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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

sábado, 3 de outubro de 2009

As sete lágrimas de pai-preto

Foi uma uma noite estranha aquela noite queda: estranhas vibrações afins penetravam meu ser mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se fazia definir...

Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com a minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...

Que o mundo astral emocionava assim um pobre eu"? não o soube, até adormecer... e sonhar...

Vi meu "duplo" transportar-se atraído por cânticos que falavam de Aruanda, estrela guia e Zambi: eram as vozes da senhora da luz-velada, dessa umbanda de todos nós que chamava seus filhos de fé...

E fui visitando cabanas e tendas, onde multidões desfilavam... mas, surpreso ficava com aquela "visão" que em cada uma eu "via", invariavelmente, num canto, pitando, um triste pai-preto, chorava.

De seus "olhos" molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e não sei por que, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e interroguei-o: fala pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão visível dor?

E ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As lágrimas contadas, distribuídas estão dentro dela...

A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração, na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber.

Outras, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um "milagre" que os façam "alcançar" aquilo que seus próprios merecimentos negam.

E mais outra foi para esses que creem, porém, numa crença cega, escrava de seus interesses estreitos; são os que vivem eternamente tratando de "casos" nascentes um após outro...

e outras mais que distribuí aos maus: aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança; desejam sempre prejudicar a um seu semelhante - eles pensam que nósm os guias, somos veículos de suas mazelas, paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas que das brumas ainda não saíram.

Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e calculitas - não creem, nem descreem; sabem que existe uma força e procuram se beneficiar dela de qualquer forma.

Cuida-te deles, não conhecem a palavra gratidão, negarão amanhã até que conheçam uma casa de umbanda...

Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis; mas se olhares bem seus semblantes, verás escrito em letras claras: creio na tua umbanda, nos teus cablocos e no teu zumbi, mas somente se vencerem o "meu caso", ou se curarem "disso ou daquilo"...

A sexta lágrima eu dei aos fúteis que andam de tenda em tenda, não acreditam em nada; buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam um interesse diferente; sei bem o que eles buscam.

E a sétima, filho, notaste como foi grande e como deslizou pesada? foi a última lágrima, aquela que "vive" nos "olhos" de todos os Orixás; fiz doação dessa, aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e todos posssam vê-los como realmente são... "Cegos, guias de cegos", andam se exibindo com a umbanda, tal e qual mariposas em torno da luz; essa mesma luz que eles não conseguem ver, porque só visam a exteriorização de seus próprios "egos"...

"Olhai-os" bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas; observais-os quando falam "doutrinando"; suas vozes são ocas, dizem tudo de "cor e salteado", numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos guias e protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm convicção.

Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, as sete lágrimas de pai-preto! então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a dizer pai-preto? e, daquela "forma velha", vi um véu caindo e num clarão intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...

"Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam que estão... Eles formam a maior dessas multidões..."

São os humildes, os simples; estão na umbanda pela umbanda, na confiança pela razão... São os meus filhos de fé.

São também os "aparelhos", trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se chamam dom e fé, e cujos "salários" de cada noite... São pagos quase sempre com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra - A ingratidão...

Colaboração: Carla Luz

domingo, 12 de julho de 2009

Oração

Desejo a todas uma ótima semana!
Convite! Vamos orar rapidinho? Hoje, Senhor, agradeço pela noite maravilhosa, pelo cobertor que me aqueceu, pelo meu alimento, por mais um dia de trabalho.E principalmente por mais um dia de vida. Abençoa, Senhor, meus amigos e inimigos, porque eles também precisam de Ti. Abençoa, Senhor, o meu amigo que está lendo esta mensagem agora, realize os seus sonhos, lhe dê a vitória que lhe é necessária, abençoe com proteção e sabedoria seus filhos e familiares, com gratidão e amor eu oro, no santo nome de Jesus. Amém!Que Deus abençoe a todos vocês!
Abraços a todos.
Confie... As coisas acontecem na hora certa. Exatamente quando devem acontecer! Momentos felizes, louve a Deus. Momentos difíceis, busque a Deus. Momentos silenciosos, adore a Deus. Momentos dolorosos, confie em Deus. Cada momento, agradeça a Deus.

domingo, 5 de julho de 2009

ANDRÉ LUIZ - ESPÍRITO


André Luiz é o nome atribuído pelo médium Chico Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada.
No movimento espírita, há quem sustente que, em sua última encarnação, teria sido um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro, e entre esses, citado o nome de Oswaldo Cruz. Existe uma teoria que afirma que o médico carioca que assina como André Luiz, se chamava Dr. Faustino Esposel. Este médico também fora, por dois mandatos na década de 1920, presidente do Clube de Regatas Flamengo.
O parapsicólogo padre Oscar González Quevedo chegou a afirmar que o próprio espírito teria se identificado como "Cruz", o que não corresponde à verdade.
Uma leitura atenta de Nosso Lar, aliada a algum conhecimento da biografia do cientista brasileiro, levará à constatação de que são personalidades distintas uma da outra. André Luiz fora filho de um comerciante, enquanto que Oswaldo Cruz era filho de Bento Gonçalves Cruz, médico veterano da Guerra da Tríplice Aliança. Adicionalmente, recorde-se que Oswaldo Cruz desencarnou em 1917, vítima de insuficiência renal, sendo que André Luiz desencarnou em decorrência de oclusão intestinal e, tendo passado "mais de oito anos" nas regiões umbralinas, estava ainda se adaptando à vida em Nosso Lar, para onde acabara de ser levado, quando recebeu a notícia de que era agosto de 1939. Portanto, deve ter desencarnado por volta de 1929 ou 1930.
Na obra Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do mesmo médium, afirma-se que Oswaldo Cruz teria sido a última encarnação de Estácio de Sá.
Obras de André Luiz
Livros psicografados por Chico Xavier que são assinados por André Luiz:
Coleção A Vida no Mundo Espiritual
Nosso Lar
Os Mensageiros
Missionários da Luz
Obreiros da Vida Eterna
No Mundo Maior
Libertação
Entre a Terra e Céu
Nos Domínios da Mediunidade
Ação e Reação
Evolução em Dois Mundos
Mecanismos da Mediunidade
Sexo e Destino
E a Vida continua...
Outras Obras
Agenda Cristã
Conduta Espírita
Desobsessão

