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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Frase do dia

Brincar é condição fundamental para ser sério.
(Arquimedes)

Simplicidade

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia

(Pato Fu)

sábado, 10 de julho de 2010

Primeiro CD de Gisele De Santi é sofisticado

Pocket show acontece neste sábado na Livraria Cultura

Primeiro CD de Gisele De Santi é sofisticado
                                     Crédito: Cláudio Neves/Divulgação

Levando seu nome, Gisele De Santi mostra o repertório de seu primeiro disco, financiado pelo Fumproarte, em pocket show neste sábado, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80). No trabalho, a marca da maturidade em composições próprias, num repertório que faz um passeio por diversos estilos musicais, como bossa nova, jazz, blues e, até mesmo, chamamé.

No show, Gisele estará acompanhada por Fabricio Gambogi na guitarra semi-acústica. O álbum pode ser conferido, com songbook, no site www.giseledesanti.com.br.

Fonte: Correio do Povo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aos 17, Mallu Magalhães lança segundo disco: 'minhas ideias estão mais claras'

'Gosto muito mais da minha voz agora do que antes', diz a artista.
Álbum tem participação da banda Jennifer Lo-Fi e de Marcelo Camelo.

“Minha canção é meu mundo / meu corpo é minha banda / e eu não vou parar”. Logo de cara, na primeira faixa de seu segundo disco, Mallu Magalhães anuncia, em inglês, a que veio. “My home is my man” é apenas um pedacinho do caleidoscópio sonoro criado pela artista paulistana, que se tornou um dos maiores fenômenos pop no ano passado ao ser revelada na internet. Agora com 17 anos, ela esbanja desenvoltura vocal e criatividade em faixas que passeiam pelos mais variados estilos, do blues (“Nem fé nem santo”) ao reggae (“Shine yellow”).

“Não senti o peso do segundo disco no começo, só quando vi tudo pronto”, conta Mallu. “Fui corajosa. Fiz o que eu senti, fui sincera. Não tinha muita opção, eu sou isso. Não adianta tentar fingir. Olhando tudo agora, acho bonito e tenho orgulho de ter feito com tanta honestidade.”

Entre as principais mudanças de um ano para cá, ela diz que passou a levar o trabalho mais a sério. “Agora tenho uma profissão, tento enxergar como posso melhorar. Antes eu ia fazendo e não estava nem aí, era uma coisa pra mostrar pros meus filhos. Resolvi levar a música a sério e venho melhorando em vários aspectos. Me sinto mais segura para dar entrevistas, sinto que minhas ideias estão mais claras. O que mais mudou foi isso, a seriedade.”

“A maior dificuldade quando fui fazer o disco foi encontrar um fio condutor”, diz. “O álbum é tão eclético que eu tinha vontade de fazer um lado A e um lado B. Algumas canções eram muito diferentes. Aí tentei me concentrar na costura e fui indo atrás de ferramentas para conseguir atingir a essência. Por isso escolhi o Kassin como produtor. Achei que ele teria o conhecimento dos dois lados, e conseguimos chegar ao fator sinceridade.”

A artista, que antes dizia ter vergonha de cantar em português, colocou no disco seis composições no idioma. “Tenho a impressão de que esse é um disco duradouro para o ouvinte. A pessoa gosta de uma coisa um mês, no outro gosta de outra. Acho que isso é importante porque tudo hoje é tão rápido. A pessoa ouve um disco e pouco tempo depois não quer nem saber. Essa coisa de ter várias faces pode ajudar a entender a essência do álbum.”

“Be on the grass”, por exemplo, tem uma atmosfera à Beatles, cheia de ruídos e uma cítara. “Essas referências não são muito objetivas, eu vou fazendo. Mas tem muito da influência do momento ou da situação”, diz Mallu, que gravou uma canção inédita de Paul McCartney, “How d’ you d”, composta em 1969, para o projeto “Beatles 69”, do selo Discobertas. “Era o máximo que a gente podia querer na vida. A gente tinha que imaginar como eles iam querer a música e ao mesmo tempo colocar a nossa personalidade ali.”

