álbuns de estúdio

Nome (1993)

Ninguém (1995)

O Silêncio (1996)

Um Som (1998)

O Corpo (2000)

Paradeiro (2001)

Tribalistas (2002) (em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown)

Saiba (2004)

Qualquer (2006)

Iê Iê Iê (2009)

[editar] Álbuns ao Vivo

Ao Vivo no Estúdio (2007)

Discografia com a Titãs

Álbuns de estúdio

Titãs (1984)

Televisão (1985)

Cabeça Dinossauro (1986)

Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987)

Õ Blésq Blom (1989)

Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991)

Álbuns ao vivo

Go Back (1988)

Videografia

Tribalistas (2002)

Ao Vivo no Estúdio (2007)

Livros

Ou e (1983)

Psia (1986)

Tudos (1990)

As Coisas (1992) - Pelo qual ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993

Nome (1993)

2 ou + Corpos no Mesmo Espaço (1997)

Doble Duplo (2000)

40 Escritos (2000)

Outro (2001)

Palavra Desordem (2002)

ET Eu Tu (2003)

Antologia (2006)

Frases do Tomé aos Três Anos (2006)

Como É que Chama o Nome Disso (2006)

igações externas

O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Arnaldo Antunes.Bate-Papo UOL com Arnaldo Antunes

Referências

1.↑ Perfil: Arnaldo Antunes. Veja São Paulo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges nasceu a 24 de agosto de 1899 na Rua Tucumán de Buenos Aires, e foi criado no Bairro de Palermo: "num jardim, por trás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses."

Este espaço limitado de uma biblioteca e o infinito universo dos livros foi o embrião que permitiu a Borges encarar mais tarde "o paradoxo de um sedentário sem pátria intelectual, de um aventureiro imóvel que se sente à vontade em várias civilizações e em várias literaturas...".

Borges pertence, sem dúvida, ao grupo de escritores que desde tenra idade tiveram a certeza de que os seus destinos iriam ser literários. Em 1914, o pai reforma-se e decide viajar pela Europa com a família. Instalam-se em Genebra onde Borges inicia o bacharelato. Depois de passar um ano em Lugano, transferem-se para Espanha em 1919. Vivem em Maiorca, passam por Sevilha - aí entra em contacto com o ultraísmo e colabora nas suas revistas - e a seguir transferem-se para Madrid. Regressam a Buenos Aires em 1921, e Borges passa a ter um papel activo na vida cultural argentina: participa na fundação das revistas Prisma e Proa e colabora em Nosotros.

Em 1923, depois de publicar o seu primeiro livro (Fervor de Buenos Aires) viaja novamente para a Europa e regressa em 1924. Lança pela segunda vez a revista Proa com Ricardo Güiraldes e outros amigos e colabora com Martín Fierro. A partir de então Borges terá um papel destacado na vida cultural de Buenos Aires escrevendo ensaios, e recensões de livros e filmes; e através dos seus livros que, pouco a pouco, irão afirmar um estilo que com o tempo se tornaria inconfundível. Borges - para quem a vida é "assombro contínuo, uma contínua bifurcação do labirinto" - não só é um grande poeta (Caderno San Martín, El otro, el mismo, os poemas de El hacedor, etc.) e um verdadeiro mestre do conto, mas também um dos mais argutos e originais ensaístas do nosso tempo, sem esquecer a sua actividade de tradutor e antologista.

Com Discusíon e Otras inquisiciones, para mencionar apenas duas das suas obras essenciais, Borges tornou-se indiscutivelmente um meste do ensaio breve. As suas narrativas fantásticas - Ficciones, El Aleph, etc. são verdadeiras arquitecturas verbais que, tal como os seus ensaios, "se nutrem da metafísica e da teologia." Borges move-se com a mesma naturalidade entre a simplicidade mais imediata e mais inabitual estranheza. O tempo, o "eu e o outro", o sonho, o infinito, etc., são temas que em Borges se tornam transparências em que vislubramos desde o mais insólito até ao mais imediato e corrente da realidade.

Borges praticou com maestria o pouco frequente dom da ironia, que não é mais que uma das faces do seu cepticismo e lucidez. As suas personagens possuem com frequência a marca indelével da solidão e da monstruosidade: labirintos que se erguem dentro de cada homem, caminhos que se bifurcam.
Borges apenas conhecerá a fama internacional em 1961, ano em que lhe é concedido o Prémio Formentor, que compartilha com Samuel Beckett. A partir de então, são inúmeros os prémios, distinções e homenagens.

Foi director da Biblioteca Nacional de Buenos Aires de 1955 a 1973. Morre em Genebra a 14 de Junho de 1986 com oitenta e seis anos de idade. Das suas Obras Completas publicadas num volume em 1974, disse Borges: "O meu primeiro livro data de 1923; as minhas Obras Completas, agora, reúnem o trabalho de meio século. Não sei que mérito terão, mas agrada-me verificar a variedade dos temas que abrangem.

A pátria, as aventuras dos antepassados, as literaturas que honram as línguas dos homens, as filosofias em que tentei penetrar, os crepúsculos, os ócios, as desvairadas periferias da minha cidade, a minha cidade, a minha estranha vida cuja possível justificação está nestas páginas, os sonhos esquecidos e recuperados, o tempo... A prosa convive com o verso: porventura, para a imaginação ambas serão iguais. Felizmente, não somos devedores de uma única tradição; não podemos aspirar a todas. As minhas limitações pessoais e a minha curiosidade deixam aqui o seu testemunho."

Texto retirado de Obras Completas de Jorge Luis Borges Círculo de Leitores
Lisboa, Julho de 1998
Exemplares disponíveis nas bibliotecas municipais
Reprodução não oficial

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ésquilo

Ésquilo nasceu em Elêusis, perto de Atenas, e morreu em Gela, na Sicília. Viveu, aproximadamente, entre os anos 525 a.C. e 456 a.C. Sua família pertencia à antiga nobreza ateniense. A tradição afirma que Ésquilo lutou contra os invasores persas em Maratona e Salamina.

