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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Elas cantam Roberto

Cantoras interpretam sucessos do rei Roberto em SP
Em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, cantoras interpretaram canções do Rei, no show “Elas cantam Roberto”, no Teatro Municipal de São Paulo, nesta terça (26).


Entre as intérpretes da música estavam nomes como: Daniela Mercury, Wanderléa, Hebe Camargo, Marília Pêra, Ivete Sangalo, Alcione, Zizi Possi, Ana Carolina, Cláudia Leitte, Fernanda Abreu, Luiza Possi, Paula Toller, Marina Lima, Ivete Sangalo, entre outras.


Frase do dia

"Só aquilo que se foi é o que nos pertence."
(Jorge Luis Borges)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Novo disco dos Titãs será lançado esse mês


Antes de Você, primeiro single do novo álbum dos veteranos Titãs, já chegou às rádios.
A música é trilha da novela Caras e Bocas e faz parte do próximo disco da banda, chamado Sacos Plásticos, que está previsto para ser lançado no final deste mês.

Sacos Plásticos conta com a produção de Rick Bonadio.

Lendas Gaúchas

Boitatá
A Andrade Neves Neto

Foi assim: Num tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu que nunca mais haveria luz do dia.
Noite escura como breu, sem lume no céu, sem vento, sem serenada e sem rumores, sem cheiro dos pastos maduros nem das flores da mataria.
Os homens viveram abichornados, na tristeza dura; e porque churrasco não havia, não mais sopravam labaredas nos fogões e passavam comendo canjica insossa; os borralhos estavam se apagando e era preciso poupar os tições...
Os olhos andavam tão enfarados da noite, que ficavam parados, horas e horas, olhando, sem ver as brasas vermelhas do nhanduvai... as brasas somente, porque as faíscas, que alegram, não saltavam, por falta do sopro forte de bocas contentes.
Naquela escuridão fechada nenhum tapejara seria capaz de cruzar pelos trilhos do campo, nenhum flete crioulo teria faro nem ouvido nem vista para bater na querência; até nem sorro daria no seu próprio rastro!
E a noite velha ia andando... ia andando...
Minto:
no meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma banda ora doutra, de vez em quando uma cantiga forte, de bicho vivente, furava o ar: era o téu-téu ativo, que não dormia desde o entrar do último sol e que vigiava sempre, esperando a volta do sol novo, que devia vir e que tardava tanto já...
Só o téu-téu de vez em quando cantava; o seu - quero-quero! - tão claro, vindo de lá do fundo da escuridão, ia agüentando a esperança dos homens, amontoados no redor avermelhado das brasas.
Fora disto, tudo o mais era silêncio; e de movimento, então, nem nada.
Minto:
na última tarde em que houve sol, quando o sol ia descambando para o outro lado das coxilhas, rumo do minuano, e de onde sobe a estrela-d’alva, nessa última tarde também desabou uma chuvarada tremenda; foi uma manga d’água que levou um tempão a cair, e durou... e durou...
Os campos foram inundados; as lagoas subiram e se largaram em fitas coleando pelos tacuruzais e banhados, que se juntaram, todos, num: os passos cresceram e todo aquele peso d’água correu para as sangas e das sangas para os arroios, que ficaram bufando, campo fora, campo fora, afogando as canhadas, batendo no lombo das coxilhas. E nessas coroas é que ficou sendo o paradouro da animalada, tudo misturado, no assombro. E era terneiros e pumas, tourada e potrilhos, perdizes e guaraxains, tudo amigo, de puro medo. E então!...
Nas copas dos butiás vinham encostar-se bolos de formigas; as cobras se enroscavam na enrediça dos aguapés; e nas estivas do santa-fé e das tiriricas boiavam os ratões e outros miúdos.
E, como a água encheu todas as tocas, entrou também na cobra-grande, a - boiguaçu - que, havia já muitas mãos de luas, dormia quieta, entanguida. Ela então acordou-se e saiu, rabeando.
Começou depois a mortandade dos bichos e a boiguaçu pegou a comer as carniças. Mas só comia os olhos e nada, nada mais.
A água foi baixando, a carniça foi cada vez engrossando, e a cada hora mais olhos a cobra-grande comia.
Cada bicho guarda no corpo o sumo do que comeu.
A tambeira que só come trevo maduro, dá no leite o cheiro doce do milho verde; o cerdo que come carne de bagual nem vinte alqueires de mandioca o limpam bem; e o socó tristonho e o biguá matreiro até no sangue tem cheiro de pescado. Assim também, nos homens, que até sem comer nada, dão nos olhos a cor de seus arrancos. O homem de olhos limpos é guapo e mão-aberta; cuidado com os vermelhos; mais cuidado com os amarelos; e, toma tenência doble com os raiados e baços!...