CHICO XAVIER


Principais obras psicografadas:
(Ano ) ( Obra) (Autor espiritual)
1932 - Parnaso de Além-Túmulo - Vários autores
1937 - Crônicas de Além-Túmulo - Humberto de Campos
1938 - Emmanuel - Emmanuel
1938 - Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - Humberto de Campos
1938 - A Caminho da Luz - Emmanuel
1939 - Há Dois Mil Anos - Emmanuel
1940 - Cinqüenta Anos Depois - Emmanuel
1941 - O Consolador - Emmanue
1942 - Paulo e Estevão - Emmanuel
1943 - Renúncia - Emmanuel
1944 - Nosso Lar - André Luiz
1944 - Os Mensageiros - André Luiz
1945 - Missionários da Luz - André Luiz
1945 - Lázaro Redivivo - Irmão X
1946 - Obreiros da Vida Eterna - André Luiz
1947 - Volta Bocage - Bocage
1948 - No Mundo Maior - André Luiz
1948 - Agenda Cristã - André Luiz
1949 - Voltei - Irmão Jacob
1949 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel
1949 - Libertação - André Luiz
1950 - Jesus no Lar - Neio Lúcio
1950 - Pão Nosso - Emmanuel
1952 - Vinha de Luz -Emmanuel
1952 - Roteiro - Emmanuel
1953 - Ave, Cristo! - Emmanuel
1954 - Entre a Terra e o Céu - André Luiz
1955 - Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz
1956 - Fonte Viva - Emmanuel
1957 - Ação e Reação - André Luiz
1958 - Pensamento e Vida - Emmanuel
1959 - Evolução em Dois Mundos - André Luiz
1960 - Mecanismos da Mediunidade - André Luiz
1960 - Religião dos Espíritos - Emmanuel
1961 - O Espírito da Verdade - diversos espíritos
1963 - Sexo e Destino - André Luiz
1968 - E a Vida Continua... - André Luiz
1970 - Vida e Sexo - Emmanuel
1971 - Sinal Verde - André Luiz
1977 - Companheiro - Emmanuel
1985 - Retratos da Vida - Cornélio Pires
1986 - Mediunidade e Sintonia - Emmanuel
1991 - Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Bezerra de Menezes
1999- Escada de Luz - diversos espíritos

sábado, 27 de junho de 2009

Apocalipse


João na ilha de Patmos

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

Apocalipse 1:1-3

Apocalipse
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Esta página é sobre o livro bíblico.

O livro do Apocalipse (chamado também Apocalipse de São João, pelos
católicos e ortodoxos, e Apocalipse de João, pelos protestantes, ou ainda Revelação a João) é um livro da Bíblia — o livro sagrado do cristianismo — e o último da seleção do Cânon bíblico.
A palavra apocalipse (termo primeiramente usado por F. Lücke) (
1832) significa, em grego, "Revelação". Um "apocalipse", na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de "apocalipse" aos relatos escritos dessas revelações.
Devido ao fato de, na maioria das bíblias em
língua portuguesa se usar o título Apocalipse e não Revelação, até o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo (errôneo) de "fim do mundo".
Para os cristãos, o livro possui a pré-visão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do
Messias de Deus. Alguns Protestantes e Católicos entendem que os acontecimentos previstos no livro já teriam começado.
A
literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita.
Algumas pessoas defendem que o fato de várias civilizações no mundo terem apresentado narrações apocalípticas sugere que estas têm uma origem comum e ancestral (supostamente revelada ao homem por um ser dotado de inteligência superior, entre outras teorias) que foi sendo deturpada pela transmissão oral. Esta visão assume, por vezes, um carácter
ecológico, ao propor que a mensagem do apocalipse se refere à capacidade que o homem civilizado tem para destruir o mundo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Religiões no Brasil

Religiões Orientais
Movimentos religiosos orientais diversos estão presentes no Brasil hoje, mas os de maior número de adeptos são o Budismo e a Igreja Messiânica Universal.
De origem japonesa, existem o Perfect Liberty e o Seicho-no-ie, de origem indiana o Hare Krishna e o Rajneesh, e de origem persa o Baha’i.
Estima-se que 800.000 brasileiros professam religiões orientais, sendo que cerca de 500.000 são budistas, e a maior parte deles da corrente indiana do Dalai-Lama.
A Igreja Messiânica Mundial foi fundada no Japão, em 1º de janeiro de 1935, por Meishu-Sama, e introduzida no Brasil em 1955; aqui possui seu maior centro religioso da América do Sul, o único local conhecido como Solo Sagrado fora do Japão.
O movimento Hare Krishna, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, é uma associação mundial de devotos do Senhor e praticantes de bhakti-yoga. Chegou ao Brasil na década de 70, como uma dissidência do Hinduísmo, que afirma que Krishna é o único Deus, a Suprema Pessoa, e não uma encarnação de Vishnu, como postulada no Bhagavad-Gita.
Igrejas Cristãs Orientais
Algumas ramificações da primitiva Igreja Católica, surgidas nos períodos antigos de sua história, conhecidas como Igrejas Orientais também estão representadas no Brasil: a Igreja Ortodoxa, a Igreja Armênia e a Igreja Maronita, vindas com imigrantes dos Bálcãs, Líbano, Grécia, Rússia e Armênia, a partir de 1890.
A primeira Igreja Ortodoxa do Brasil foi fundada em 1903 pela colônia sírio-libanesa de São Paulo.
A Igreja Ortodoxa tem o maior número de adeptos, cerca de 60.000 no ano 2000.
Cristãos independentes
Estes grupos religiosos fundamentam suas crenças, de início, no catolicismo e protestantismo, mas com o decorrer do tempo desenvolveram novas correntes que diferem muito das doutrinas originais, nos três casos devido a uma revelação divina recebida pelo fundador da Igreja.
Adventistas
A Igreja Adventista chegou ao Brasil em 1879, em Santa Catarina, e atualmente tem cerca de 1.000.000 de membros, mantendo uma extensa rede hospitalar em todos os estados brasileiros.
Existem 3 ramos:
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Adventista da Promessa
Igreja Adventista da Reforma
Mórmons
Os primeiros missionários Mórmons chegaram ao Brasil em 1928, e fundaram no ano de 1935 a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Atualmente, são cerca de 600.000 membros, de acordo com fontes da própria Igreja.
Testemunhas de Jeová
Introduzida no Brasil em 1923, no Rio de Janeiro, por um grupo de marinheiros americanos, a igreja tem hoje cerca de 1.200.000 adeptos, e sua sede nacional fica em Cesário Lange, São Paulo.
Paganismo
Desde os anos 70 tem aumentado, no Brasil, o número de praticantes de cultos neopagãos, mais especificamente o xamanismo e a wicca, em que grupos de praticantes se reúnem em ambientes naturais e promovem rituais onde celebram a sintonização com a energia natural da Terra e as entidades correlacionadas. O grupo xamânico mais conhecido no Brasil é o do Santo Daime.