Ésquilo escreveu mais de 90 tragédias, das quais apenas 7 chegaram completas aos nossos dias. Pouco depois da morte do dramaturgo, os atenienses decretaram que suas peças fossem representadas com financiamento do Estado. O túmulo de Ésquilo tornou-se lugar de peregrinação e, em meados do século 4 a.C., sua estátua foi colocada no teatro de Dioniso, em Atenas.

Segundo Aristóteles, Ésquilo foi o criador da tragédia grega. Graças à introdução de um segundo ator, ele tornou possível o diálogo e a ação dramática. A própria seqüência de suas peças evidencia um rápido progresso na técnica dramática.

Temas principais

Ésquilo tratou, freqüentemente, de temas sobre-humanos e terrificantes, geralmente da mitologia - utilizava uma linguagem sonora, com metáforas ousadas. As passagens líricas de suas peças, que desempenham um papel importante em sua obra, são o que de melhor se produziu na dramaturgia da Antiguidade greco-romana. Na verdade, a filosofia religiosa de Ésquilo oscila entre o terror cósmico e a consciência ética - e dessa ambigüidade nasce a sua força lírica.

Entre as idéias fundamentais das tragédias de Ésquilo estão a da fatalidade, agindo através da vontade divina e da paixão humana; as taras hereditárias desencadeadas pelo pecado e as maldições que as acompanham; o ciúme dos deuses, provocado pela glória humana excessiva; a intervenção dos deuses em favor dos que lhes são devotados; e a inferioridade da força ante o espírito.

Ésquilo reinterpretou os mitos gregos para sancionar a nova ordem social que surgia - a ordem da pólis, a cidade-estado grega, ou seja, a cidade enquanto expressão de uma cultura elaborada. Através de seus personagens, ele trata dos destinos coletivos, mas valoriza o indivíduo.


Homens, deuses e o Estado
Exatamente por essas razões, Ésquilo transformou seu personagem Prometeu - uma das mais poderosas figuras das lendas gregas - no símbolo da condição humana. Prometeu aspira ao conhecimento e à liberdade. A tragédia Prometeu acorrentado é, entre as peças de Ésquilo, a mais difícil quanto à interpretação, porque não se sabe se o dramaturgo quis exaltar ou denunciar a onipotência de Zeus.

Em Oréstia, a única trilogia de Ésquilo que chegou completa até nós, há, simultaneamente, tragédia familiar, política e religiosa. A primeira peça, Agamenon, conta o assassinato do herói grego por sua esposa, Clitemnestra, e pelo amante desta, Egisto. Em As Coéforas, Orestes, filho de Clitemnestra e Agamenon, vinga o pai, matando os dois criminosos. Na terceira parte, Eumênides, Orestes, atormentado pelas Fúrias, é julgado e absolvido pelo areópago, o grande tribunal de Atenas. As Fúrias, então, são transformadas em divindades benéficas, as Eumênides, graças à intervenção da deusa Atena.

O julgamento de Orestes representa a vitória da lei da pólis sobre a lei bárbara da vingança, que leva ao crime e à loucura. Só ao Estado compete julgar e punir. A intervenção da deusa é a sanção religiosa do novo direito.

Quintiliano, um eminente professor de retórica da Roma antiga, elogiava a sublimidade, a elevação de idéias e a eloqüência de Ésquilo, mas o considerava às vezes inábil e sem harmonia.

Enciclopédia Mirador Internacional e Dicionário Oxford de Literatura Clássica (Jorge Zahar Editor)

domingo, 16 de agosto de 2009

Pablo Picasso


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973) foi reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Lobsang Rampa

Lobsang Rampa é um misterioso personagem.
Sem nunca ter saído das Ilhas Britânicas, ele afirmava, em seus mais de 20 livros, que era a "reencarnificação" de um grande lama tibetano. O que significa reencarnificação?

Acaso seria algo distinto de reencarnação? Para os ocultistas, este termo significa que um corpo é abandonado por seu espírito e é ocupado legitimamente, após negociações com seu dono anterior, por outro espírito. Foi o que ocorreu com este cidadão britânico, que depois desse evento profundamente paranormal, passou a se chamar Terça-Feira Lobsang Rampa.

Nascido na cidade inglesa de Plympton, em 1910, sob o nome profano de Cyril Henry Hoskin, este homem se dizia ser a reencarnação de um grande lama tibetano feito prisioneiro dos comunistas chineses quando estes ocuparam o Tibet. Então, no fim da década de 50, houve o processo da reencarnificação depois de prolongadas negociações com os Anjos do Karma.

Lobsang Rampa escreveu mais de 20 livros versando sobre diversos temas, tais como clarividência e viagem astral, política internacional, budismo esotérico e contatos com o Yéti, entre outros. Os mais importantes títulos de sua bibliografia são: A Terceira Visão, Entre os Monges do Tibet, A Caverna dos Antigos, O Manto Amarelo, A Décima Terceira Vela, Você e a Eternidade, A Sabedoria dos Lamas etc. Morreu em Calgary, no Canadá, em 25 de janeiro de 1981.
(Fonte: gnosisonline)

domingo, 14 de junho de 2009

Alberto Santos Dumont



Alberto Santos Dumont (Palmira, 20 de julho de 1873Guarujá, 23 de julho de 1932).

Foi um aeronauta e inventor brasileiro, considerado o inventor do avião.
Santos Dumont foi o primeiro a decolar a bordo de um
avião, impulsionado por um motor aeronáutico e o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares. Em 23 de outubro de 1906, ele voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com seu 14 Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris.

Menos de um mês depois, em 12 de novembro, repetiu o feito e, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros. O vôo do 14-Bis foi o primeiro verificado pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar na Europa, e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando vôo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.