Assim foi também, mas doutro jeito, com a boiguaçu, que tantos olhos comeu.
Todos - tantos, tantos! que a cobra-grande comeu -, guardavam, entranhado e luzindo, um rastilho da última luz que eles viram do último sol, antes da noite grande que caiu... E os olhos - tantos, tantos! - com um pingo de luz cada um, foram sendo devorados; no princípio um punhado, ao depois uma porção, depois um bocadão, depois, como uma braçada.
E vai,como a boiguaçu não tinha pêlos como o boi, nem escamas como o dourado, nem penas como o avestruz, nem casca como o tatu, nem couro grosso como a anta, vai, o seu corpo foi ficando transparente, transparente, clareado pelos miles de luzezinhas, dos tantos olhos que foram esmagados dentro dele, deixando cada qual sua pequena réstia de luz. E vai, afinal, a boiguaçu toda já era uma luzerna, um clarão sem chamas, já era um fogaréu azulado, de luz amarela e triste e fria, saída dos olhos, que fora guardada neles, quando ainda estavam vivos...
Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela vez primeira viram a boiguaçu tão demudada, não a conheceram mais. Não conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de boitatá, cobra de fogo, boitatá, a boitatá!
E muitas vezes a boitatá rondou as rancheiras, faminta, sempre que nem chimarrão. Era então que o téu-téu cantava, como bombeiro.
E os homens, por curiosos, olhavam pasmados, para aquele grande corpo de serpente, transparente - tatá, de fogo - que media mais braças que três laços de conta e ia alumiando baçamente as carquejas... E depois, choravam. Choravam, desatinados do perigo, pois as suas lágrimas também guardavam tanta ou mais luz que só os olhos e a boitatá ainda cobiçava os olhos vivos dos homens, que já os das carniças a enfaravam...
Mas, como dizia:
na escuridão só avultava o clarão baço do corpo da boitatá, e era por ela que o téu-téu cantava de vigia, em todos os flancos da noite.
Passado um tempo, a boitatá morreu; de pura fraqueza morreu, porque os olhos comidos encheram-lhe o corpo mas lhe não deram substância, pois que sustância não tem a luz que os olhos em si entranhada tiveram quando vivos... Depois de rebolar-se rabiosa nos montes de carniça, sobre os couros pelados, sobre as carnes desfeitas, sobre as cabelamas soltas, sobre as ossamentas desparramadas, o corpo dela desmanchou-se, também como cousa da terra, que se estraga de vez.
E foi então, que a luz que estava presa se desatou por aí.
E até pareceu cousa mandada: o sol apareceu de novo!
Minto:
apareceu sim, mas não veio de supetão. Primeiro foi-se adelgaçando o negrume, foram despontando as estrelas; e estas se foram sumindo no coloreado do céu; depois foi sendo mais claro, mais claro, e logo, na lonjura, começou a subir uma lista de luz... depois a metade de uma cambota de fogo... e já foi o sol que subiu, subiu, subiu, até vir a pino e descambar, como dantes, e desta feita, para igualar o dia e a noite, em metades, para sempre.
Tudo o que morre no mundo se junta à semente de onde nasceu, para nascer de novo: só a luz da boitatá ficou sozinha, nunca mais se juntou com a outra luz de que saiu.
Anda sempre arisca e só, nos lugares onde quanta mais carniça houve, mais se infesta. E no inverno, de entanguida, não aparece e dorme, talvez entocada.
Mas de verão, depois da quentura dos mormaços, começa então o seu fadário.
A boitatá, toda enroscada, como uma bola - tatá, de fogo! - empeça a correr o campo, coxilha abaixo, lomba acima, até que horas da noite!...
É um fogo amarelo e azulado, que não queima a macega seca nem aquenta a água dos manantiais; e rola, gira, corre, corcoveia e se despenca e arrebenta-se, apagado... e quando um menos espera, aparece, outra vez, do mesmo jeito!
Maldito! Tesconjuro!
Quem encontra a boitatá pode até ficar cego... Quando alguém topa com ela só tem dois meios de se livrar: ou ficar parado, muito quieto, de olhos fechados apertados e sem respirar, até ir-se ela embora, ou, se anda a cavalo, desenrodilhar o laço, fazer uma armada grande e atirar-lhe em cima, e tocar a galope, trazendo o laço de arrasto, todo solto, até a ilhapa!
A boitatá vem acompanhando o ferro da argola... mas de repente, batendo numa macega, toda se desmancha, e vai esfarinhando a luz, para emutilar-se de novo, com vagar, na aragem que ajuda.
Campeiro precatado! reponte o seu gado da querência da boitatá: o pastiçal, aí faz peste....
Tenho visto!
(J.Simões Lopes Neto)

