terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Pânico 4 ganha trailer legendado
Foi divulgado pela Imagem Filmes, distribuidora brasileira, o trailer oficial legendado de Pânico 4. O longa-metragem conta com direção de Wes Craven e roteiro de Kevin Williamson, que trabalharam nos três filmes anteriores. David Arquette (Dewey Riley), Courteney Cox (Gale Weathers) e Neve Campbell (Sidney Prescott) retornam aos seus papeis na cinessérie. Assista abaixo:
Emma Roberts (Hotel Bom Pra Cachorro), Adam Brody (o Seth, de The O.C.), Marley Shelton (Sin City - A Cidade do Pecado) e Erik Knudsen (Scott Pilgrim Contra o Mundo) também compõem o time de atores, que ainda tem participações especiais de Anna Paquin e Kristen Bell.
Pânico 4 retorna a Woodsboro, cidade natal de Sidney. Este quarto longa-metragem será o início de uma nova trilogia da saga, já que a realização de mais duas obras foi confirmada por Craven. O filme estreia em 15 de abril.
Fonte: Rolling Stone
A entrevista perdida de John Lennon
Três dias antes de morrer, John Lennon falou por nove horas com a Rolling Stone. Trinta anos depois, essa conversa inédita é revelada, e você confere a íntegra em nossa edição de janeiroEm 5 de dezembro de 1980, três dias antes de ser assassinado, John Lennon sentou-se com Jonathan Cott, da Rolling Stone, para uma entrevista que durou nove horas. Trechos da entrevista foram publicados na edição-tributo a Lennon, no mês seguinte (janeiro de 1981) - mas Cott nunca transcreveu todas as fitas. Por 30 anos, elas ficaram guardadas em seu armário.
"No começo de 2010, eu estava arrumando alguns arquivos quando encontrei duas fitas, nas quais estava escrito 'John Lennon, 5 de dezembro, 1980'", revela Cott. "Fazia 30 anos desde que eu as tinha ouvido, e quando eu as coloquei novamente para tocar surgiu essa voz totalmente viva e edificante saindo desta mágica faixa de fita magnética."
A entrevista de Cott com John Lennon - a última entrevista do artista a um veículo impresso - finalmente foi revelada, e você poderá ler a íntegra na edição de janeiro da Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir desta sexta, 7. Neste notavelmente franco bate-papo, Lennon atacou fãs e críticos que o perseguiram durante os cinco anos que ficou afastado da música. "As pessoas querem heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean", afirmou. "Não estou interessado em ser um herói morto, então deixa pra lá."
Ele também falou sobre planos para uma possível grande turnê. "Talvez façamos", ele disse. "Mas não haverá bombas de fumaça, luzes piscando, tem de ser aconchegante. Mas poderíamos fazer uma piada. Somos roqueiros renascidos e estamos recomeçando."
Yoko Ono contribui nesta edição com um artigo extremamente pessoal sobre seus últimos dias com John Lennon. "Logo antes de sairmos do estúdio, John olhou para mim", escreveu Yoko. "Eu olhei para ele. Os olhos dele tinham a intensidade de um sujeito que estava prestes a me dizer algo importante. 'O que é?', eu perguntei. E nunca vou esquecer como ele disse as coisas mais lindas para mim com uma voz profunda e suave, como se quisesse entalhar as palavras na minha mente. 'Ah', eu disse depois de um tempo e desviei o olhar, um pouco acanhada."
Você encontrará esta edição com duas capas: em uma delas, um retrato mais intimista do artista; na outra, a reprodução da clássica capa da Rolling Stone EUA, publicada originalmente em janeiro de 1981.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Os Cascavelletes - Lobo da estepe
Lobo Da Estepe
Os Cascavelletes
Composição: Flávio Basso / Nei Van Soria
Lobo da estepe
Acredito na tua dor
Ha, ha, ha
Ha, ha, ha
Nesta vingança
E o teu desejo de matar
Ha, ha, ha
Ha, ha, ha
Tua casa incendiaram
Tua esposa amaram
Este azar sobre você
Como uma nuvem que não chove
Hey Carolina
Teu destino é chorar
Ha, ha, ha
Ha, ha, ha
Lobo da estepe
Nunca mais ousou tocar em você
He, he, he
Os teus sonhos destruíram
Tua jóia roubaram
Este azar sobre você
Como uma nuvem que não chove
Carolina você sabe
Que esse homem era um lobo
Esse lobo nunca mais vai uivar
Carolina
Lobo da estepe
Acredito na tua dor
Ha, ha, ha
Ha, ha, ha
Lobo da estepe
Nunca mais ousou tocar em você
Carolina
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Golfinhos Calderon são chacinados na Ilha Faroe, na Dinamarca.