Apesar de a maioria dos países do mundo considerar os Irmãos Wright como os inventores do avião, por uma decolagem ocorrida em 17 de dezembro de 1903, com o uso de uma catapulta, o 14-Bis teve uma decolagem auto-propulsada, e por isso, Santos Dumont é considerado em seu país de origem, o Brasil e em alguns países, por exemplo, a França, como o "Pai da Aviação".
Herdeiro de uma família de
cafeicultores prósperos na cidade de Ribeirão Preto; pôde se dedicar aos estudos da ciência e da mecânica vivendo em Paris.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nei Lisboa



Nei Tejera Lisbôa (Caxias do Sul, 18 de janeiro de 1959) é um músico brasileiro da MPB.


Biografia
Reside em
Porto Alegre desde os seis anos de idade, tendo vivido largas temporadas em outras capitais brasileiras e também nos EUA, onde concluiu o segundo grau. Mas sua ligação mais forte é mesmo com Porto Alegre, onde mantém um público fiel, e mais especificamente o bairro Bom Fim, onde morou por mais de vinte anos. É irmão mais jovem - entre sete - de Luís Eurico, primeiro desaparecido político brasileiro cujo corpo pôde ser localizado, no final dos anos 70.
Nei Lisboa tem nove discos lançados ao longo de mais de duas décadas, além de um romance editado no Brasil e na França. A paixão pela música popular surge na infância - aos oito anos é aluno do Liceu Musical Palestrina - e se consolida ao ingressar, em 1977, no curso (inconcluso) de Composição e Regência da UFRGS.

Carreira artística
Sua carreira artística inicia em 1979, com os espetáculos "Lado a Lado" e "Deu pra ti, anos 70", em parceria constante com o guitarrista
Augusto Licks. Seu primeiro disco é uma produção independente viabilizada pela venda de bônus, "Pra viajar no cosmos não precisa gasolina", lançado em 1983. Um ano depois, em 1984, por intermédio de uma gravadora regional (ACIT), ele lança seu segundo disco, "Noves fora". (Em 1992, a mesma gravadora reuniu em CD os dois trabalhos numa compilação intitulada "Eu visito estrelas".)
Ao final de 1986, Nei assina contrato com a gravadora EMI-Odeon, que resultaria em dois discos: "Carecas da Jamaica", de 1987, pelo qual recebe o
Prêmio Sharp de artista revelação; e "Hein?!", lançado em 1988, obra que também marca sua trajetória de forma indelével. (Ambos os discos foram relançados em CD pela EMI, em 1999.)
Em 1989, Nei celebra seus dez anos de carreira com a temporada do espetáculo "Dez anos antes... dez elefantes" e com o público de quase dez mil pessoas que assiste a comemoração. Em seguida, parte para sua primeira incursão na literatura, o romance "Um morto pula a janela", lançado em 1991 pela editora
Artes & Ofícios, relançado pela editora Sulina em 1999, e com uma tradução francesa editada pela L’Harmattan em 2000.
Em 1993, depois de algumas temporadas entre Porto Alegre e Montevidéu, Nei grava ao vivo no Theatro São Pedro o disco Amém, reunindo canções próprias e clássicos da música popular urbana uruguaia, e acompanhado por músicos daquele país, entre outros tantos brasileiros. É seu primeiro trabalho a sair simultâneamente em vinil e CD, distribuído pela Som Livre. (O CD é relançado em 1999, pela Paradoxx.)
Nei volta ao disco em 1998 - depois de dividir-se, por alguns anos, entre o palco e o birô de artes gráficas Aleph Editorial, e excursiona pelo sul do Brasil embalado pelo sucesso de "Hi-fi", um apanhado de clássicos da música pop e do repertório folk que influenciou o seu início de carreira nos anos 70. Lançado pela Paradoxx e gravado também ao vivo no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, o CD provoca uma onda de relançamentos dos trabalhos anteriores. Em 1999, Nei revisitou músicas suas de todas as épocas na turnê do show que marcou a comemoração de seus 20 anos de carreira.
Em 2000, Nei retoma a composição e, ao final do ano, assina contrato para a gravação de novo CD. "Cena beatnik", seu primeiro trabalho em estúdio depois de mais de uma década, é lançado em maio de 2001 pelo selo Antídoto, da gravadora ACIT. Ao final do mesmo ano, acontece o relançamento em CD de seus dois primeiros discos, "Pra viajar no cosmos não precisa gasolina" e "Noves Fora", disponibilizando então toda a sua obra em CD e em catálogos das gravadoras ACIT, EMI-Odeon e Paradoxx. Em 2002, quatorze bandas e artistas gaúchos unem-se em um CD tributo, intitulado "Baladas do Bom Fim" e lançado pelo selo Orbeat, cada uma com uma releitura pessoal de uma música de Nei Lisboa.
Nei também teve suas músicas aproveitadas em vários filmes, como Deu pra ti anos 70, Verdes anos e Houve uma vez dois verões. Em Meu tio matou um cara, de Jorge Furtado, um dos temas principais é a canção "Pra te lembrar", de Nei Lisboa, na interpretação d Caetano Veloso, música que também fazia parte do CD "Relógios de Sol", lançado em julho de 2003 pelo selo Antídoto da gravadora ACIT. Em 2006, a cantora carioca Simone Capeto lançou o álbum "Bom futuro", interpretando apenas canções de Nei Lisboa.
Seu último trabalho é o CD "Translucidação", lançado em dezembro de 2006.

Discografia
Pra viajar no Cosmos não precisa gasolina (
1983)
Noves Fora (
1984)
Carecas da Jamaica (
1987)
Hein?! (
1988)
Amém (
1993)
Hi-Fi (
1998)
Cena Beatnik (
2001)
Relógios de Sol (
2003)
Translucidação (
2006)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Paixão Côrtes

Bibliografia de Paixão Côrtes

João Carlos D'Avila Paixão Côrtes, nasceu em 12/07/1927 em Sant'Ana do Livramento - RS, é Engenheiro Agrônomo, mas tornou-se mundialmente conhecido como estudioso da Tradição Riograndense, com um sem número de trabalhos aprovados em Congressos Tradicionalistas, sendo o maior divulgador de nossa tradição na América do Sul.