Biografia de Madre Teresa de Calcutá


Madre Teresa nasceu em 27 de agosto de 1910, na cidade albanesa de Skopje. Seu nome de batismo foi Agnese Bojaxhiu. O pai, Nicola Bojaxhiu era um bem sucedido comerciante, diplomado em farmácia e também proprietário de construtora. Sua mãe Drone, também era de família abastada. Agnese tinha dois irmãos.Era hábito da família, pertencente à minoria católica - a maioria era muçulmana - visitar os doentes e atender aos pobres uma vez por semana. Todos os dias, a mãe e os filhos assistiam a missa e a tarde recitavam o rosário.Seu pai morreu aos 46 anos em 1919, envenenado pela polícia secreta iugoslava. Sua cidade, fronteiriça, havia passado ao domínio iugoslavo há alguns anos e ele vereador, lutava pelo seu retorno à jurisdição albanesa.Com sua morte a família teve grandes dificuldades econômicas. Sua mãe começou a trabalhar como vendedora de tapetes, bordados e outros produtos do artesanato local e assim conseguiu manter a família com dignidade."Gonxha" (botão de flor), como era carinhosamente chamada Agnese, na juventude escrevia poesias, tocava bandolim e piano.Aos 12 anos Agnese houve palestras de missionários na Índia. Tal serviço lhe atrai, mas na ocasião não desejava tornar-se religiosa.Com 18 anos graças a leituras de cartas de missionários daquele mesmo país, decide abraçar aquela vida.O único meio disponível era entrar numa congregação de freiras. Existem também missionárias leigas mas na época, final da década de 20, apenas as irmãs saiam em missões. Escolhe a Congregação de Nossa Senhora de Loreto, que tem uma missão naquele país da Ásia.A sede da Congregação é em Dublin, na Irlanda. Agnese se dirige para lá em 1928. Por razões de política nacional desde então nunca mais viu sua mãe e sua irmã.Após ter sido submetida a observação por dois meses, é enviada a Darjeeling na Índia para fazer seu noviciado e veste o hábito usual das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto.Em 24 de janeiro de 1931, aos 20 anos, faz seus primeiros votos. Toma o nome de irmã Teresa, em homenagem à Santa Teresa do Menino Jesus. Escolheu este nome para devotar-se, como a santa francesa, à obediência e poder deste modo servir com amor total a Jesus. Em seguida foi mandada para Calcutá com a tarefa de estudar e conseguir o diploma da magistério.Então, no St. Mary's School daquela cidade, mantido pela Congregação, passou a ensinar história e geografia. O estabelecimento tinha dois setores: um inglês e outro indiano. Em 1934 a irmã Teresa faz seus votos perpétuos e torna-se diretora do setor bengali. Tal setor era reservado a jovens indianas pertencentes às famílias mais ricas da cidade.Em certo momento torna-se também diretora da Congregação de freiras "Filhas de Santa Ana".Doze anos se passam. Aos 36 anos viaja para Darjeeling para suas reflexões espirituais anuais. Tais exercícios são adotados por todas as Ordens e Congregações religiosas. Instituídos por São Inácio de Loyola consistem de meditações quanto a morte e finalidade da existência dentre outras, bem como de exame da consciência.Ao chegar na estação de trens de Calcutá, se deparou com um enorme contingente de miseráveis, em parte gerados pelos conflitos religiosos na independência da Índia. Em todas as estações do trajeto a cena era a mesma. Aí sente o chamado para deixar a Congregação e dedicar-se totalmente ao serviço dos pobres. Segundo ela, "Naquela noite, abri os olhos para o sofrimento e entendi em profundidade a essência de minha vocação ... Sentia que o Senhor pedia-me para renunciar à vida religiosa tranquila ... para sair às ruas e servir os pobres... Mas não os pobres quaisquer. Ele me chamava para servir os desesperados, os mais pobres entre os pobres de Calcutá... Essas eram as pessoas