Os golfinhos são uma das espécies que melhor interage com o homemQuando são capturados junto à praia, são cortados com ganchos grossos. E o mar se enche de sangue…
Este é o conteúdo. As imagens que se seguem são brutais.
Antes de te mostrar as imagens, estive a tentar investigar de forma a tentar apurar se realmente isto era tal e qual o que dizia em todos os sites.
Quando é escrito um post neste blog, ele chega a ser lido mais de 50,000 vezes. Se algo não for verdadeiro, então vira uma mentira gigantesca em muito pouco tempo. A responsabilidade é grande.
O que apurei foi que não são apenas golfinhos, mas sim também baleias piloto e baleias de bico.
A captura de baleias nas Ilhas Faroe é uma actividade que existe desde 1584 e é gerida pelas autoridades competentes. As ilhas têm o seu próprio parlamento desde 1948, o que significa que o governo dinamarquês nada pode fazer para alterar a tradição. As ilhas Faroe são maioritariamente preenchidas por pedras e rochas, aniquilando qualquer possibilidade de subsistirem através da agricultura. Estas ilhas não fazem parte da Comunidade Europeia. A PETA tem uma página onde poderás fazer algo para parar este massacre.
Aqui ficam as fotos do momento da caçada:

Eu só pergunto porquê. Porque realmente não entendo.
Não consigo conceber como se matam animais com a mesma tranquilidade que se troca de camisa. Gosto de imaginar que o mundo é muito mais bonito do que aquilo que eu vejo…
Relativamente à questão da Maria Carolina sobre se o Greenpeace tem algo a dizer sobre o assunto, eis a resposta da Greenpeace:
A Greenpeace opõe-se a qualquer actividade humana que seja prejudicial para as populações de baleias, incluindo -- mas não apenas -- todos os tipos de caça comercial sob qualquer pretexto, e sob quaisquer circunstâncias. Daí que também se opõe à matança de baleias piloto nas Ilhas Faroe.
A Greenpeace continua a trabalhar para a criação de grandes reservas marinhas e de fortalecimento da Comissão Baleeira Internacional do (ICW) para a proibição da caça comercial de baleias.
Infelizmente, a caça de baleias-piloto ainda não está regulamentada pela IWC. Enquanto o Greenpeace não tem uma campanha específica sobre as baleias-piloto, em muitos anos priorizou o confronto de baleias em larga escala no alto mar. A Greenpeace está trabalhando a todos os níveis para garantir que a ICW no futuro irá proteger todas as baleias -- incluindo pequenas baleias, golfinhos e botos, e, portanto, as baleias-piloto.
Fonte: Resposta GreenPeace Internacional via Facebook
Não tenho o direito nem a coragem de fazer juízos de valores relativamente a um assunto como este. Tenho, no entanto, a minha opinião, que é formada através dos valores nos quais cresci. E choca-me que existam este tipo de actividades, seja em que país ou cultura aconteça. Mas o mundo é assim mesmo.
Recebi este mail enviado pela minha mãe apenas hoje. E, por coincidência, levámos ontem a nossa filha ao Aquário Vasco da Gama e ao Oceanário. Ela queria ver peixes e tubarões. Ali ficámos horas a ver peixes, tubarões, anémonas e afins. Perguntou pelos golfinhos mas expliquei-lhe que se ali estivessem golfinhos, iriam andar à luta com os tubarões. (nunca me tinha lembrado de tal coisa)
E continuo a acreditar que na educação se faz o mundo de amanhã. De preferência, sem a morte de animais. E continuo também a acreditar na teoria de Albert Einstein:
“Nada irá beneficiar tanto a saúde da humanidade e o aumento das chances de sobrevivência da vida na Terra quanto uma evolução para uma dieta vegetariana.”
A Valéria transcreveu este texto que acho fabuloso e que é importante acrescentar a tudo o que escrevi. Aqui fica a transcrição completa:
O Ministério de Assuntos Exteriores e as Embaixadas da Dinamarca têm recebido correspondência que expressa sentimentos causados pelas imagens que circulam na Internet e que retratam cenas de caça a baleias-piloto nas Ilhas Faroé e que, normalmente, vêm acompanhadas de comentários difamatórios.