Igrejas Cristãs Orientais
Nascidas em regiões fora do Império Romano e do alcance da língua latina, desenvolveram-se Igrejas Cristãs independentes da Santa Sé de Roma.
Os Concílios de Éfeso e Calcedônia trouxeram diferenças inconciliáveis nos dogmas aceitos por estas correntes e a Igreja Católica constituída, e a ruptura final ocorreu em 1054.
Existem 3 grupos de Igrejas Orientais: as Igrejas Ortodoxas, a Igreja Nestoriana e as Igrejas Monofisistas.
Igrejas Ortodoxas
Sua organização se baseia na codificação de Justiniano, que dispõe que as Igrejas deveriam se organizar sob o comando de 5 diferentes Sedes Patriarcais: Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.
Com a evolução da história, ela se radicou em países balcânicos, promovendo a evangelização dos povos eslavos, e surgiram novos Patriarcados autônomos na Bulgária, Sérvia, Rússia, Romênia e Grécia.
A Igreja Católica de Roma sempre se esforçou para manter os vínculos com a Igreja Ortodoxa, e daí nasceram as Igrejas Católicas de Rito Oriental, entre elas as Igrejas Gregas Católicas, a Igreja Católica de Rito Etíope, e a Igreja Maronita do Líbano.
Igrejas Monofosistas: derivadas de uma ruptura no Concílio de Calcedônia, 4 Igrejas permaneceram com a definição de que “Cristo tem a única natureza encarnada do Verbo de Deus”. São elas: a Igreja Copta do Egito, a Igreja da Etiópia, as Igrejas Sírias Jacobita e Malabarita, e as Igrejas Armênias Monofisistas.Igrejas Nestorianas: Formadas a partir de comunidades cristãs primitivas dentro do Império Persa, elas romperam com a Igreja romana em 431; possuem pequenas comunidades no Iraque e uma comunidade no Malabar.

Religiões no Brasil (Parte VI)

Islamismo
Hoje, no Brasil, há cerca de 1 milhão de muçulmanos, distribuídos principalmente em são Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu. Existem no território nacional cerca de 100 mesquitas, 5 na cidade de São Paulo, sendo que a principal delas, a Mesquita Brasil, foi a primeira a ser construída no Brasil, em 1929. A grande maioria da população muçulmana do Brasil descende de imigrantes Libaneses, Sírios, Palestinos e de outros países árabes, mas houve na história brasileira uma população islâmica particularmente ativa, que não deixou descendentes, mas criou um capítulo à parte na história do país: os MALES. No final do século XVII, entre o contingente de escravos africanos trazidos ao Brasil, vieram sudaneses e berberes chamados “Mandingas”. Eram povos guerreiros que já haviam vencido o reino de Ghana e tinham costumes muito diferentes dos outros grupos de escravos, como descreve Arthur Ramos: usavam cavanhaques, tinham hábitos regulares e austeros e não se misturavam com os outros escravos. Junto, vieram professores e textos em que os ensinavam a ler textos estranhos, possivelmente o árabe, e lhes ensinavam que carregavam uma herança social que os levava a serem guerreiros em defesa da fé. Eram denominados de Males, mas também eram conhecidos por Mucuim, Muxurimim, Muçulimi, Muçurumi. Totalmente monoteístas, não eram idólatras, usavam amuletos com versículos do Alcorão Sagrado, escritos em Árabe, e possuíam conselheiros ou juízes chamados de Alufas, a quem ouviam e respeitavam. Foram responsáveis pelas revoltas de escravos negros no Brasil, em 1807, 1809, 1813, 1816, 1827 e a guerra dos Malês em 1835, um dos levantes que mais transtornaram os governantes do Brasil, antes da Proclamação da Independência, até o período da Proclamação da República. Na cidade de Salvador há um Museu alusivo à Revolta dos Males, onde fragmentos dos livros com trechos do Alcorão foram preservados.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Religiões no Brasil (parte V).