Paixão Côrtes iniciou cedo pesquisas do nosso folclore, registrando com gravadores, filmadoras e máquinas fotográficas todo o rico material da cultura do homem campesino gaúcho, pesquisa essa que se estendeu até peças originais de museus como o Louvre de Paris, do Museu do Trajo Português de Lisboa, Museu do Prado de Madri, Museu Militar da Escócia, Victória and Albert de Londres e tantos outros da América do Sul.
Paixão Côrtes é o que podemos chamar de Tradicionalista de Primeira Hora, visto ter sido integrante do "Grupo dos Oito", que fundou o "35 - CTG" em 1.948, que foi o primeiro CTG fundado, originando daí todo o Movimento Tradicionalista do qual fazemos parte com tanto orgulho.

É criador dos símbolos da "Chama Crioula", do "Candeeiro Crioulo" e da "Semana Farroupilha".
Em 1.953, fez nascer o famoso conjunto folclórico "Tropeiros da Tradição", iniciando assim uma nova era profissional na projeção folclórica de nossas danças e temas nativos. Na área discográfica atuou em 7 (sete) long-plays cantando, com os quais recebeu prêmios como, melhor Realização Folclórica Nacional (1.962) e melhor Cantor Masculino do Folclore do Brasil (1.964).

Como comunicador, Paixão Côrtes tem mais de 40 anos de dinâmica atividade, atuando em conceituados programas de rádio Riograndenses, sendo o criador, com Darcy Fagundes do famoso "Grande Rodeio Coringa" em 1.955, programa esse que reformulou a programação gauchesca de auditório do Rio Grande. Paixão Côrtes é responsável também pelo surgimento de "Festa de Galpão"(1.953), "Festança da Querência"(1.958), "Domingo com Paixão Côrtes" e "Querência", estes dois últimos em plena vigência na rádio Guaíba.
Atuou como consultor de costumes e revisor de texto para a televisão e cinema, e como ator encarnou o expressivo Pedro Terra no filme "Um Certo Capitão Rodrigo", dirigido por Anselmo Duarte, baseado no romance "O Tempo e o Vento" de Érico Veríssimo.

Como bailarino e cantor, Paixão Côrtes viajou oito vezes para a Europa, atuando na mais famosa casa de espetáculos européia, no Olímpia de Paris, permanecendo 5 meses na França apresentando nossas danças folclóricas também nos palcos da Universidade de Sorbonne, Teatro Mogador, Prefeitura Parisiense e outras casas noturnas.
Atuou também na Alemanha, na "Feira Mundial de Transportes e Comunicações" em Munique, no "Cassino de Estoril" em Lisboa, e na "Feira Rural de Santarém", em Portugal.

Em 1.986, Paixão Côrtes retornou à Europa, distribuindo na Inglaterra e Escócia sua obra "The Gaúcho, Dances Costumes, Craftsmanship" impresso em inglês. Na BBC de Londres apresentou-se cantando e dançando temas gauchescos, acompanhado pelo conjunto musical "Os Farrapos" (Disco de Ouro / 1.988).
Foi conferencista no Arquipélago Açoriano Português em intercâmbio cultural entre "Ilhéus" e "Gaúchos".
Cabe ressaltar que Paixão Côrtes não está vinculado a nenhuma instituição governamental, quer Municipal, Estadual ou Federal, nem recebe qualquer subvenção de qualquer órgão internacional.
Quis a história que se fizesse justiça a esse gigante do tradicionalismo, eternizando sua figura no bronze do "Laçador" do qual foi modelo para o escultor Antonio Caringi, em 1.954, imagem esta escolhida como símbolo de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

ALGUMAS OBRAS EDITADAS PELO AUTOR:
- Festança na Querência - 1959 - Terno de Reis - Cantiga do Natal Gaúcho - 1960 - Folclore Musical do Pampa - (col musical) - 1960 - Vestimenta Gaúcha (opúsculo) - 1961 - Gaúchos de Faca na Bota - 1966 - Carne Ovina (promoção com receitas) - 1968 - Aspectos da Ovicultura Gaúcha - 1977 - Tosquia Australiana no Rio Grande do Sul (co-part.) - 1972 - The Gaúcho - Dances, Costumes, Craftsmanship (em inglês) - 1978 - "Reses" - Cântico do Ciclo Natalino Rio-Grandense (opúsculo) - 1979/1980 - Festas Juninas e dos Santos Padroeiros (opúsculo) - 1980 - Os "Reses" no Natal Gauchesco - 1981 - Natal Gaúcho e dos Santos Reses - 1982 - Folias do Divino - 1983 - Folclore Gaúcho - Festa, Bailes, Música e Religiosidade Rural - 1987 - Debret - Província de Rio Grande de São Pedro do Sul (álbum com Salomão Scliar) 1978 - "Novas" Danças do Rio Grande Antigo - 1986 - Aspectos da Música e Fonografia Gaúchas - 1984 - Festejos do Ciclo São João na Tradição Gaúcha - 1986 - Origem da Semana Farroupilha, Primórdios do Movimento Tradicionalista - 1994COM BARBOSA LESSA - Manual de Danças Gaúchas - 1956 - Danças e Andanças da Tradição Gaúcha - 1975 - A Guerra e o Gado - Fatores da Sociabilidade do Gaúcho ( separata) - 1952 - Aspectos da Sociabilidade Gaúcha - 1985.

sábado, 6 de junho de 2009

Zé do Caixão

José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão, (São Paulo, 13 de março de 1936) é um ator e diretor de cinema brasileiro.

