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sábado, 15 de agosto de 2009

FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

Cultura
Festival de Cinema de Gramado
por Redação ONNE
O mais conceituado festival de cinema do Brasil chega a sua 37° edição
Em Teu Nome. de Paulo Nascimento (Divulgação)
Acontece entre os dias 9 e 15 de agosto, o 37° Festival de Cinema de Gramado. Serão disputadas 4 mostras competitivas, dividas em longa-metragem de filmes brasileiros, longa-metragem de filmes estrangeiros, curta-metragem de filmes nacionais e curta-metragem de filmes gaúchos, além de duas mostras não competitivas de longas nacionais e a tradicional premiação do Kikito para as melhores produções.
Segundo a organização, o festival recebeu este ano o maior número de inscrições da história do evento. Foram 287 inscrições de curtas nacionais, um aumento de 80% em relação ao ano passado e 56 inscrições de curtas gaúchos, sendo 36% a mais do que o ano passado. Para os longas nacionais, o número de inscrições foi de 85, comparados com apenas 43 no ano anterior. Mas o maior aumento foi na mostra de longas estrangeiros, com 43 filmes este ano contra 12 na última edição.
Reginaldo Faria (Divulgação)

Ao todo, serão apresentados 49 filmes. Entre os longas nacionais estão:"Canção de Baal", de Helena Ignez, "Cildo", de Gustavo Moura, "Corpos Celestes", de Marcos Jorge e Fernando Severo, "Corumbiara", de Vincent Carelli, "Em teu Nome", de Paulo Nascimento, e "Quase um Tango", de Sérgio Silva.
Entre os filmes latinos que concorrerão o Kikito estão o uruguaio “Gigante”, de Adrián Biniez, “La Teta Asustada” de Claudia Llosa, do Peru, os argentinos “Lluvia”, de Pauloa Hernandez, e “La Proxima Estación", de Fernando Solanas e o colombiano “Nochebuena”, de Maria Camila Loboguerrero.
Neste ano, o homenageado com o Troféu Oscarito será o ator Reginaldo Faria e quem receberá o Kikito de Cristal será o diretor Ruy Guerra. Outra homenageada dessa edição é a atriz Geraldine Chaplin, filha de Charles Chaplin, que cancelou sua ida a Gramado devido a problemas com a produção de seu novo filme na Europa.
SERVIÇO
Festival de Gramado