Judaísmo
Com os colonizadores portugueses vieram cristãos novos, judeus convertidos ao cristianismo, batizados contra a vontade para fugir da Inquisição. Possivelmente, o primeiro que pisou solo brasileiro foi Gaspar de Lemos, intérprete de Pedro Álvares Cabral, em 1500. Outro cristão novo, Fernando de Noronha, que descobriu a ilha com seu nome, chegou ao Brasil em 1503. Embora em 1567 a imigração de conversos tenha sido proibida, muitos cristãos novos continuavam a chegar clandestinamente, fugindo da Inquisição Portuguesa, que inclusive chegou a fixar um escritório em Recife para julgar cristãos novos que ainda mantivessem ritos judaicos. As invasões holandesas trouxeram cerca de 1000 judeus e breves períodos de liberalização da religião, tendo em 1630 sido fundadas 2 sinagogas em Recife pelo rabino Issac Aboab da Fonseca, mas com a reconquista pelos portugueses os judeus assumidos foram obrigados a deixar o país. A opressão aos convertidos só se encerrou em 1773, quando o Marquês de Pombal aboliu a distinção entre cristãos novos e velhos cristãos, mas a situação melhorou na verdade quando a família real veio para o Brasil, pois o tratado de comércio com os ingleses exigia que não se fizesse nenhum tipo de perseguição a estrangeiros por questões de consciência. Em 1812, o primeiro grupo de judeus Sefaradim (ou sefarditas) se estabeleceu na Amazônia, e, em 1828, foi fundada a sinagoga Shaar ha-Shamayim (Portal do Céu). A partir de 1850, vários grupos de judeus chegaram ao Brasil e se espalharam por todo o território, sendo que no início do século XX começaram a chegar grupos de judeus Ashkenazim (ou asquenazitas) provenientes da Europa e que, por familiaridade linguística e cultural, se dirigiram em maior número para a região Sul do país. Nas décadas de 30 e 40, uma vigorosa corrente de imigrantes fugidos da perseguição nazista chegou ao Brasil, e no ano de 1966 foi fundada a primeira Yeshivah brasileira, um tipo de seminário destinado à formação de rabinos. Estima-se, atualmente, em cerca de 250.000 o número de judeus no Brasil, concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Recife, Salvador e Rio Grande do Sul.

Sefarditas e Asquenazitas: Sobre uma base religiosa comum, a cultura judaica viu desenvolverem-se na Europa, durante a Idade Média, dois grandes ramos: sefarditas e asquenazitas. Os sefarditas, ou sefaraditas (sefaradim) seguiram a tendência babilônica e receberam a influência dos muçulmanos, com quem conviveram na Espanha. Culturalmente, se distinguiam por falar o idioma ladino, que mescla o hebraico e o espanhol. Do século XI ao XIII, quando se restabeleceu o cristianismo, os judeus da península ibérica gozaram de boas posições e prestígio, contribuindo como conselheiros, poetas, cientistas e filósofos, para o florescimento econômico e cultural da chamada idade de ouro. Após as conversões forçadas (os judeus convertidos eram chamados cristãos-novos, ou marranos, que significa "porcos"), durante a Inquisição, os judeus acabaram expulsos da Espanha, em 1492, e de Portugal, em 1497. Os asquenazitas (ashkenazim), radicados na França e na Alemanha, adotaram o Talmud Ierushalmi e mantiveram estreito contato com a cultura cristã, culturalmente distintos por falarem o idioma iídiche, que mescla o hebraico com línguas balcânicas. Dos asquenazitas surgiram duas correntes místicas: a CABALA (provavelmente de origem hispânica), desenvolvida nos séculos XII e XIII e relacionada com o esoterismo ocidental; e o hassidismo, no século XVI, que buscava uma forma de crença mais espontânea, mais liberta dos rigores do estudo e dos rituais, servindo assim aos judeus mais desfavorecidos das pequenas cidades e aldeias da Europa central e oriental. O hassidismo prolongou-se até a época contemporânea, preconizando a fé piedosa, o fervor (hitlaavut), a priorização da "intenção" (kavaná) sobre o rito e a importância do "aqui e agora" na experiência religiosa.

domingo, 7 de junho de 2009

Religiões no Brasil

O Budismo
Não pode ser classificado como Religião, pois não há o culto de uma divindade; seria mais correto qualificá-lo como uma filosofia espiritualista.
Buda não é uma pessoa, é um título que vários mestres já usaram, e significa “ aquele que sabe” ou “ aquele que despertou” , identificando alguém que atingiu um nível superior de compreensão do universo e transcendeu a condição humana.
O Buda mais conhecido foi, sem dúvida, Sidarta Gautama, o Sakya Muni, o real fundador do Budismo. A filosofia derivada dos sermões de Buda foi levada a todo o Oriente e, ao se mesclar com a cultura de cada região criaram-se correntes diversas de pensamento budista, que diferem mais nos ritos do que nos conceitos básicos: o Budismo Indiano, o Budismo Chinês, o Budismo Japonês, e o Budismo Tibetano.
No Brasil, o budismo foi introduzido por imigrantes japoneses no início do século XX e, a partir de 1950, começaram a chegar missionários e foram fundadas as primeiras organizações no Estado de São Paulo. Atualmente há comunidades de todas as correntes Budistas no Brasil em todo o território nacional.
Estima-se que cerca de 800.000 pessoas professam o Budismo como opção religiosa- filosófica. O essencial do pensamento budista está nas Quatro Nobres Verdades, enunciadas por Buda, na crença de que os seres humanos estão presos a um ciclo de morte e renascimento (samsara) enquanto as conseqüências de seus atos os prenderem (karma). A existência humana está sujeita ao sofrimento, doença e morte, ciclo este que só pode ser rompido ao se compreenderem e cumprirem as Quatro Nobres Verdades.

Budismo
Indiano: o budismo original na Índia sofreu mudanças após vários concílios, onde correntes progressistas desejavam levar a filosofia de forma mais aberta ao resto do Oriente. Criaram-se então as correntes Hinayana (ou pequeno veículo, um budismo ortodoxo, purista, de sacerdócio altamente selecionado) e o budismo reformado ou Mahayana, o gande veículo, que foi levado à China e Tibet.
Budismo Chinês: estabeleceu-se dos séculos I a IV, mesclado ao Taoísmo, e atingiu seu ponto máximo nos séculos VII a IX. Foi perseguido pelos Confucionistas e Taoístas a tal ponto que, hoje, praticamente inexiste.