Antes de se fazer qualquer julgamento sobre a caça a baleias em geral, ou, em particular, sobre a pesca de baleias-piloto nas Ilhas Faroé, é necessário complementar uma possível primeira impressão estética negativa sobre a questão, além de informações imprecisas, com considerações baseadas em factos reais sobre o assunto, assim como diversas questões de princípio, tais como:
Factos sobre a caça a baleias-piloto podem ser obtidos na página www.whaling.fo. Incluem o seguinte:
- A finalidade da caça é para produção de alimentos
- A caça é regulamentada pelas autoridades
- A caça é biologicamente sustentável
- As autoridades levam a sério o aspecto do bem-estar animal da caça
Pode ser útil, também, ver esta forma de alimentação num contexto mais amplo, incluindo várias questões:
- Questões relacionadas com o bem-estar dos animais: como se compara esta caça a baleias, e outras caças de grandes mamíferos no seu habitat natural, com o tratamento de animais criados em quintas durante os seus ciclos de vida e de animais tidos como pragas?
- Ética de produção alimentar: a refeição à base de carne de baleia-piloto representa maior ou menor grau de dor/sofrimento causado pelo homem comparativamente aos pratos que normalmente comemos na nossa própria cultura?
- Factores geográficos e nutricionais: disponibilidade de fontes alternativas de alimentos, em particular em ilhas e em áreas costeiras remotas, sobretudo nas zonas árcticas e subárcticas do mundo;
- Diversidade cultural e tolerância/intolerância a pessoas com diferentes preferências alimentares e/ou diferentes atitudes com relação a diferentes animais;
- Senso de proporção: quão importante é este assunto comparado a outras preocupações ambientais ou de bem-estar animal face ao mundo contemporâneo?
- Actualmente, a sociedade faroense está a debater sobre a eventual paralisação da caça tendo em conta advertências médicas em relação à alimentação de carne e gordura de baleia, devido à contaminação química. Baleias com dentição, como as baleias-piloto, estão no alto da cadeia alimentar marítima, e estão, portanto, mais propensas que a maioria dos outros organismos marinhos a acumular substâncias tóxicas do oceano. A energia utilizada nos protestos contra a caça nas Ilhas Faroé seria mais sensata se direccionada ao aumento da poluição nos oceanos que ameaça a vida de todos.
As Ilhas Faroé têm autonomia no Reino da Dinamarca. As Ilhas não estão incluídas na adesão da Dinamarca à União Europeia. Assuntos relacionados com a indústria, a agricultura, o meio ambiente, a pesca e a caça de baleias estão sujeitos à autonomia das Ilhas Faroé.
Caso queira dirigir-se às autoridades das Ilhas Faroé a respeito da caça a baleias-piloto, o endereço de e-mail do Departamento de Assuntos Exteriores do Governo das Ilhas Faroé é mfa@mfa.fo
O endereço de e-mail do Departamento de Pesca e Assuntos Marítimos é fisk@fisk.fo
A ANIMAIS.O.S MOSTRA A VERDADE E NÃO ESTÁ APOIANDO DE FORMA ALGUMA ESTA MATANÇA, MAS JÁ PAROU PARA PENSAR QUE ELES MATAM UM ANIMAL QUE VIVEU ATÉ ESTE DIA EM LIBERDADE?
NOSSA ALIMENTAÇÃO É DIFERENTE, NÓS MATAMOS BOVINOS, CAPRINOS, SUINOS, AVES , ETC… MAS A DIFERENÇA ESTÁ NA LIBERDADE. OS “NOSSOS” VIVEM EM CATIVEIROS A VIDA INTEIRA E O DESTINO É A MORTE.
ELES VIVEM FELIZES ATÉ O DIA “D”? VOCÊ SABE DA VIDA QUE ESTES ANIMAIS LEVAM?
NÃO JULGUE OUTRA CULTURA SE VOCÊ SE ENCONTRA EM UMA DAS PIORES DO MUNDO!
FAÇA VALER COM EXEMPLO!
(Marcos Brandão -- Presidente Fundador ANIMAIS.O.S)
Fonte: Ministry of Foreign Affairs of Denmark”
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
BOB DYLAN
Composição: Bob Dylan
Standing on the waters casting your bread
While the eyes of the idol with the iron head are glowing.