VAMPIROS



Vampiros
por Solange Fonzar, colunista ONNE
Diretor de cinema e escritor lançam livro que promete reinventar a mitologia vampiresca
(Foto: Ilustrativa)
Em agosto será lançado no Brasil, pela Editora Rocco, o primeiro livro da Trilogia da Escuridão - escrito pelo já conhecido Guillermo Del Toro (diretor de Hellboy, Blade II e O Labirinto do Fauno) em parceria com Chuck Hogan (autor de vários romances e ganhador do Prêmio Hammett 2005). O livro se chama Noturno (The Strain) e traz de volta os vampiros ameaçadores, num ritmo bem atual. Além de abordar as relações com as origens bíblicas e os relatos científicos. O vampiro é um personagem muito comum na literatura de ficção e horror. No entanto, apesar das características parecidas (beber sangue humano para sobreviver, etc), existem diferentes versões para a lenda. A intenção dos autores da Trilogia da Escuridão é reinventar a mitologia vampiresca, que ao longo da história teve várias caras. Escritores clássicos como Goethe, Baudelaire, Arthur Conan Doyle e Voltaire já haviam explorado o tema tempos atrás. Mas a história mudou, e muito. Desde o sanguinário e vilão Drácula, de Bram Stoker (em "Drácula" se definiu como uma pessoa se torna vampiro e como são os hábitos noturnos dos homens morcego), até o vampiro bonzinho e casto Edward Cullen, herói na saga Crepúsculo de Stephen Meyer, foi um longo caminho. A saga Crepúsculo (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer), quatro dos cinco livros de ficção mais vendidos no Brasil em 2009, veio para engrossar as lendas contemporâneas sobre o tema, que inclusive já vinham ganhando uma nova cara depois das Crônicas Vampirescas de Anne Rice. Será que Guillermo Del Toro e Chuck Hogan conseguirão reinventar a mitologia? Bom, esperaremos para ver. Para quem se interesssa pelo tema, a dica é procurar por diferentes autores para entender melhor sobre o assunto. Veja algumas sugestões abaixo.Para entender:* O Vampiro Antes de Drácula (Martha Argel e Humberto Moura) - Editora Aleph / R$ 46
* Lendas de Sangue: O Vampiro na História e no Mito (Flavia Idriceanu) - Editora Madras / R$ 36,90 * Vampiros: A Verdade Oculta (Konstantinos) - Editora Madras / R$ 29,90 Os nacionais:
* Os Sete (André Vianco) - Editora Novo Século / R$ 39,90* Relações de Sangue: O Vampiro de Cada Um (Martha Argel) - Editora Novo Século / R$ 49
* Sétimo (André Vianco) - Editora Novo Século / R$ 25Os estrangeiros:* A Hora do Vampiro (Stephen King) - Editora Objetiva / R$ 39,90* O Historiador (Elizabeth Kostova) - Editora Suma das Letras / R$ 54,90 * Marcada (P. C. Cast, Kristin Cast) - Editora Novo Século / R$ 34,90
Para jogar RPG:* Livro do Clã Nosferatu (Robert Hatch) - Editora Devir / R$ 24
* Vampiro: a Máscara (Justin Achilli) - Editora Devir / R$ 29,50Para crianças:* Série: O pequeno vampiro / 15 livros (Angela Sommer Bodenburg) - Editoras Martins Fontes e WMF / Entre R$ 27 e R$ 21,50
* Vampyro: O Terrível Diário perdido do Dr. Cornelius (Cornelius Van Helsing) - Editora Novo Século / R$ 69,90Sobre Solange FonzarA nova colunista do ONNE é arquiteta (formada pela PUC - Campinas) e especialista em Restauro Urbano (pós graduada em Firenze, na Itália). Apesar dos 21 anos de carreira e do amor pela arquitetura, Solange tem outra paixão: a leitura. Com um repertório de aproximadamente 500 livros lidos, a arquiteta resolveu apostar num velho sonho: em breve irá inaugurar uma livraria online e passa a escrever sobre o assunto no nosso canal de Cultura. Não perca as novidades sobre livros, semanalmente, aqui no portal ONNE. Siga o @PortalOnne no Twitter!

Chico Buarque

Roda Viva

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Vinícius de Moraes

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

Frase do dia

Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia.

Vinícius de Moraes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Edgar Alan Poe

SOMBRA
(Parábola)

"Na verdade, embora eu caminhe através do
vale de sombras..."
Salmo de David.