Biografia

"Zé do Caixão", seu personagem mais conhecido, foi criado por ele em 11 de outubro de 1963, após ser atormentado por um pesadelo no qual um vulto o arrastava até seu próprio túmulo. A primeira aparição do personagem foi no filme À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1963). Desde então, ele apareceu em diversos filmes.
Segundo o próprio ator/autor, José Mojica Marins, o nome Zé do Caixão veio de uma lenda de um ser que viveu há milhões de anos no planeta terra que se transformou em luz e depois de anos esta luz voltou a terra.
Apresentou, na década de 1990, os programas Cine Trash e Cine Sinistro, ambos na Rede Bandeirantes.
Mojica teve seus títulos lançados na Europa e nos Estados Unidos da América, onde participou de mostras, festivais e recebeu prêmios. No Brasil, Mojica não conseguiu o mesmo sucesso e reconhecimento. Existem poucos títulos de seus filmes disponíveis no mercado, o que tornou sua obra pouco conhecida. Sua participação na mídia se dá quase sempre de maneira cômica, fato que teve que abraçar por necessidades financeiras.
Curiosamente, "Zé do Caixão" também foi apelido de um automóvel da Volkswagen chamado VW 1600.

Filmografia

Como diretor
1945 - A Mágica do Mágico 1946 - Beijos a Granel
1947 - Sonhos de Vagabundo 1948 - A Voz do Coveiro
1955 - Sentença de Deus (inacabado) 1958 - Sina de Aventureiro
1962 - Meu Destino em Tuas Mãos 1963 - À Meia-Noite Levarei Sua Alma
1965 - O Diabo de Vila Velha 1966 - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
1967 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão 1968 - Trilogia do Terror
1970 - Ritual de Sádicos 1971 - Finis Hominis
1972 - Dgajão Mata para Vingar 1972 - Quando os Deuses Adormecem
1972 - Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro 1974 - A Virgem e o Machão
1974 - Exorcismo Negro 1975 - O Fracasso de Um Homem nas Duas Noites de Núpcias
1976 - Como Consolar Viúvas
1976 - Inferno Carnal 1976 - Mulheres do Sexo Violento
1977 - A Mulher Que Põe a Pomba no Ar 1977 - Delírios de um Anormal
1977 - Estranha Hospedaria dos Prazeres 1978 - Mundo-Mercado do Sexo
1978 - Perversão 1980 - A Praga
1981 - A Encarnação do Demônio 1983 - Horas Fatais - Cabeças Cortadas
1984 - A Quinta Dimensão do Sexo 1985 - 24 horas de sexo explícito ou 24 horas de sexo ardente
1986 - Dr. Frank na Clínica das Taras 1987 - Quarenta e Oito Horas de Sexo Alucinante
1994 - Demônios e Maravilhas 1996 - Adolescência em Transe
2004 - Fim (curta metragem) 2008 - Encarnação do Demônio

Como ator
1960 - Éramos Irmãos (de Renato Ferreira) 1966 - O Diabo de Vila Velha (Armando de Miranda e Ody Fraga)
1969 - O Cangaceiro Sem Deus (de Oswaldo De Oliveira) 1970 - O Profeta da Fome (de Maurice Capovila)
1977 - O Abismo (de Rogério Sganzerla) 1977 - O Vampiro da Cinemateca (de Jairo Ferreira)
1978 - A Deusa de Mármore (de Rosângela Maldonado) 1980 - Chapeuzinho Vermelho (de Marcelo Motta)
1982 - O Segredo da Múmia (de Ivan Cardoso) 1984 - Padre Pedro E a Revolta das Crianças (de Francisco Cavalcanti)
1985 - O Filho do Sexo Explícito (de Francisco Cavalcanti) 1986 - A Hora do Medo (de Francisco Cavalcanti)
1987 - As Belas da Billings (de Ozualdo Ribeiro Candeias) 1987 - Horas Fatais (de Francisco Cavalcanti e Clery Cunha)
1989 - Dama de Paus (de Mário Vaz Filho) 1990 - O Gato de Botas Extraterrestre (de Wilson Rodrigues)
1997 - Ed Mort (de Alain Fresnot) 1997 - A Filha do Pavor (de André Pasquini)
1998 - Babu - A Vingança Maldita (de Cézar Nero) 2001 - Dr. Bartolomeu e a Clínica do Sexo (de Mário Lima e Tom Camps)
2001 - Tortura Selvagem - A Grade (de Afonso Brazza) 2004 - Um Show de Verão (de Moacyr Góes)
2005 - A Marca do Terror (de Ivan Cardoso)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Chico Xavier

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Mais conhecido como Chico Xavier, considerado o MÉDIUM e o MINEIRO DO SÉCULO, é também o maior psicógrafo de todos os tempos.
Nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, no dia 02 de Abril de 1910.
Filho de um operário pobre e inculto, JOÃO CÂNDIDO XAVIER, e de uma lavadeira chamada MARIA JOÃO DE DEUS, falecida em 1.915, quando o filhinho contava apenas 5 anos de idade.
Tinha oito irmãos, que juntamente com ele foram distribuídos nas casas de vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.
Aos nove anos, seu pai, já casado novamente, empregou-se como aprendiz numa industria e recolheu todos os filhos espalhados. Durante o dia frequentava a escola pública primária e à noite trabalhava até às 2 horas da madrugada em uma fábrica. Mal aprendeu a ler e escrever.
Quando concluiu o curso inicial da Escola Pública, empregou-se como caixeiro numa loja e, mais tarde, como ajudante de cozinha e café.
Em 1.933 o Dr. Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo, deu ao jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e assim Chico se tornou um modesto funcionário público em 1.935, trabalhando consecutivamente sem nenhuma falta até finais dos anos 50, quando se aposentou por invalidez.
Na década de 50 foi residir em Uberaba, onde permanece até hoje. Suas faculdades mediúnicas são extraordinárias. A mediunidade manifestou-se nele quando tinha 4 anos, pela clarividência e clariaudiência.
Aos 5, já órfão, via sua mãe manifestar-se várias vezes junto dele. Aos 9, MARIA JOÃO DE DEUS, através de Chico passou a encorajar D. Cidália, segunda esposa de seu pai, a não só reunir todos os filhos do primeiro casamento como a lhe dar mais cinco irmãos.
Quando tinha 17 anos, fundou o Grupo Espírita Luiz Gonzaga, onde desenvolveu a psicografia. Nessa época desligava-se da Igreja Católica, onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrou explicação para os fenômenos que se passavam com ele.
Em 9 de Julho de 1932 foi publicado o célebre livro Parnaso de além-túmulo, sua primeira obra psicografada, que iria abalar os meios intelectuais do Brasil. Mais de mil entidades espirituais nos deram informações através de suas abençoadas mãos. Mas falar de Chico Xavier é falar também de Emmanuel, que indelevelmente está ligado a sua missão.
Esse venerando Espírito é seu protetor espiritual e manifestou-se pela primeira vez, de forma ostentosa, em 1931, acompanhando-o desde então, até hoje.
Entre muitas dezenas de obras mediúnicas, destacamos os cinco documentos históricos que são os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: Há 2.000 Anos; 50 Anos Depois; Ave Cristo; Renúncia; e Paulo e Estevão. Esta última obra, de 553 páginas, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito Herculano Pires.
Em 1.943 começara a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinara suas mensagens com o nome de André Luiz. André Luiz, verdadeiro repórter de além-túmulo, relata-nos em uma série de livros, a experiência de seu passamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com os familiares e uma série de visitas à crosta terrena em missão de socorro. Esses relatos começam com o célebre livro Nosso Lar.
Hoje com 431 livros publicados, Chico Xavier se tornou um dos autores mais lidos em todo o Planeta. Quantos livros dele você já leu ? Utilize o mecanismo de busca e comece a montar a sua biblioteca particular, pois neste terceiro milênio o hob mais cultivado será o de possuir os livros deste iluminado ser humano que é CHICO XAVIER.