Budismo Japonês: chegando a um país altamente hierarquizado, o budismo foi assimilado com características de formalidade e ritualismo, e se tornou a religião do Estado. No período Nara (710-794) esteve restrito aos monastérios e homens instruídos. No período Meian (794 –1185) mesclou-se com os conceitos Xintoístas originais do Japão, e de certa forma se tornou mais fácil de ser veiculado entre a população. No período Kamakura (1192-1333) surgiu então o budismo puramente japonês, conhecido como ZEN, com ideais filosóficos, normas sociais e uma arte própria.
Budismo Tibetano: chamado também de Lamaísmo, é o budismo Tântrico, introduzido no Tibet no século VII, e varrido pelos conquistadores chineses para o Nepal, Butão e algumas comunidades tibetanas na Índia.

sábado, 6 de junho de 2009

Religiões no Brasil (parte IV)

AFROBRASIL
As religiões de formação brasileira, ou de raízes brasileiras, são as religiões dos índios (mais encontradas na região Norte e Nordeste) e as religiões afro-brasileiras trazidas pelos escravos da África e, posteriormente, adaptadas à sociedade brasileira. Acredita-se que um terço da população brasileira freqüente, ainda que esporadicamente, centros de religiões afro-brasileiras ou cultos xamânicos amazônicos (chamados de pajelança).
A Pajelança é encontrada no Amazonas, Pará, Piauí e Maranhão, uma religião autoctone, que foi gerada por elementos exclusivamente ameríndios. As curas e rituais são realizados pelo PAJÉ, equivalente do Shaman norte americano, com danças, cantos, e o instrumento sagrado, o MARACÁ, um chocalho e o uso de alcalóides vegetais, que possibilitam o transe.
Cada região tem entidades distintas que são invocadas, porém sempre são espíritos da natureza, de animais ou de antepassados mortos. No Piauí, a Encanteria mescla a pajelança amazônica com o catolicismo popular.O Candomblé das diversas "nações" africanas é a religião afro-brasileira que mais fielmente preserva as tradições dos antepassados, e raramente aberta ao sincretismo, embora haja o culto de entidades assimiladas como os caboclos e pretos velhos. Predomina na Bahia e tem muitos seguidores no Rio de Janeiro, região Nordeste e Sudeste em geral.
A Umbanda é francamente sincrética com o cristianismo e o espiritismo kardecista, e é considerada a religião de formação brasileira por excelência, pois nesta forma não é encontrada em outros locais. Os subúrbios do Rio de Janeiro possuem grande quantidade de terreiros ou barracões de umbanda. O culto afro-brasileiro toma o nome de babacuê no Pará, tambor-de-mina no Maranhão, xangô em Alagoas, Pernambuco e Paraíba e batuque no Rio Grande do Sul.Em 1941, realizou-se no Rio de Janeiro o I Congresso de Espiritismo de Umbanda, e depois disto surgiram duas organizações, a Congregação Umbandista do Brasil (1950) e a União Nacional de Cultos Afro-Brasileiros (1952), que coordenam e defendem os interesses dos fiéis.

Religiões no Brasil (Parte III)

REFORMA PROTESTANTE
Movimento iniciado por Martinho Lutero no século XVI, que criou Igrejas cristãs independentes de Roma, não católicas, chamadas Protestantes. O pensamento de Martinho Lutero deu ênfase à fé e à palavra (Bíblia) como os elementos de base conceitual, mas manteve a importância do ato do batismo. A corrente de Calvino enfatizou a organização interna baseada em presbíteros (daí o nome Presbiteriano). A Reforma encontrou o apoio de imperadores europeus que estavam insatisfeitos com o poder político que o Papa detinha, e em decorrência disto as Igrejas nascidas da Reforma eram Estatais. Três correntes principais da Reforma criaram as Igrejas Luterana, Calvinista, a Anglicana, e paralelamente se desenvolveram correntes que rejeitavam qualquer instituição, como os Anabatistas.

MOVIMENTO PENTECOSTAL
Nascido nos Estados Unidos em 1901, a corrente Pentecostal trouxe certas mudanças ao protestantismo; a principal delas, a crença no fato de que o Espírito Santo continua a se manifestar nos dias de hoje. (A Festa de Pentecostes marca o dia em que Espírito Santo se manifestou, e é descrita na Bíblia em Atos 2). Desta crença se originam as práticas de cura, profecia e exorcismos, entre outras.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Religiões no Brasil (Parte II)

Evangélicos

Nos séculos XIX e XX chegaram ao Brasil, através de imigrantes europeus, as Igrejas Protestantes Históricas, descendentes da Reforma Protestante do século XVI.
Desta forma os Luteranos, Metodistas, Presbiterianos, Batistas, Anglicanos e Congrega- cionalistas se incorporaram à população brasileira, na região Nordeste trazidos pelos ingleses, por volta de 1835, e na Região Sul trazidos pelos alemães e europeus em geral (1824).
Nas outras regiões do país, as Igrejas Protestantes chegaram mais por força do intensivo trabalho missionário desenvolvido do que através de imigração. De acordo com dados de 2000, 3% do total da população brasileira pertencem a uma destas Igrejas, e este número tem se mantido estável nos últimos anos.
Dentre estas Igrejas, conhecidas como protestantes históricas estão: Igreja Batista, Presbiteriana, Metodista, Luterana e Anglicana.
Mais recentemente, o Movimento Pentecostal, iniciado nos Estados Unidos tomou força no Brasil, trazendo novos conceitos dentro do protestantismo e rompendo com normas rígidas de conduta impostas pelas Igrejas históricas.
O Pentecostalismo Clássico de 1910 a 1950 trouxe a fundação da Congregação Cristã do Brasil (1910) e da Assembléia de Deus (1911).
De 1950 a 1970, missionários norte-americanos criaram a Cruzada Nacional de Evangelização, atuando através do rádio, e foram fundadas a Igreja do Evangelho Quadrangular (1953), do Brasil para Cristo e Deus é Amor (1962), e a Casa da Benção (1964).
O Movimento Neopentecostal teve início nos anos 70, e trouxe inovações, como o uso da mídia eletrônica e a administração empresarial das igrejas. Entre elas estão a Igreja Universal do Reino de Deus (1977), a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980), a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (1976) e a Igreja Renascer em Cristo (1986).