Vós que me ledes, por certo estais ainda entre os vivos; mas eu que escrevo, terei partido há muito para a região das sombras. Porque de fato estranhas coisas acontecerão, e coisas secretas serão conhecidas, e muitos séculos passados, antes que estas memórias caiam sob vistas humanas. E ao serem lidas, alguém haverá que nelas não acredite, alguém que delas duvide, e, contudo, uns poucos encontrarão muito motivo de reflexão nos caracteres aqui gravados, com estilete de ferro.
O ano tinha sido um ano de terror e de sentimentos mais intensos que o terror, para os quais não existe nome na terra. Pois muitos prodígios e sinais se haviam produzidos e por toda a parte, sobre a terra e sobre o mar, as negras asas da Peste se estendiam. Para aqueles, todavia, conhecedores dos astros, não era desconhecido que os céus apresentavam um aspecto de desgraça e para mim, o grego Óinos, entre outros, era evidente que então sobrevivera a alteração daquele ano 794, em que, à entrada do Carneiro, o planeta Júpiter entra em conjunção com o anel vermelho do terrível Saturno. O espírito característico do firmamento, se muito não me engano, manifestava-se, não somente no orbe físico da terra, mas nas almas, imaginações e meditações da humanidade.
Éramos sete, certa noite, em torno de algumas garrafas de rubro vinho de Quios, entre as paredes de nobre salão, na sombria cidade de Ptolemais. Para a sala em que nos achávamos a única entrada que havia era uma alta porta de bronze, de feitio raro e trabalhada pelo artista. Corinos, aferrolhada por dentro. Negras cortinas, adequadas ao sombrio aposento, privavam-nos da visão da lua, das lúgubres estrelas e das ruas despovoadas; mas o pressentimento e a lembrança do Flagelo não podiam ser assim excluídos. Havia em torno de nós e dentro de nós coisas das quais não me é possível dar precisa conta, coisas materiais e espirituais: atmosfera pesada, sensação de sufocamento, ansiedade, e, sobretudo, aquele terrível estado de existência, que as pessoas nervosas experimentam, quando os sentidos estão vivos e despertos, e as faculdades do pensamento jazem adormecidas. Um peso mortal nos acabrunhava. Oprimia nossos ombros os móveis da sala, os copos em que bebíamos. E todas as coisa se sentiam opressas e prostradas, todas as coisas exceto as chamas das sete lâmpadas de ferro, que iluminavam nossa orgia. elevando-se em filetes finos de luz, assim permaneciam, ardendo, pálidas e imotas. E no espelho que seu fulgor formava, sobre a redonda mesa de ébano, a que estávamos sentados, cada um de nós, ali reunidos, contemplava o palor de seu próprio rosto e o brilho inquieto nos olhos abatidos de seus companheiros. Não obstante, ríamos e estávamos alegres, a nosso modo, que era histérico. E cantávamos a canção de Anacreonte, que são doidas, e bebíamos intensamente, embora o vinho purpurino nos lembrasse a cor do sangue. Pois ali havia outra pessoa em nossa sala, o jovem Zoilo. Morto, estendido ao comprido, amortalhado, era como o gênio e o demônio da cena. Mas ah! não tomava ele parte em nossa alegria, salvo seu rosto, convulsionado pela doença, e seus olhos em que a Morte havia apenas extinguido metade do fogo da peste, pareciam interessar-se pela nossa alegria, na medida em que, talvez, possam os mortos interessar-se pela alegria dos que têm de morrer. Ma embora eu, Oinos, sentisse os olhos do morto cravados sobre mim, ainda sim obrigava-me a não perceber a amargura de sua expressão, e, mergulhando fundamente a vista nas profundezas do espelho de ébano, cantava em voz alta e sonorosa as canções do filho de Teios. Mas, pouco a pouco, minhas canções cessaram e seus ecos, ressoando ao longe, entre os reposteiros negros do aposento, tornavam-se fracos e indistintos, esvanecendo-se. E eis que dentre aqueles negros reposteiros, onde ia morrer o rumor das canções, se destacou uma sombra negra e imprecisa, uma sombra tal como a da lua, quando baixa no céu, e se assemelha ao vulto de um homem: mas não era a sombra de um homem, nem a sombra de um Deus, nem a de qualquer outro ente conhecido. E tremendo, um instante, entre os reposteiros do aposento, mostrou-se afinal plenamente, sobre a superfície da porta de ébano. Mas a sombra era vaga, informe, imprecisa, e não era sombra, nem de homem, nem de Deus, de deus da Grécia, de deus da Caldéia, de deus egípcio. E a sombra permanecia sobre a porta de bronze, por baixo da cornija arqueada, e não se movia, nem dizia palavra alguma, mas ali ficava parada e imutável. Os pés do jovem Zoilo amortalhado, encontraram-se, se bem me lembro, na porta sobre a qual a sombra repousava. Nós, porém, os sete ali reunidos, tendo avistado a sombra, no momento em que se destacava dentre os reposteiros, não ousávamos olhá-la fixamente, mas baixávamos os olhos, e fixávamos sem desvio as profundezas do espelho de ébano. E afinal, eu, Oinos, pronunciando algumas palavras em voz baixa, indaguei da sombra seu nome e seu lugar de nascimento. E a sombra respondeu:
– Eu sou a sombra e minha morada está perto das Catacumbas de Ptolemais, junto daquelas sombrias planícies infernais, que orlam o sujo canal de Caronte.
E então, todos os sete erguemo-nos, cheios de horror, de nossos assentos, trêmulos, enregelados, espavoridos, porque o tom da voz da sombra não era o de um só ser, mas de uma multidão de seres e, variando nas suas inflexões, de sílaba para sílaba, vibrava aos nossos ouvidos confusamente, como se fossem as entonações familiares e bem relembradas dos muitos milhares de amigos, que a morte ceifara.

(tradução de Oscar Mendes e Milton Amado)

Frase do dia

Quem sonha de dia tem consciência de muitas coisas que escapam a quem sonha só de noite.