"Marcelo Camelo como artista me influencia naturalmente, porque eu já era fã de Los Hermanos e do disco solo dele"

Entre os convidados estão Maurício Takara, que toca bateria em cinco faixas, a banda Jennifer Lo-Fi, que participa da tropicalista “O herói e o marginal”, e ainda Marcelo Camelo, namorado da cantora. “Como artista, ele me influencia naturalmente, porque eu já era fã de Los Hermanos e do disco solo dele. Eu componho sobre as minhas relações e experiências cotidianas e pessoais, isso acaba refletindo alguma coisa. Cada um tem o seu jeito de compor, seus gostos musicais. Um comenta o trabalho do outro, mas sem julgamento.”

Desde que ficou famosa, aos 15 anos, Mallu Magalhães cresceu 10 centímetros. “Todas as roupas que eu tinha não consigo mais usar. Os vestidos ficaram meio indecentes”, diverte-se. “As composições mais antigas já não cabiam mais na minha voz. Isso era muito perceptível para quem estava cantando e arranjando. Gosto muito mais da minha voz agora do que antes. Acho que vou gostar cada vez mais.”

Para manter a voz em dia, a cantora faz exercícios diários, aulas de canto e acompanhamento médico. “Isso é muito psicológico também. Quando estou em turnê, há um desgaste físico, do coração e da cabeça, e eu procuro me manter calma e tranquila em relação a tudo. Estou aprendendo aos poucos a me fortalecer psicologicamente.”

A cantora, que ainda mora com os pais em São Paulo, fez “Make it easy” para a mãe. “No começo da carreira, fiquei perdida. Eu não estava entendendo nada. Achava os ‘nãos’ uma autoridade careta, um moralismo sem sentido. Brigávamos muito, foi uma fase horrível. Mas, crescendo, e também pela minha vontade de ser mãe um dia, consegui me colocar no lugar deles e ver que os limites que eles impunham eram uma mistura de muito amor que gerava medo. Eles me amam muito, são pais muito cuidadosos. Tento conquistar meu espaço aos poucos e mostrar que eu os amo também.”

Mesmo entre tantos compromissos de “popstar”, Mallu ainda acha importante terminar o segundo grau e cursar uma universidade. “Eu não gostava da escola no começo, mudei e encontrei uma mais tranquila. Posso fazer trabalhos para complementar as notas e não preciso ir todos os dias. Depois, eu queria dar um tempo. Penso em fazer cursinho e aí prestar vestibular. Sou um pouco deficiente de conteúdo acadêmico. Se eu fosse fazer uma faculdade, eu precisaria de mais base. Tenho vontade de fazer tanta coisa... Não sei se eu tenho necessidade de ter um diploma, porque não pretendo trabalhar numa empresa e bater cartão.”
Fonte: G1

sábado, 3 de julho de 2010

Entre o frio e o quente

Sucesso de bilheteria, a saga dos vampiros chega em seu novo filme às telas

Crédito: Paris Filmes / Divulgação / CP
 
O terceiro filme da saga "Crepúsculo", "Eclipse", ganhou um megalançamento no Brasil, com 692 cópias para exibição nos cinemas. Agora com direção de David Slade, a história continua com a paixão da jovem humana Bella (Kristen Stewart) pelo vampiro cool e literalmente de cabelos em pé Edward Cullen (Robert Pattinson). As novidades deste episódio trazem a formatura de Bella no ensino médio da escola e a vingança da ruiva vampira Victoria. A atriz Bryce Dallas Howard substituiu Rachelle Lefevre como a sanguessuga de cabelos vermelhos que deseja vingar a morte do companheiro, James, morto pela família Cullen, o que ocorre no primeiro filme, "Crepúsculo" (2008).

Apesar de Bryce ser um jovem talento não chega a causar o mesmo impacto que Rachelle, que marca as últimas cenas do original. Também não ajudou Bryce a caracterização que recebeu da produção, com uma visível peruca de cachos excessivamente artificiais. Victoria cria um exército de vampiros para matar Bella e, desta forma, atingir o coração de Edward. Este ataque fará com que os Cullen aceitem a ajuda dos índios da reserva da cidade, que têm o poder de se transformar em lobisomens. Inimigos naturais na saga, vampiros e lobos irão se unir para defender Bella dos "recém-criados".