Lao Tsé

Lao Zi (老子 Lǎozi, também escrito e pronunciado Laozi, Lao Tzu, Lao Tsé, Lao Tzi, Lao Tseu ou Lao Tze na forma de Wade-Giles), foi um famoso filósofo e alquimista chinês. Sua imagem mais conhecida o representa sobre um búfalo, o processo de domesticação deste animal é associado ao caminho da iluminação nas tradições zen budistas.

A ele é atribuída a autoria de uma das obras fundamentais do Taoísmo: o Tao Te Ching (道德經). A influência deste livro é tão disseminada que tornou-se na atualidade um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.

Alguns consideram Lao Zi um personagem mítico, no limiar das lendas. Uma destas lendas conta que ele nasceu com a aparência de um velho, por isto teria recebido este nome ("Lao Zi" significa literalmente "velho mestre"). Muitos consideram que esta lenda pode ser interpretada como uma metáfora sobre a antiguidade do taoísmo, fundamentado em conceitos filosóficos tradicionais anteriores à própria redação do Tao Te Ching.

domingo, 31 de maio de 2009

Biografia de Carlos Gardel

Carlos Gardel (Tacuarembó ou Toulouse, 11 de dezembro de 1890Medellín, 24 de junho de 1935): foi o mais famoso dos cantores de tango argentino, país ao qual chegou aos dois anos de idade.
Seu lugar de nascimento constitui uma questão controversa.

Alguns sustentam que Gardel teria nascido no interior do Uruguai no departamento de Tacuaremó baseando-se em alguns documentos e matérias jornalísticas de época.
Outros dizem que Gardel teria nascido na cidade francesa de Toulouse como Charles Romuald Gardès, filho de pai ignorado e de Berthe Gardès (1865-1943). Gardel era esquivo sobre o tema e quando indagado dizia: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade".
Cantor e ator celebrado em toda a
América Latina pela divulgação do tango. Inicia-se como cantor ainda jovem com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina.
Sua primeira interpretação formal se dá no Teatro Nacional de Corrientes, no qual também se apresenta Don José Razzano, com quem forma uma parceria por vários anos. Pela sensualidade de sua voz, que se presta muito bem à interpretação da milonga – gênero precursor do tango – torna-se conhecido a partir de "Mi noche triste" 1917.

sábado, 30 de maio de 2009

Biografia de Wintson Churchill


Sir Winston Leonard Spencer Churchill (Woodstock, 30 de Novembro de 1874Londres, 24 de Janeiro de 1965) foi um estadista britânico, escritor, jornalista, orador e historiador, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido.

Primeiro-ministro do Reino Unido
Mandato:
(10 de maio de 1940 até 27 de julho de 1945) - (26 de outubro de 1951até 7 de abril de 1955).
Nascimento: 30 de Novembro de 1874 Oxfordshire
Falecimento: 24 de Janeiro de 1965 Londres
Partido: Conservador
Profissão: Militar e Escritor

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Biografia de Mahatma Ghandi


Líder pacifista indiano (1869-1948). Principal personalidade da independência da Índia, seu nome verdadeiro é Mohandas Karamchand Gandhi. Mahatma significa “grande alma”. Forma-se em Direito em Londres e, em 1891, volta à Índia para praticar advocacia. Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia um movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus. Volta à Índia em 1914 e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva . Nega a colaboração com o domínio britânico e prega a não-violência como forma de luta.
Em 1922 organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial. Detido, declara-se culpado e é condenado a seis anos, mas sai da prisão em 1924. Em 1930, lidera a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé para protestar contra os impostos britânicos sobre o sal. Em 1947, é proclamada a independência da Índia.
Gandhi tenta evitar a luta entre hindus e muçulmanos, que estabelecem um Estado separado, o Paquistão. Aceita a divisão do país e atrai o ódio dos nacionalistas hindus. Um deles o mata a tiros no ano seguinte.
Em janeiro de 1996, parte das cinzas de Mahatma Gandhi é lançada no Rio Ganges, na cidade de Allahabad, local sagrado para os hinduístas. A cerimônia acontece no 49º aniversário de morte do líder pacifista.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Biografia de Martin Luther King


Martin Luther King, Jr.
(Atlanta, Geórgia, 15 de janeiro de 1929Memphis, Tennessee, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. Seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".