No total, as igrejas Pentecostais e Neopentecostais contam com um número crescente de fiéis, calculado atualmente em 10% da população brasileira.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

RELIGIÕES NO BRASIL

CATOLICISMO
Do descobrimento à Proclamação da República, o catolicismo foi a religião oficial do Brasil, devido a um acordo de Direito de Padroado firmado entre o Papa e a Coroa Portuguesa.
Neste tipo de acordo, todas as terras que os portugueses conquistassem deveriam ser catequizadas, mas tanto as Igrejas quanto os religiosos se submeteriam à Coroa Portuguesa em termos de autoridade, administração e gerência financeira. Com a Proclamação da República, foi declarada a independência do Estado em relação à Igreja, e foi instituída a liberdade de culto, sendo o Brasil declarado um Estado laico, isto é, isento de vínculos religiosos.
O catolicismo no Brasil colonial foi implantado pelos jesuítas durante o período colonial e depois por outras Ordens Religiosas que assumiram o serviço das paróquias, dioceses, institutos educacionais e hospitais.
Em 1750, graves conflitos entre os colonos e padres levaram o Marquês de Pombal a expulsar os jesuítas do Brasil, pois eles resistiam em permitir que os índios fossem escravizados.Sob muitos aspectos, o catolicismo no Brasil foi pioneiro: Em 1952 criou-se a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), idealizada por Dom Helder Câmara, a primeira agremiação episcopal do mundo com a finalidade de coordenar a ação da Igreja como um todo no território nacional.
De 1960 a 1980, o Movimento de Teologia da Libertação, formado por religiosos e leigos que interpretavam o evangelho sob um ponto de vista social, fundou as CEB (Comunidades Eclesiais de Base), idealizadas pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Eugênio Sales.
Estas comunidades participaram ativamente da vida política e reformas sociais do Brasil, sofreram duramente nos anos de repressão e continuam existindo no ano 2000, de acordo com o ISER (Instituto de Estudos da Religião do Rio de Janeiro), sendo atualmente 70.000 os núcleos CEB ativos no Brasil.
De 1980 a 2000, o Movimento de Renovação Carismática Católica originado nos EUA e apoiado pelo Papa João Paulo II, cresceu e se difundiu, levando à romanização e centralização da coordenação da Igreja Católica. Práticas antigas, foram retomadas, como a Reza do Terço, a devoção Mariana e os cultos carregados de música e emoção.
O Movimento de Renovação Carismática valoriza a ação do Espírito Santo, aproximando-se da visão das Igrejas Neopentecostais evangélicas, e atraiu a juventude para os cultos e grupos de oração, tendo como figura mais evidente o Padre Marcelo Rossi, religioso paulistano que se tornou um fenômeno de mídia.

ESPIRITISMO

O Espiritismo não pode ser definido somente como religião, nem somente como filosofia. A doutrina que admite o princípio de reencarnação e manifestações dos espíritos dos mortos entre os vivos, embora fundamentada firmemente na doutrina e orações da Igreja Católica, não tem liturgia complicada, restrições, rituais de adoração, sacerdotes ou Igrejas, apresentando aos praticantes simplesmente um conjunto de princípios para tornar o homem um ser mais evoluído e tolerante e, principalmente, responsável pelos seus atos.

Incorporando temas como a Lei de Retorno (ou karma), as práticas mediúnicas de contato com espíritos desencarnados e um amplo trabalho de assistência social, o Espiritismo se adapta de tal forma à espiritualidade e misticismo dos brasileiros que o Brasil é considerado o maior país espírita do mundo, com cerca de 8 milhões de adeptos no ano 2000, e mais de 9.000 centros.

As primeiras manifestações de espíritos, oficialmente registradas no Brasil, ocorreram em 1845, no Distrito de Mata de São João. Baseado nos trabalhos de Allan Kardec, (de onde provém o nome “kardecismo” amplamente usado no Brasil), o Espiritismo chegou ao Brasil, como prática, em 1865, quando Luiz Olímpio Teles de Menezes fundou em Salvador o Grupo Familiar de Espiritismo, que, a partir de Julho de 1869, iniciou a publicação da revista espírita Eco de Além Túmulo.

Em 1876, foi fundada no Rio de Janeiro a Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade; em 1877, foram fundados a Congregação Anjo Ismael, o Grupo Espírita Caridade e o Grupo Espírita Fraternidade. No ano de 1883, começou a ser publicado “ O Reformador” , um periódico espírita fundado por Augusto Elias da Silva, que no ano de 1884 fundou também a Federação Espírita Brasileira.

Nomes de importância mundial no espiritismo vieram do Brasil, como o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante, presidente da Federação que, a partir de 1900, passou a ser, no Mundo Espiritual, o Apóstolo do Espiritismo Brasileiro, e médiuns famosos como Francisco Cândido Xavier, José Pedro de Freitas (Zé Arigó), e atualmente Divaldo Pereira Franco. Embora durante muitos anos as práticas Espíritas dependessem exclusivamente da intercessão de Médiuns , existe atualmente uma corrente nova de estudos que avalia manifestações de espíritos ocorridas através de aparelhos eletrônicos de áudio e vídeo, conhecida como Transcomunicação.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Biografia de Madre Teresa de Calcutá