Edgar Allan Poe

LUCRO DO BNDES CAI

Lucro do BNDES cai 83% por resultado menor com ações e provisões
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve queda de 83 por cento no lucro líquido do primeiro semestre, para 702 milhões de reais.
A linha final do balanço teve influência negativa do menor resultado de participações acionárias, que caiu para 1,3 bilhão de reais, ante 4,8 bilhões de reais de janeiro a junho de 2008, segundo informou o banco de fomento em comunicado à imprensa.
"A queda foi consequência da interrupção do processo de venda de ações, em função de um mercado desfavorável. As operações de desinvestimentos geraram um lucro bruto de 72 milhões de reais, ante os 4 bilhões de reais do primeiro semestre do ano passado", conforme o BNDES.
Além disso, o BNDES contabilizou uma despesa com provisão para risco de crédito de 1,1 bilhão de reais. Um ano antes, houve reversão de provisões no valor de 400 milhões de reais.
O banco disse adotar "postura conservadora" nas provisões, ainda que a inadimplência seja bem inferior à média do sistema financeiro brasileiro, em 0,18 por cento no primeiro semestre.
A receita bruta da intermediação financeira cresceu de 2,1 bilhões para 2,7 bilhões de reais entre os dois períodos. Nesse item, a redução das taxas de juros cobradas pelo banco foi compensada pela expansão da carteira de crédito.
Segundo o banco, a crise internacional não afetou a qualidade da carteira do sistema BNDES. Em junho deste ano, 97 por cento das empresas financiadas estavam classificadas com risco de crédito entre "AA" a "C", acima do percentual visto em bancos privados e outras instituições financeiras públicas.
Os ativos totais do sistema BNDES estavam em 309 bilhões de reais em junho de 2009, apresentando crescimento de 11,4 por cento sobre dezembro. Desse total, 72,7 por cento referem-se à carteira líquida de financiamentos e repasses.
(Por Cesar Bianconi)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dicas da língua portuguesa

"Viajem" ou "viagem"? "Chuchu" ou "xuxu"?

Muitos têm dificuldade para acertar na grafia das palavras. Nesses casos, é fundamental consultar o dicionário com freqüência.

A palavra "chuchu", por exemplo, nem sempre é grafada corretamente. Escreve-se "chuchu", como se pode perceber, com "ch" e sem acento.

Outra "curiosidade" que a língua nos oferece diz respeito à palavra "viagem". Entrevistamos o povo na rua a respeito desse termos, e as respostas se dividiram.. Algumas pessoas garantem que é com "g", outras, com "j". Qual a forma correta?

Ambas as formas são possíveis: "viajar" é com "j", mas "viagem" pode ser escrita tanto com "g" como com "j". "Viagem" com "g" é o substantivo. "Viajem" com "j" é a forma verbal do verbo "viajar". Veja:

Que eu viaje
Que tu viajes
Que ele viaje
Que nós viajemos
Que vós viajeis
Que eles viajem

Ex.: Eu quero que vocês viajem agora e que façam uma ótima viagem. Interessante, não ?

Dúvidas também aparecem quanto à grafia das palavras "através", "atrás", "atrasado". Elas são escritas com "s" ou com "z"?

"Atrás", "atrasado", "atrasar" são palavras de uma mesma família, têm o mesmo radical e todas são escritas com "s". "Através" também é escrita com "s".

Problemas relacionados à grafia existem em outras línguas, não sendo exclusivos da língua portuguesa.

Em todos os casos, não há outra saída. Leia com constância para fixar a grafia das palavras e não se esqueça: quando a dúvida permanecer, vá ao dicionário, pois a certeza está lá.



Frase do dia

Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.

John Lennon

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Clara Nunes

Tenha Paciência

Composição: Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito

Tenha paciência meu amor
A fé é tudo nesse mundo
Estamos com nosso senhor
Deus o criador do céu, da terra e do mar
Há de dar forças para a gente caminhar
Vamos pra bem longe da maldade
Deus que nos guie
Em direção a bondade

Vai por mim, é sempre assim
Quando se é feliz
Tem sempre alguém para nos invejar e aconselhar
Mais essa gente só quer nos separar

Chico Buarque

Carolina

Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada mudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu
Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu

Chico Buarque