terça-feira, 26 de maio de 2009

Biografia de Madre Teresa de Calcutá


Madre Teresa nasceu em 27 de agosto de 1910, na cidade albanesa de Skopje. Seu nome de batismo foi Agnese Bojaxhiu. O pai, Nicola Bojaxhiu era um bem sucedido comerciante, diplomado em farmácia e também proprietário de construtora. Sua mãe Drone, também era de família abastada. Agnese tinha dois irmãos.Era hábito da família, pertencente à minoria católica - a maioria era muçulmana - visitar os doentes e atender aos pobres uma vez por semana. Todos os dias, a mãe e os filhos assistiam a missa e a tarde recitavam o rosário.Seu pai morreu aos 46 anos em 1919, envenenado pela polícia secreta iugoslava. Sua cidade, fronteiriça, havia passado ao domínio iugoslavo há alguns anos e ele vereador, lutava pelo seu retorno à jurisdição albanesa.Com sua morte a família teve grandes dificuldades econômicas. Sua mãe começou a trabalhar como vendedora de tapetes, bordados e outros produtos do artesanato local e assim conseguiu manter a família com dignidade."Gonxha" (botão de flor), como era carinhosamente chamada Agnese, na juventude escrevia poesias, tocava bandolim e piano.Aos 12 anos Agnese houve palestras de missionários na Índia. Tal serviço lhe atrai, mas na ocasião não desejava tornar-se religiosa.Com 18 anos graças a leituras de cartas de missionários daquele mesmo país, decide abraçar aquela vida.O único meio disponível era entrar numa congregação de freiras. Existem também missionárias leigas mas na época, final da década de 20, apenas as irmãs saiam em missões. Escolhe a Congregação de Nossa Senhora de Loreto, que tem uma missão naquele país da Ásia.A sede da Congregação é em Dublin, na Irlanda. Agnese se dirige para lá em 1928. Por razões de política nacional desde então nunca mais viu sua mãe e sua irmã.Após ter sido submetida a observação por dois meses, é enviada a Darjeeling na Índia para fazer seu noviciado e veste o hábito usual das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto.Em 24 de janeiro de 1931, aos 20 anos, faz seus primeiros votos. Toma o nome de irmã Teresa, em homenagem à Santa Teresa do Menino Jesus. Escolheu este nome para devotar-se, como a santa francesa, à obediência e poder deste modo servir com amor total a Jesus. Em seguida foi mandada para Calcutá com a tarefa de estudar e conseguir o diploma da magistério.Então, no St. Mary's School daquela cidade, mantido pela Congregação, passou a ensinar história e geografia. O estabelecimento tinha dois setores: um inglês e outro indiano. Em 1934 a irmã Teresa faz seus votos perpétuos e torna-se diretora do setor bengali. Tal setor era reservado a jovens indianas pertencentes às famílias mais ricas da cidade.Em certo momento torna-se também diretora da Congregação de freiras "Filhas de Santa Ana".Doze anos se passam. Aos 36 anos viaja para Darjeeling para suas reflexões espirituais anuais. Tais exercícios são adotados por todas as Ordens e Congregações religiosas. Instituídos por São Inácio de Loyola consistem de meditações quanto a morte e finalidade da existência dentre outras, bem como de exame da consciência.Ao chegar na estação de trens de Calcutá, se deparou com um enorme contingente de miseráveis, em parte gerados pelos conflitos religiosos na independência da Índia. Em todas as estações do trajeto a cena era a mesma. Aí sente o chamado para deixar a Congregação e dedicar-se totalmente ao serviço dos pobres. Segundo ela, "Naquela noite, abri os olhos para o sofrimento e entendi em profundidade a essência de minha vocação ... Sentia que o Senhor pedia-me para renunciar à vida religiosa tranquila ... para sair às ruas e servir os pobres... Mas não os pobres quaisquer. Ele me chamava para servir os desesperados, os mais pobres entre os pobres de Calcutá... Essas eram as pessoas que Jesus, durante aquela viagem, indicou-me para amar".Madre Teresa não desejava porem abandonar a vida religiosa. Comunica suas intenções e um ano e meio depois, o arcebispo de Calcutá solicita ao papa Pio XII que a irmã possa deixar a Congregação de Loreto e iniciar uma vida religiosa fora do Convento. O papa em pouco tempo concordou.Irmã Teresa aguardou ainda 4 meses para o decisivo passo. Em 16 de agosto de 1948, deixa o hábito e abandona o convento.Decidiu vestir-se com um sari, a indumentária mais comum na Índia, e escolheu o branco, a cor dos pouco importantes. Como calçado adotou a sandália.Logo em seguida fez um curso de enfermagem rápido de 4 meses num hospital de irmãs missionárias de outra Congregação.Após inicialmente tentar uma dieta de arroz e sal, decidiu que ela e suas futuras companheiras iriam alimentar-se com simplicidade, mas de maneira suficiente para manter a saúde e trabalhar a serviço dos pobres.Retornando à Calcutá, foi trabalhar na favela de Motijhil, lá morando numa pequena cabana.Segundo ela, "...Dormia onde estivesse, no chão, frequentemente em lugares infestados de ratos; comia aquilo que comiam meus assistidos e somente quando havia um pouco de alimento... Mas havia escolhido aquela vida para realizar o Evangelho ao pé da letra, sobretudo na parte que diz: 'Tinha fome e deste-me de comer, estava nu e vestiste-me, estava preso e vieste visitar-me'...".No primeiro dia conseguiu 5 crianças para ensinar. Três dias depois já eram 25 e 41 ao final do primeiro ano.No início de 1949, uma sua ex-aluna - Shubashini Das - foi visitá-la e lhe disse que queria largar sua vida confortável e juntar-se a ela no trabalho.Madre Teresa lembrou da prudência de seu arcebispo. Recomendou-lhe que refletisse. Advertiu-lhe da seriedade do passo que pretendia dar e lhe falou para voltar dali a dois meses.Em fevereiro muda-se para instalações mais