Madre Teresa nasceu em 27 de agosto de 1910, na cidade albanesa de Skopje. Seu nome de batismo foi Agnese Bojaxhiu. O pai, Nicola Bojaxhiu era um bem sucedido comerciante, diplomado em farmácia e também proprietário de construtora. Sua mãe Drone, também era de família abastada. Agnese tinha dois irmãos.Era hábito da família, pertencente à minoria católica - a maioria era muçulmana - visitar os doentes e atender aos pobres uma vez por semana. Todos os dias, a mãe e os filhos assistiam a missa e a tarde recitavam o rosário.Seu pai morreu aos 46 anos em 1919, envenenado pela polícia secreta iugoslava. Sua cidade, fronteiriça, havia passado ao domínio iugoslavo há alguns anos e ele vereador, lutava pelo seu retorno à jurisdição albanesa.Com sua morte a família teve grandes dificuldades econômicas. Sua mãe começou a trabalhar como vendedora de tapetes, bordados e outros produtos do artesanato local e assim conseguiu manter a família com dignidade."Gonxha" (botão de flor), como era carinhosamente chamada Agnese, na juventude escrevia poesias, tocava bandolim e piano.Aos 12 anos Agnese houve palestras de missionários na Índia. Tal serviço lhe atrai, mas na ocasião não desejava tornar-se religiosa.Com 18 anos graças a leituras de cartas de missionários daquele mesmo país, decide abraçar aquela vida.O único meio disponível era entrar numa congregação de freiras. Existem também missionárias leigas mas na época, final da década de 20, apenas as irmãs saiam em missões. Escolhe a Congregação de Nossa Senhora de Loreto, que tem uma missão naquele país da Ásia.A sede da Congregação é em Dublin, na Irlanda. Agnese se dirige para lá em 1928. Por razões de política nacional desde então nunca mais viu sua mãe e sua irmã.Após ter sido submetida a observação por dois meses, é enviada a Darjeeling na Índia para fazer seu noviciado e veste o hábito usual das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto.Em 24 de janeiro de 1931, aos 20 anos, faz seus primeiros votos. Toma o nome de irmã Teresa, em homenagem à Santa Teresa do Menino Jesus. Escolheu este nome para devotar-se, como a santa francesa, à obediência e poder deste modo servir com amor total a Jesus. Em seguida foi mandada para Calcutá com a tarefa de estudar e conseguir o diploma da magistério.Então, no St. Mary's School daquela cidade, mantido pela Congregação, passou a ensinar história e geografia. O estabelecimento tinha dois setores: um inglês e outro indiano. Em 1934 a irmã Teresa faz seus votos perpétuos e torna-se diretora do setor bengali. Tal setor era reservado a jovens indianas pertencentes às famílias mais ricas da cidade.Em certo momento torna-se também diretora da Congregação de freiras "Filhas de Santa Ana".Doze anos se passam. Aos 36 anos viaja para Darjeeling para suas reflexões espirituais anuais. Tais exercícios são adotados por todas as Ordens e Congregações religiosas. Instituídos por São Inácio de Loyola consistem de meditações quanto a morte e finalidade da existência dentre outras, bem como de exame da consciência.Ao chegar na estação de trens de Calcutá, se deparou com um enorme contingente de miseráveis, em parte gerados pelos conflitos religiosos na independência da Índia. Em todas as estações do trajeto a cena era a mesma. Aí sente o chamado para deixar a Congregação e dedicar-se totalmente ao serviço dos pobres. Segundo ela, "Naquela noite, abri os olhos para o sofrimento e entendi em profundidade a essência de minha vocação ... Sentia que o Senhor pedia-me para renunciar à vida religiosa tranquila ... para sair às ruas e servir os pobres... Mas não os pobres quaisquer. Ele me chamava para servir os desesperados, os mais pobres entre os pobres de Calcutá... Essas eram as pessoas que Jesus, durante aquela viagem, indicou-me para amar".Madre Teresa não desejava porem abandonar a vida religiosa. Comunica suas intenções e um ano e meio depois, o arcebispo de Calcutá solicita ao papa Pio XII que a irmã possa deixar a Congregação de Loreto e iniciar uma vida religiosa fora do Convento. O papa em pouco tempo concordou.Irmã Teresa aguardou ainda 4 meses para o decisivo passo. Em 16 de agosto de 1948, deixa o hábito e abandona o convento.Decidiu vestir-se com um sari, a indumentária mais comum na Índia, e escolheu o branco, a cor dos pouco importantes. Como calçado adotou a sandália.Logo em seguida fez um curso de enfermagem rápido de 4 meses num hospital de irmãs missionárias de outra Congregação.Após inicialmente tentar uma dieta de arroz e sal, decidiu que ela e suas futuras companheiras iriam alimentar-se com simplicidade, mas de maneira suficiente para manter a saúde e trabalhar a serviço dos pobres.Retornando à Calcutá, foi trabalhar na favela de Motijhil, lá morando numa pequena cabana.Segundo ela, "...Dormia onde estivesse, no chão, frequentemente em lugares infestados de ratos; comia aquilo que comiam meus assistidos e somente quando havia um pouco de alimento... Mas havia escolhido aquela vida para realizar o Evangelho ao pé da letra, sobretudo na parte que diz: 'Tinha fome e deste-me de comer, estava nu e vestiste-me, estava preso e vieste visitar-me'...".No primeiro dia conseguiu 5 crianças para ensinar. Três dias depois já eram 25 e 41 ao final do primeiro ano.No início de 1949, uma sua ex-aluna - Shubashini Das - foi visitá-la e lhe disse que queria largar sua vida confortável e juntar-se a ela no trabalho.Madre Teresa lembrou da prudência de seu arcebispo. Recomendou-lhe que refletisse. Advertiu-lhe da seriedade do passo que pretendia dar e lhe falou para voltar dali a dois meses.Em fevereiro muda-se para instalações mais adequadas e em março Shubashini une-se a ela no serviço, adotando o nome de Agnese. Um ano depois são cerca de 10 companheiras.Conseguira obter a colaboração de leigos. Jovens médicos e enfermeiras ajudavam a cuidar dos doentes. Um padre celebrava uma missa dominical reservada às crianças das favelas.Escreve os Estatutos da nova Congregação a ser fundada, que é aprovada pelo Vaticano em fins de 1950, com o nome "Missionárias