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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sexta-feira é dia de Lenda

RÔMULO E REMO

Rômulo e Remo são, segundo a mitologia romana, dois irmãos gêmeos, um dos quais, Rômulo, foi o fundador da cidade de Roma e seu primeiro rei. Segundo a lenda, eram filhos de Marte e de Réia Sílvia (ou Rhea Silvia), descendente de Enéias.

A data de fundação de Roma é indicada, por tradição, em 21 de abril de 753 a.C. (também chamado de "Natal de Roma" e dia das festas de Pales).

A lenda

"Enéias abandona Tróia em chamas", Federico Barocci, 1598 Galleria Borghese, Roma

Na Eneida de Virgílio, Enéias, filho da deusa Vênus, foge de Tróia, derrotada pelos aqueus, com o pai Anquises e o filho Ascânio, enquanto a mulher Creúsa, filha do rei Príamo, desaparece enquanto fogem. Enquanto Enéias se dirige à Itália, uma tempestade atinge o navio, por desejo de Juno, e o obriga a aportar em Cartago, onde é recebido por Dido, rainha da cidade.

Enéias em Cartago

Durante um banquete em sua homenagem em Cartago, Enéias começa a contar suas aventuras: a queda de Tróia, o estratagema do cavalo e a fuga com seu pai e seu filho. Depois de fugirem, se refugiam no monte Ida, onde permanecem durante todo o inverno à espera de uma nova frota, de onde partem para uma nova pátria.

Ao fim de sua narrativa, a rainha Dido está apaixonada por Enéias, porque Vênus substituiu o filho de Enéias por Cupido, que acerta Dido com uma de suas flechas. Dido pede a Enéias que permaneça com ela e reine em Cartago. Enéias e seus companheiros, depois de ficarem um ano em Cartago, partem por ordem de Júpiter para o Lácio. Dido, vendo ao longe os navios de Enéias, maldiz a estirpe troiana e se suicida.

Enéias chega ao Lácio

e várias peregrinações no Mediterrâneo, Enéias aporta no Lácio, como havia dito sua mãe, que previu que ele fundaria uma cidade na pátria de Dárdano (seu antepassado que, segundo a lenda, era o fundador de Tróia).

No Lácio, Enéias é acolhido amavelmente pelo rei Latino, que o apresenta à sua filha Lavínia. Enéias se apaixona por ela, mas vem a saber que Latino já a havia prometido a Turno, rei dos rútulos. O pai de Lavínia sabe da intenção de Enéias, mas, temendo uma vingança de Turno, opõe-se ao seu desejo. A disputa pela mão da jovem torna-se uma verdadeira guerra, da qual participam as várias populações itálicas, compreendendo etruscos e volscos.

Enéias alia-se a algumas populações gregas provenientes de Argos e estabelecidas na cidade de Palante, no monte Palatino, reino do árcade Evandro e de seu filho Palante. A guerra é sangrenta (Palante morre logo, atingido por Turno) e, para evitar mais vítimas, a disputa entre Enéias e Turno deverá resolver-se em um combate entre os dois comandantes e pretendentes. Enéias mata Turno, casa-se com Lavínia e funda a cidade de Lavínio (a atual Pratica di Mare).

Rômulo e Remo

"Fáustulo encontra a loba com os gêmeos", Rubens, nos Museus Capitolinos

Depois de trinta anos, Ascânio funda uma nova cidade, Alba Longa, sobre a qual reinam seus descendentes. Muito tempo depois o filho e legítimo herdeiro do rei Procas de Alba Longa, Numitor, é deposto pelo irmão Amúlio, que obriga a princesa Réia Sílvia a tornar-se vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta). e a fazer voto de castidade. Porém o Deus Marte se enamora da jovem, que engravida e tem dois gêmeos, Rômulo e Remo.

O rei Amúlio ordena que os gêmeos sejam mortos, mas o servo encarregado da tarefa não tem coragem para fazê-lo e os abandona na corrente do rio Tibre. A cesta com os gêmeos vai parar às margens do rio em Velabro, entre os montes Palatino e Capitolino, onde são encontrados e cuidados por uma loba (provavemente uma prostituta, chamada na época de lupa, da qual se encontram traços na palavra lupanar). Depois o pastor Fáustulo os encontra e, com sua mulher, Aca Larência, os cria como filhos. Uma vez adultos e conhecida sua origem, Rômulo e Remo retornam a Alba Longa, matam Amúlio e repõem no trono seu avô Numitor.

Reprodução no exterior dos Museus Capitolinos do bronze etrusco "A loba capitolina" (século VI a.C.). As figuras de Rômulo e Remo foram acrescidas no século XV.

Rômulo e Remo obtêm então permissão para fundar uma nova cidade, no local onde haviam crescido. Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la sobre o Palatino, enquanto Remo desejava batizá-la como Remora e fundá-la sobre o Aventino. É o próprio Tito Lívio quem se refere às duas versões de maior credibilidade sobre os fatos:

"Como eram gêmeos e o respeito à progenitura não podia funcionar como critério eletivo, cabia aos que protegiam aqueles lugares indicar, através dos auspícios, quem seria escolhido para dar o nome à nova cidade e reinar depois da fundação. Assim, para interpretar os auspícios, Rômulo escolheu o Palatino e Remo escolheu o Aventino. O primeiro presságio teria cabido a Remo. Rômulo estava afastado quando o presságio foi anunciado, e os respectivos grupos haviam proclamado como rei um e outro ao mesmo tempo. Uns sustentavam que tinham direito ao poder com base na prioridade no tempo, outros com base no número de pássaros vistos. Nasceu assim uma discussão e da luta raivosa de palavras se passou ao sangue: Remo, golpeado na cabeça, caiu por terra. É mais notável a versão segundo a qual Remo, para surpreender o irmão, teria escalado os muros recém construídos (provavelmente o Pomério), e Rômulo, com raiva, teria ameaçado com estas palavras: ‘Assim, de agora em diante, morra quem escalar os meus muros’. Deste modo, Rômulo se apossou sozinho do poder e a cidade fundada tomou o nome do fundador." Lívio

Assim a cidade foi fundada sobre o Palatino e Rômulo se tornou o primeiro rei de Roma.

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