adequadas e em março Shubashini une-se a ela no serviço, adotando o nome de Agnese. Um ano depois são cerca de 10 companheiras.Conseguira obter a colaboração de leigos. Jovens médicos e enfermeiras ajudavam a cuidar dos doentes. Um padre celebrava uma missa dominical reservada às crianças das favelas.Escreve os Estatutos da nova Congregação a ser fundada, que é aprovada pelo Vaticano em fins de 1950, com o nome "Missionárias da Caridade".Além dos três votos tradicionais de pobreza, castidade e obediência, comuns a todas as Congregações, fazem ainda um quarto voto, o da caridade. "Nós ", afirmou ela, "nos comprometemos com um voto ao serviço dedicado e gratuito a todos os deserdados..." O hábito escolhido é um sari branco com três listras azuis. "O sari permite à irmã sentir-se pobre entre os pobres, identificar-se com os doentes, com as crianças, com os velhos abandonados, compartilhando, com a mesma roupa, a mesma forma de vida dos deserdados deste mundo"...Em 1953, sendo já cerca de 30 irmãs, mudam-se para uma casa de 3 andares. Nesta época fundam a sua primeira grande obra social, a "Casa dos moribundos".Calcutá era uma cidade com centenas de milhares de indigentes. Todo dia dezenas desmaiavam de fraqueza. Muitos deles não se levantavam mais e morriam na rua. As instituições públicas procuravam dar assistência às pessoas que poderiam salvar-se, abandonando à própria sorte os velhos, os mais doentes, aqueles que acabariam morrendo mesmo que fossem internados em hospitais."...Veio-me a idéia de fundar uma casa onde esses moribundos pudessem terminar seus dias assistidos, vendo ao seu lado um rosto humano, uma pessoa que sorrisse com ternura para fazer entender que não deveriam ter medo, pois estavam indo para a casa do se Pai.... Lá todos os dias, ocorre um real contato entre o céu e a terra..."Recolhendo-os ela dizia "São filhos de Deus, devem morrer com um sorriso nos lábios". Ela queria que deixassem este mundo com a certeza de que alguém os amava.Em 1954 funda a "Casa para crianças". Em Calcutá era comum o abandono das mesmas. "Sou mãe de milhares de crianças abandonadas," disse Madre Teresa. "Eu as recolhi nas calçadas, no lixo, nas ruas...Foram-me trazidas pela polícia, pelos hospitais onde eram recusadas pelas mães. Eu as salvei, criei e fiz estudar... Para muitos encontrei depois uma família adotiva e estão bem. Encontram-se espalhados pelo mundo...mas sempre lembram-se de mim."Em 1957 foi iniciado o trabalho com os hansenianos. Cerca de três quartos dos portadores desta doença deformadora e estigmatizante, vivem na Índia. O trabalho de levar assistência aos hansenianos em suas próprias casas, por meio de ambulatórios móveis, se tornou como que uma especialidade das Missionárias da Caridade. Desejando poder expandir seu trabalho para os pobres e desamparados de todo o mundo solicita a autorização necessária ao papa João XXIII. Isto é, solicita ser considerada de "direito pontifício". Tal ocorreu 5 anos depois, já no pontificado de Paulo VI.Em março de 1963 o Arcebispo de Calcutá aprova o ramo masculino dos "Irmãos Missionários da Caridade".Sete meses após a autorização necessária, em 1965, é fundada a primeira casa de sua Congregação fora da Índia , na Venezuela. Centenas de Casas irão a partir daí surgir ao longo dos anos.Em 1969, Paulo VI aprova a "Associação de Colaboradores de Madre Teresa" e dois anos depois é-lhe conferido em Washington o Doutorado em Letras.Foram muitas as premiações que recebeu. Talvez Madre Teresa tenha sido a mulher mais homenageada do século XX. Em 17 de outubro de 1979, recebeu em Oslo o Prêmio Nobel da Paz.Em março de 1990, após repetidos ataques cardíacos, apresenta a demissão como Superiora Geral. Seis meses depois a Assembléia Geral a reelege por unanimidade e ela aceita.Ao longo da vida fundou juntamente com suas cerca de 3.500 irmãs, mais de 440 Casas, espalhadas por mais de 90 países.Pode-se dizer que uma fé foi fundamental. Segundo suas palavras: "Minha obra é administrada pela Divina Providência...Nós e nossos pobres nos entregamos completamente à Divina Providência. Como soldados de Cristo, que viveu de esmolas durante sua vida pública, servimos os doentes e os pobres e não nos envergonhamos de mendigar de porta em porta...Devemos deixar a Deus Onipotente qualquer projeto para o futuro. Porque ontem já passou, amanhã ainda não chegou e temos apenas hoje para conhecer, amar e servir a Jesus."Madre Teresa escreveu muitas orações. Certa ocasião foi aconselhada a fazer cartões de visita e de certa forma aquiesceu. Seus cartões, azulados, traziam o poema:
JESUS está feliz em vir a nós,como a VERDADE a ser dita,como a VIDA a ser vivida,como a LUZ a ser acesa,como o AMOR a ser amado,como a ALEGRIA a ser dada,como a PAZ a ser difundida.Madre Teresa.
Amava e recitava com frequência uma oração, não escrita porém por ela:
Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz;onde há ódio, que eu leve o Amor;onde há ofensa, que eu leve o Perdão;onde há discórdia, que eu leve a União;onde há dúvida, que eu leve a Fé;onde há erro, que eu leve a Verdade;onde há desespero, que eu leve a Esperança;onde há trevas, que eu leve a Luz;onde há tristeza, que eu leve a Alegria.Ó Senhor, fazei com que eu não busque tantoser consolado quanto consolar;ser compreendido quanto compreender;ser amado quanto amar.Porque é dando que se recebe,é esquecendo-se de si que se encontra a si mesmo,é perdoando que se é perdoado,e é morrendo que se alcança a vida eterna.
Madre Teresa faleceu na Índia, aos 87 anos, em 5 de setembro de 1997.
Resumo realizado com base na obra: "Teresa dos pobres", de Renzo Allegri. Paulinas, São Paulo, 1998.Divulgado mediante autorização.