A direção de David Slade, de "MeninaMá.com" (2005) e "30 Dias de Noite" (2007), melhora as cenas de ação em relação aos filmes anteriores da saga, mas esbarra em um roteiro repleto de frases de efeito e filosofias rasas. A tensão entre o triângulo que se forma entre Edward, Bella e Jacob aumenta em "Eclipse", porque o jovem lobisomem insiste em conquistar Bella, mesmo com ela namorando o outro. Enquanto os vampiros têm a pele fria, os lobisomens são calorentos, o que "justifica" Jacob andar quase sempre sem camisa (e também exibir seus músculos e o abdômem de "tanquinho"). Jacob enfrenta Edward, apelando a frases dúbias do tipo: "eu sou mais quente do que você".

Jacob acaba ganhando um espaço maior no filme, visto que tem atitudes mais pró-ativas com Bella do que o sofrido Edward, que, nascido no início do século XX, mantém formalidades durante o namoro e não quer transformar a namorada em uma vampira. Em uma cena em que o índio está com Bella no colo, ele revela que seria o "macho alfa" de sua matilha, mas renunciou ao cargo de chefia. Suas atitudes, contudo, são efetivamente de um. E Bella parece balançar com esta insistência do amigo, apesar de seu amor por Edward ser incondicional. Adaptação cinematográfica do livro homônimo da escritora Stephenie Meyer, o filme acaba tendo uma narrativa previsível e deixa a desejar.

Por Adriana Androvandi Postado por CineCP - 03/07/2010 10:16 - Atualizado em 03/07/2010 10:21

Fonte: Correio do Povo - RS

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Grupo Tholl exibe seu novo espetáculo no Theatro São Pedro

Exotique tem 16 artistas em cena, figurinos exuberantes e coreografias com comicidade

Crédito: Juliano kirinus / Divulgação

Exibições de terça a sábado, às 21h, e domingos, às 18h, até o dia 25 de julho

Em sua temporada já tradicional no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n), o grupo Tholl apresenta o novo espetáculo, "Exotique", a partir da próxima quinta-feira, dia 1.

Com direção de João Bachilli, "Exotique" é um espetáculo vibrante, com malabaristas, acrobatas, equilibristas e palhaços. São 16 artistas em cena, com figurinos requintados e coreografias que trazem suavidade, delicadeza e comicidade, característica do circo, na figura do clown. A montagem estreou em 2008 como um pocket show, mas tomou tamanha proporção que teve novas cenas inseridas, chegando a 70 minutos de duração.

O figurino é inspirado em países variados, o repertório foi cuidadosamente escolhido e as coreografias possuem um estilo próprio, caracterizado por métodos de dança diferenciados. A suavidade e a delicadeza aparecem em passos bem alinhados, demonstrando harmonia e presença de palco. Os toques cômicos são inseridos já no início do espetáculo, que apresenta um universo exótico, onde a audácia está em todos os elementos. Considerado de categoria livre, é um espetáculo que brinca com a estética, a linguagem e a nova forma do circo, em que se destacam o trabalho de grupo, a motivação, a superação e a exuberância da plasticidade cênica.

O Theatro São Pedro intercala as exibições de grupo pelotense com atrações musicais variadas. No dia 19, às 21h, a Orquestra de Câmara Theatro promove concerto comemorativo aos seus 25 anos. O programa terá a obra "As Quatro Estações", de Vivaldi; como solista, Carmelo de Los Santos (violino). A regência será de Fredi Gerling. No dia 6, terá Concertos Banrisul para a Juventude, às 10h e às 15h, recebendo crianças de 1 a 6 séries, da rede pública e privada, para apreciarem a música da OCTSP.

O Concertos CEEE recebe como solista dia 25, às 11h, Nelson Coelho de Castro, regido por Antonio Carlos Borges-Cunha. A entrada é 1 quilo de alimento não perecível. Todas as quartas-feiras úteis tem Musical Petropar, às 12h30min, no foyer nobre do Theatro. Dia 7, a atração é Cosmas Grieneisen (viola) e Leandro Faber (piano); dia 14, Janete Cecin (acordeon e voz); dia 21, Milton Masciadri (contrabaixo); e dia 28, o Trio Primus, com Rogério Nunes (violino), Milene Alverti (violoncelo) e Paulo Bergmann (piano).

