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domingo, 11 de outubro de 2009

Dois filhos por mulher, esta é a média brasileira

Escolaridade reduz opção pela maternidade

Em pouco mais de 40 anos, a taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher, até 1960, para dois filhos, em 2006. O índice foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é parte do levantamento Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil – 2009. O estudo também indicou o aumento das mortes por doenças crônicas em razão do crescimento da expectativa de vida.

A pesquisa mostra que o aumento da instrução feminina vem contribuindo para a redução do número de filhos. Até 1960, a taxa de fecundidade total (TFT) era levemente superior a seis filhos por mulher, caindo para 5,8 filhos na década de 1970, puxada pelo sudeste.

No Sul e Centro-Oeste do país, o início da transição da fecundidade ocorreu a partir do início da década de 1970, enquanto no Norte e Nordeste, no início da década de 1980.

O estudo aponta que grupos menos instruídos ainda apresentam taxas de fecundidade mais elevadas. Porém, essa diferença vem se reduzindo nas últimas três décadas em todas as regiões.

O diferencial, que, em 1970, era de 4,5 filhos por mulher, depois declinou para 1,6 filho em 2005, puxado pela queda na taxa de fecundidade total das mulheres com até três anos de estudo, que passa de 7,2 filhos para três filhos.

No entanto, em todos os estados, as mulheres com mais de oito anos de escolaridade (pelo menos o ensino fundamental completo) têm taxas de fecundidade total abaixo do nível de reposição (dois filhos), segundo a pesquisa do IBGE.

Doenças complexas são mais onerosas

O estudo também concluiu que o aumento na expectativa de vida alterou o perfil das causas de morte no país e provocou o avanço das doenças mais complexas e onerosas, características dos mais idosos.

De acordo com o estudo, ao menos três em cada quatro idosos do país relataram em 2003 sofrer com doenças crônicas. Enquanto, em 1950, 40% das mortes registradas no país decorriam de doenças infectocontagiosas, atualmente elas representam só 10%. Já as doenças cardiovasculares saíram de 12% para mais de 40%.

Doenças como essas custam mais aos cofres públicos, por exigirem tratamentos mais longos e complicados. As mulheres são as que mais sofrem com as doenças crônicas: 80,2%.

DIÁRIO CATARINENSE - Rio de Janeiro / Setembr0/2009.

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