"A ideia era não soar como um álbum para crianças", diz.Quando Adriana Calcanhotto tinha três anos, perguntavam o seu nome e ela respondia, convicta: Adriana Partimpim. O pai da futura cantora achou tão engraçado que adotou o apelido definitivamente. Mal sabia ela que a fantasia viraria pseudônimo, e que ele renderia dois álbuns infantis. O recém-lançado “Partimpim 2” reúne composições autorais e versões de músicas de Heitor Villa-Lobos, Roberto e Erasmo Carlos, João Gilberto e até Bob Dylan.
“A meta principal era não fazer o álbum soar como um disco infantil”, diz Adriana. “Música para criança que aborrece os adultos é na verdade uma música aborrecida. E acho que na realidade as crianças ouvem o que está no mundo adulto: na TV, no rádio, na internet, no carro. Muitas vezes elas elegem coisas que não foram pensadas para elas. O ‘Circo místico’ [de Chico Buarque], por exemplo, não sai de catálogo porque as crianças compram. Uma das coisas que me movem é fazer música para que as crianças se divirtam e os adultos também.”
Adriana diz não gostar das separações por gêneros. “A única maneira de deixar a música realmente mudar a sua vida é ouvir com os ouvidos abertos.” Leia entrevista com a cantora a seguir.









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