Encerrando a agenda musical do mês ainda tem Adriana Deffenti, dia 31, às 21h, com o show "Alma Equilibrista". Segredos, que têm origem no amor, nas dores, nas alegrias e na busca pela liberdade, serão confessados neste show em que a intérprete também dança e apresenta textos de sua autoria. O repertório é novo e segue a linha "multilinguística", onde David Byrne, Lhasa de Sela e Cole Porter convivem em harmonia com Tom Jobim, João Bosco e o novato Filipe Catto. A direção é de Claudia de Bem, e a banda que acompanha tem Luis Mauro Filho (teclados), Paulo Braga (baixo acústico) e Fernando Sessé (percussão). Ingressos na bilheteria, das 13h às 18h30min.

Fonte: Correio do Povo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Marcelo Camelo - Doce Solidão

Vem colorir...


O desenho feito com Giz no chão tinha linhas mal traçadas.

Mas eu sabia o que era.

No asfalto quente a visão era turva.
O gelo queimava. Os olhos fechavam.

Sobre a linha do Horizonte uma silhueta se formava.
Uma sombra caminhava.
Um fantasma assombrava.

Vou renascer
Caneta
lápis
Giz
E pincel

Só pra te redesenhar
pra ver se tu vais reparar
no brilho
que botei no teu olhar.

(Willyam Braga de Almeida) www.oventonopianobar.blogspot.com

Gravação rara de coletiva de imprensa com os Beatles será leiloada

Na ocasião, jornalistas bombardearam a banda com perguntas sobre o "mais popular que Jesus" - comentário feito por John Lennon meses antes

A gravação de uma coletiva de imprensa com os Beatles, realizada em 17 de agosto de 1966, no Canadá, será leiloada. Um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi o comentário de John Lennon sobre a popularidade dos Beatles ser maior que a de Jesus - feito meses antes. Segundo a casa Bonhams & Butterfields, trata-se do único registro conhecido deste evento. Vale lembrar que não se trata da famosa coletiva de imprensa realizada em Chicago, no mesmo mês.

A casa de leilões afirmou que a gravação em fita mostra uma série de perguntas feitas pelos jornalistas presentes a respeito da entrevista de John Lennon ao The Evening Standard, em março do mesmo ano, em que ele disse: "O cristianismo irá desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Hoje nós [Beatles] somos mais populares que Jesus. Não sei quem vai desaparecer primeiro, o rock'n'roll ou o cristianismo."

O item, com duração de 14 minutos, pode chegar ao valor de US$ 20 mil dólares, em leilão que será realizado no dia 13 de junho. O registro apresenta também uma brincadeira entre Lennon e Paul McCartney sobre quanto tempo os Beatles permaneceriam juntos. "Nós, obviamente, não vamos andar por aí de mãos dadas para sempre", disse Lennon. "Seria um pouco vergonhoso aos 35 [anos]", complementou McCartney.

Apesar de ter sido um evento intensamente noticiado pela imprensa da época, a existência de registros de imagem e áudio era desconhecida. "Nós sabemos o que eles disseram naquele dia. Acabamos nunca ouvindo", disse à agência Reuters Margaret Barrett, diretora da Bonhams & Butterfields.

De acordo com ela, a gravação foi feita por um fotógrafo que era fã da banda. "Ele tentou vendê-las em 1966, mas ninguém pensou que eram importantes", disse Barrett. Segundo informações divulgadas na Reuters, as duas bobinas permaneceram guardadas em uma gaveta durante quatro décadas.

Fonte: Rolling Stone

Rolling Stones cedem músicas para Guitar Hero no iPod e iPhone

“Gimme Shelter", “(I Can’t Get No) Satisfaction” e “Honky Tonk Women” foram as faixas escolhidas para o aplicativo


Um pacote de músicas do Rolling Stones foi lançado para o jogo Guitar Hero no iPhone e iPod Touch, segundo informou o site Gigwise.

"Gimme Shelter", "(I Can't Get No) Satisfaction" e "Honky Tonk Women" foram as escolhidas. O download sai por € 1,59 (R$ 3,50).

David Haddad, chefe de operações do Guitar Hero, disse que o pacote de músicas é um prêmio para fãs que já compraram o aplicativo. "Não haveria melhor maneira de recompensar nossos fãs do que oferecer um incrível pacote de músicas do Rolling Stones."

Músicas do Queen e do White Stripes também estão disponíveis para o Guitar Hero para iPhone e iPod Touch.

Fonte: Rolling Stone

Frase do dia

O amor não conhece sua própria intensidade até a hora da separação.
(Khalil Gibran)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poetas Velhos

Bom dia, poetas velhos.

Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.


Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.


Paulo Leminski