Distant ships sailing into the mist,
You were born with a snake in both of your fists while a hurricane was blowing.
Freedom just around the corner for you
But with the truth so far off, what good will it do?
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.
So swiftly the sun sets in the sky,
You rise up and say goodbye to no one.
Fools rush in where angels fear to tread,Both of their futures, so full of dread, you don't show one.
Shedding off one more layer of skin,
Keeping one step ahead of the persecutor within.
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.
You're a man of the mountains, you can walk on the clouds,
Manipulator of crowds, you're a dream twister.
You're going to Sodom and Gomorrah
But what do you care? Ain't nobody there would want to marry yoursister.
Friend to the martyr, a friend to the woman of shame,
You look into the fiery furnace, see the rich man without anyname.
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.
Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy,
The law of the jungle and the sea are your only teachers.
In the smoke of the twilight on a milk-white steed,
Michelangelo indeed could've carved out your features.
Resting in the fields, far from the turbulent space,
Half asleep near the stars with a small dog licking your face.
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh. oh. oh. Jokerman.
Well, the rifleman's stalking the sick and the lame,Preacherman seeks the same, who'll get there first isuncertain.
Nightsticks and water cannons, tear gas, padlocks,Molotov cocktails and rocks behind every curtain,
False-hearted judges dying in the webs that they spin,Only a matter of time 'til night comes steppin' in.
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.
It's a shadowy world, skies are slippery gray,A woman just gave birth to a prince today and dressed him inscarlet.
He'll put the priest in his pocket, put the blade to the heat,
Take the motherless children off the street
And place them at the feet of a harlot.
Oh, Jokerman, you know what he wants,
Oh, Jokerman, you don't show any response.
Jokerman dance to the nightingale tune,
Bird fly high by the light of the moon,
Oh, oh, oh, Jokerman.
TRADUÇÃO
Curinga
Sobre as águas, jogando seu pão,
Enquanto os olhos do ídolo, com a cabeça de ferro, estão brilhando.
Barcos distantes rumo à bruma seguem seus cursos,
Você nasceu com uma cobra em seus pulsos, enquanto um furacão estava soprando
Liberdade logo ao virar a esquina para você
Mas, com a confiança tão longe, de que servirá?
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
O sol põe-se tão velozmente no céu,
Você se levanta e diz adeus para ninguém.
Tolos correm para lugares onde anjos temem pôr seus pés,
O futuro dos dois, tão cheios de temor, você não tem nenhum.
Mudando mais uma camada de pele,
Mantendo-se a um passo a frente do perseguidor dentro de você.
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
Você é um homem das montanhas, você pode andar nas nuvens,
Manipulador de multidões, você distorce sonhos.
Você irá para Sodoma e Gomorra,
Mas o que te importa? Lá ninguém vai querer casar com a sua irmã.
Amigo do mártir, um amigo da mulher que causa vergonha,
Você olha dentro da fornalha escaldante, vê um homem rico sem nome.
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
Bem, o Livro do Livítico e Deuteronômio,
A lei da selva e do mar são seus únicos professores.Na fumaça do crepúsculo sobre um corcel lácteo,
Michelangelo realmente poderia ter esculpido sua feição.
Repousando nos prados, longe do espaço turbulento,
Meio adormecido perto das estrelas, com um pequeno cachorro lambendo seu rosto.
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
Bem, o fuzileiro aproxima-se silenciosamente dos doentes e aleijados,
O pregador busca o mesmo, quem chegará lá primeiro é incerto.
Cassetetes e canhões de água, gás lacrimejante, cadeados,
Coquetéis molotov e pedras atrás de cada cortina,
Juízes pérfidos morrendo nas teias que eles mesmos tecem,
É só uma questão de tempo até que a noite se instale.
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
É um mundo sombrio, céus são escorregadiamente cinzentos,
Uma mulher acabou de dar à luz a um príncipe hoje e o vestiu de escarlate.
Ele irá pôr o padre no bolso, pôr a lâmina para aquecer,
Tirem as crianças sem mães da rua
E coloquem-nas aos pés de uma meretriz.
Oh, Curinga, você sabe o que ele quer,
Oh, Curinga, você não demonstra nenhuma reação.
Curinga dance para a melodia do rouxinol,
Pássaro, voe alto ao luar
Oh, oh, oh, Curinga.