da Caridade".Além dos três votos tradicionais de pobreza, castidade e obediência, comuns a todas as Congregações, fazem ainda um quarto voto, o da caridade. "Nós ", afirmou ela, "nos comprometemos com um voto ao serviço dedicado e gratuito a todos os deserdados..." O hábito escolhido é um sari branco com três listras azuis. "O sari permite à irmã sentir-se pobre entre os pobres, identificar-se com os doentes, com as crianças, com os velhos abandonados, compartilhando, com a mesma roupa, a mesma forma de vida dos deserdados deste mundo"...Em 1953, sendo já cerca de 30 irmãs, mudam-se para uma casa de 3 andares. Nesta época fundam a sua primeira grande obra social, a "Casa dos moribundos".Calcutá era uma cidade com centenas de milhares de indigentes. Todo dia dezenas desmaiavam de fraqueza. Muitos deles não se levantavam mais e morriam na rua. As instituições públicas procuravam dar assistência às pessoas que poderiam salvar-se, abandonando à própria sorte os velhos, os mais doentes, aqueles que acabariam morrendo mesmo que fossem internados em hospitais."...Veio-me a idéia de fundar uma casa onde esses moribundos pudessem terminar seus dias assistidos, vendo ao seu lado um rosto humano, uma pessoa que sorrisse com ternura para fazer entender que não deveriam ter medo, pois estavam indo para a casa do se Pai.... Lá todos os dias, ocorre um real contato entre o céu e a terra..."Recolhendo-os ela dizia "São filhos de Deus, devem morrer com um sorriso nos lábios". Ela queria que deixassem este mundo com a certeza de que alguém os amava.Em 1954 funda a "Casa para crianças". Em Calcutá era comum o abandono das mesmas. "Sou mãe de milhares de crianças abandonadas," disse Madre Teresa. "Eu as recolhi nas calçadas, no lixo, nas ruas...Foram-me trazidas pela polícia, pelos hospitais onde eram recusadas pelas mães. Eu as salvei, criei e fiz estudar... Para muitos encontrei depois uma família adotiva e estão bem. Encontram-se espalhados pelo mundo...mas sempre lembram-se de mim."Em 1957 foi iniciado o trabalho com os hansenianos. Cerca de três quartos dos portadores desta doença deformadora e estigmatizante, vivem na Índia. O trabalho de levar assistência aos hansenianos em suas próprias casas, por meio de ambulatórios móveis, se tornou como que uma especialidade das Missionárias da Caridade. Desejando poder expandir seu trabalho para os pobres e desamparados de todo o mundo solicita a autorização necessária ao papa João XXIII. Isto é, solicita ser considerada de "direito pontifício". Tal ocorreu 5 anos depois, já no pontificado de Paulo VI.Em março de 1963 o Arcebispo de Calcutá aprova o ramo masculino dos "Irmãos Missionários da Caridade".Sete meses após a autorização necessária, em 1965, é fundada a primeira casa de sua Congregação fora da Índia , na Venezuela. Centenas de Casas irão a partir daí surgir ao longo dos anos.Em 1969, Paulo VI aprova a "Associação de Colaboradores de Madre Teresa" e dois anos depois é-lhe conferido em Washington o Doutorado em Letras.Foram muitas as premiações que recebeu. Talvez Madre Teresa tenha sido a mulher mais homenageada do século XX. Em 17 de outubro de 1979, recebeu em Oslo o Prêmio Nobel da Paz.Em março de 1990, após repetidos ataques cardíacos, apresenta a demissão como Superiora Geral. Seis meses depois a Assembléia Geral a reelege por unanimidade e ela aceita.Ao longo da vida fundou juntamente com suas cerca de 3.500 irmãs, mais de 440 Casas, espalhadas por mais de 90 países.Pode-se dizer que uma fé foi fundamental. Segundo suas palavras: "Minha obra é administrada pela Divina Providência...Nós e nossos pobres nos entregamos completamente à Divina Providência. Como soldados de Cristo, que viveu de esmolas durante sua vida pública, servimos os doentes e os pobres e não nos envergonhamos de mendigar de porta em porta...Devemos deixar a Deus Onipotente qualquer projeto para o futuro. Porque ontem já passou, amanhã ainda não chegou e temos apenas hoje para conhecer, amar e servir a Jesus."Madre Teresa escreveu muitas orações. Certa ocasião foi aconselhada a fazer cartões de visita e de certa forma aquiesceu. Seus cartões, azulados, traziam o poema:
JESUS está feliz em vir a nós,como a VERDADE a ser dita,como a VIDA a ser vivida,como a LUZ a ser acesa,como o AMOR a ser amado,como a ALEGRIA a ser dada,como a PAZ a ser difundida.Madre Teresa.
Amava e recitava com frequência uma oração, não escrita porém por ela:
Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz;onde há ódio, que eu leve o Amor;onde há ofensa, que eu leve o Perdão;onde há discórdia, que eu leve a União;onde há dúvida, que eu leve a Fé;onde há erro, que eu leve a Verdade;onde há desespero, que eu leve a Esperança;onde há trevas, que eu leve a Luz;onde há tristeza, que eu leve a Alegria.Ó Senhor, fazei com que eu não busque tantoser consolado quanto consolar;ser compreendido quanto compreender;ser amado quanto amar.Porque é dando que se recebe,é esquecendo-se de si que se encontra a si mesmo,é perdoando que se é perdoado,e é morrendo que se alcança a vida eterna.
Madre Teresa faleceu na Índia, aos 87 anos, em 5 de setembro de 1997.
Resumo realizado com base na obra: "Teresa dos pobres", de Renzo Allegri. Paulinas, São Paulo, 1998.Divulgado mediante autorização.

domingo, 26 de abril de 2009

Felicidade

Acreditamos que o Criador nos fez ricos, à todos
Sem excessão, porque a riqueza autêntica, ao nosso ver
Procede do trabalho e todos nós de uma forma ou de outra
Podemos trabalhar e servir
Quanto à felicidade, cremos que ela nasce na paz da consciência tranquila
Pelo dever cumprido e cresce, no íntimo de cada pessoa
À medida que a pessoa procura fazer a felicidade dos outros
Sem pedir felicidade para si própria
(Chico Xavier)

sábado, 25 de abril de 2009

Chico Xavier

Dentro da visão espírita-cristã
Céu, inferno e purgatório
Começam dentro de nós mesmos
A alegria do bem praticado
É o alicerce do céu
A má intenção já é um piso para o purgatório
E o mau devidamente efetuado, positivado
Já é o remorso que é o princípio do inferno