BOB DYLAN
Composição: Bob Dylan
Lay, lady, lay, lay across my big brass bedLay, lady, lay, lay across my big brass bedWhatever colors you have in your mind
I'll show them to you and you'll see them shine
Lay, lady, lay, lay across my big brass bedStay, lady, stay, stay with your man awhileUntil the break of day, let me see you make him smile
His clothes are dirty but his hands are cleanAnd you're the best thing that he's ever seen
Stay, lady, stay, stay with your man awhileWhy wait any longer for the world to begin
You can have your cake and eat it too
Why wait any longer for the one you love
When he's standing in front of you
Lay, lady, lay, lay across my big brass bedStay, lady, stay, stay while the night is still ahead
I long to see you in the morning light
I long to reach for you in the night
Stay, lady, stay, stay while the night is still
Lay, Lady, Lay (Tradução)
Deite, senhora, deite, deite-se em minha grande cama de metal
Deite, senhora, deite, deite-se em minha grande cama de metal
Quaisquer cores que você tenha em sua mente
Eu as mostrarei a você e você as verá brilhar
Deite, senhora, deite, deite-se na minha cama de metal
Fique, senhora, fique, fique por algum tempo com o seu homem
Até o amanhecer, me deixe ver você fazê-lo sorrir
As roupas dele estão sujas, mas as mãos dele estão limpas
E você é a melhor coisa que ele já viu
Fique, senhora, fique, fique por algum tempo com o seu homem
Por que esperar mais pelo começo do mundo
Você pode ter o seu bolo e pode comê-lo também
Por que esperar mais por quem você ama
Quando ele esta de pé em frente a você
Deite, senhora, deite, deite-se na minha cama de metal
Fique, senhora, fique, enquanto ainda é noite
Eu desejo vê-la a luz da manhã
Eu desejo alcançar a noite para você
Fique, senhora, fique, enquanto ainda é noite
PINK FLOYD
Composição: David Gilmour / Roger Waters
So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were hereWe're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
TRADUÇÃO:
Queria Que Você Estivesse Aqui
Então,
Então você acha que consegue distinguir
O paraíso do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?
Como eu queria, como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Crase em adjunto adverbial feminino
Fique à vontade.
Às vezes eu visito a minha tia.
A cidade ficou às escuras.
Vamos conversar às claras.
Expressões adverbiais femininas costumam ser grafadas com acento grave indicador de crase no "a" ou no "as".
Quando se trata de instrumento ou meio, caso de "a máquina", há divergências entre os gramáticos. Alguns argumentam que ninguém diz, por exemplo, que o barco é "ao remo", e sim que o barco é "a remo"; do mesmo modo, um barco não pode ser "ao vapor", e sim "a vapor"; não se escreve algo "ao lápis", e sim "a lápis". Seria coerente com isso, portanto, que não acentuássemos o "a" ou "as" das expressões femininas que indicassem instrumento. Portanto seria adequado não colocar o acento.
Outros argumentam, porém, que, se as demais expressões adverbiais femininas recebem crase, as designadoras de instrumento ou meio também devem receber.
Então o que fazer? Uma vez que não há consenso sobre essa questão, seria admissível tanto usar a crase como não usá-la em adjuntos similares a "à máquina". Mas cuidado: esse uso facultativo só é possível em relação a adjuntos adverbiais de meio ou instrumento. Nas demais expressões adverbiais com palavras femininas, a crase é obrigatória.
Acento grave
Crase é uma palavra grega que significa fusão. No caso, a fusão de um "a" com outro "a". Comumente, da preposição "a" com o artigo "a". Assim, crase é o fenômeno da língua, o fenômeno da fusão, que é assinalado com o acento grave.
Portanto a "crase", tecnicamente, NÃO É o nome do acento. Na verdade, o acento chama-se grave.
Atente para o verso abaixo, tirado da canção "Morro Velho", de Milton Nascimento:
... some longe o trenzinho ao Deus-dará...
"Ao" seria a fusão de "a" mais "o". Ao Deus-dará, ao acaso, ao sabor do destino. Nas expressões masculinas somam-se as vogais, em vez de fundi-las. Não há a fusão porque as vogais são diferentes. E o que aconteceria nas expressões femininas equivalentes?
Djavam responde na sua canção "Se":
... você me diz à beça e eu nessa de horror...
A expressão " à beça" indica intensidade. No caso, significa "você me diz muito". Como também é uma expressão feminina, temos a mais a. Logo, fundimos as vogais iguais e chegamos ao "a" com acento grave: "à".
Veja esta letra, da canção "A Promessa", gravada pelos Engenheiros do Hawaii:
...Estou ligado a cabo a tudo que acaba de acontecer.
Propaganda é a alma do negócio:
no nosso peito bate um alvo muito fácil.
Mira a laser... miragem de consumo
latas e litros de paz teleguiada...
Será "a cabo" ou "à cabo" ? Observe que "cabo" é palavra masculina, que não poderia ser precedida pelo artigo "a". Portanto "a cabo" não leva o acento indicativo de crase porque não houve nenhuma fusão.
Na mesma letra, temos as expressões "a tudo" e "a laser". "Tudo" e "laser" também não são palavras femininas. A primeira é pronome e a segunda é substantivo masculino. Assim, não existe fusão entre preposição e artigo porque nem "tudo" nem "laser" são precedidas pelo artigo feminino a. Portanto o que os antecede é somente preposição.
E a expressão "às vezes" levaria crase? Vejamos como procederam os Engenheiros do Hawaii na canção "Às vezes nunca":
Tô sempre escrevendo cartas que nunca vou mandar
pra amores secretos, revistas semanais e deputados federais.
Às vezes nunca sei se "às vezes" leva crase
às vezes nunca sei em que ponto acaba a frase...
Notem que a canção tem teor metalingüístico. Tematiza-se a própria indecisão em colocar crase em "às vezes". Trata-se de expressão adverbial feminina de tempo. Ao substituirmos essa expressão por uma equivalente com palavra masculina, usamos ao em vez de às:
Faço ginástica apenas aos sábados.
Aos domingos, visito minha avó.
Portanto, na expressão "às vezes", formada por palavra feminina ("vez"), a crase será de rigor já que ocorre a fusão entre artigo e preposição. Devemos usar o acento grave indicador de crase.
É importante prestar atenção no sentido que "vezes" possui na frase. Por exemplo:
Eu faço as vezes de médico.
Nesse caso não existe acento, já que "vezes" tem significado completamente diferente: "Eu faço o papel de médico". "Às vezes" só leva acento nos casos em que indica tempo.
Crase acento grave
Como escrever: "Bife à parmegiana" ou "bife a parmegiana"? Ou então: "lula à provençal" ou "lula a provençal"? O caso parece enigmático especialmente porque as palavras que se seguem ao a são adjetivos, termos que não se acompanham de artigos. Sabemos que, para haver a crase, é necessária a presença da preposição a e a presença do artigo feminino a.
Ocorre que, nas construções acima, estão subentendidas as expressão à moda de, à maneira de:
Bife à moda parmegiana
Lula à moda provençal
Elas são grafadas com crase porque trazem implícita a expressão "à moda de", locução adverbial feminina. E sabemos que as locuções adverbiais femininas costumam ser craseadas. Vejamos outros exemplos em que aparece essa forma:
Eles saíram à francesa da festa. (= Eles saíram à maneira francesa da festa.)
Eliana calçava um sapato à Luís XV. (= Eliana calçava um sapato à mode de Luís XV.)
"À francesa", "à Luís XV": nesses casos, as palavras moda ou maneira estão subentendidas. Assim, o a leva acento indicador de crase.
O verbo "ser"
Volta pra casa... me traz na bagagem: tua viagem sou eu.
Novas paisagens, destino passagem: tua tatuagem sou eu.
Casa vazia, luzes acesas (só pra dar impressão)
cores e vozes, conversa animada (é só a televisão)
Na letra acima, extraída da canção "Simples de coração", dos Engenheiros do Hawaii, lemos "tua viagem sou eu" e "tua tatuagem sou eu".
Há pessoas que se espantam com esse tipo de concordância. Supõem que "tua viagem" pediria verbo na 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito: "tua viagem é..." ou "tua viagem foi...". Por que o letrista escreveu "tua viagem sou eu"?
Porque o verbo "ser", nesse caso, está ligando o substantivo "viagem" ao pronome pessoal "eu". O pronome pessoal prevalece pelo simples motivo de que, em termos de concordância verbal, a pessoa prevalece sobre o que não é pessoa, sempre. Por isso, independentemente da ordem da frase, faz-se a concordância do verbo "ser" com a pessoa, como vimos na letra:
Eu sou tua viagem.
Tua viagem sou eu.
Eu sou tua tatuagem.
Tua tatuagem sou eu.