que Jesus, durante aquela viagem, indicou-me para amar".Madre Teresa não desejava porem abandonar a vida religiosa. Comunica suas intenções e um ano e meio depois, o arcebispo de Calcutá solicita ao papa Pio XII que a irmã possa deixar a Congregação de Loreto e iniciar uma vida religiosa fora do Convento. O papa em pouco tempo concordou.Irmã Teresa aguardou ainda 4 meses para o decisivo passo. Em 16 de agosto de 1948, deixa o hábito e abandona o convento.Decidiu vestir-se com um sari, a indumentária mais comum na Índia, e escolheu o branco, a cor dos pouco importantes. Como calçado adotou a sandália.Logo em seguida fez um curso de enfermagem rápido de 4 meses num hospital de irmãs missionárias de outra Congregação.Após inicialmente tentar uma dieta de arroz e sal, decidiu que ela e suas futuras companheiras iriam alimentar-se com simplicidade, mas de maneira suficiente para manter a saúde e trabalhar a serviço dos pobres.Retornando à Calcutá, foi trabalhar na favela de Motijhil, lá morando numa pequena cabana.Segundo ela, "...Dormia onde estivesse, no chão, frequentemente em lugares infestados de ratos; comia aquilo que comiam meus assistidos e somente quando havia um pouco de alimento... Mas havia escolhido aquela vida para realizar o Evangelho ao pé da letra, sobretudo na parte que diz: 'Tinha fome e deste-me de comer, estava nu e vestiste-me, estava preso e vieste visitar-me'...".No primeiro dia conseguiu 5 crianças para ensinar. Três dias depois já eram 25 e 41 ao final do primeiro ano.No início de 1949, uma sua ex-aluna - Shubashini Das - foi visitá-la e lhe disse que queria largar sua vida confortável e juntar-se a ela no trabalho.Madre Teresa lembrou da prudência de seu arcebispo. Recomendou-lhe que refletisse. Advertiu-lhe da seriedade do passo que pretendia dar e lhe falou para voltar dali a dois meses.Em fevereiro muda-se para instalações mais adequadas e em março Shubashini une-se a ela no serviço, adotando o nome de Agnese. Um ano depois são cerca de 10 companheiras.Conseguira obter a colaboração de leigos. Jovens médicos e enfermeiras ajudavam a cuidar dos doentes. Um padre celebrava uma missa dominical reservada às crianças das favelas.Escreve os Estatutos da nova Congregação a ser fundada, que é aprovada pelo Vaticano em fins de 1950, com o nome "Missionárias da Caridade".Além dos três votos tradicionais de pobreza, castidade e obediência, comuns a todas as Congregações, fazem ainda um quarto voto, o da caridade. "Nós ", afirmou ela, "nos comprometemos com um voto ao serviço dedicado e gratuito a todos os deserdados..." O hábito escolhido é um sari branco com três listras azuis. "O sari permite à irmã sentir-se pobre entre os pobres, identificar-se com os doentes, com as crianças, com os velhos abandonados, compartilhando, com a mesma roupa, a mesma forma de vida dos deserdados deste mundo"...Em 1953, sendo já cerca de 30 irmãs, mudam-se para uma casa de 3 andares. Nesta época fundam a sua primeira grande obra social, a "Casa dos moribundos".Calcutá era uma cidade com centenas de milhares de indigentes. Todo dia dezenas desmaiavam de fraqueza. Muitos deles não se levantavam mais e morriam na rua. As instituições públicas procuravam dar assistência às pessoas que poderiam salvar-se, abandonando à própria sorte os velhos, os mais doentes, aqueles que acabariam morrendo mesmo que fossem internados em hospitais."...Veio-me a idéia de fundar uma casa onde esses moribundos pudessem terminar seus dias assistidos, vendo ao seu lado um rosto humano, uma pessoa que sorrisse com ternura para fazer entender que não deveriam ter medo, pois estavam indo para a casa do se Pai.... Lá todos os dias, ocorre um real contato entre o céu e a terra..."Recolhendo-os ela dizia "São filhos de Deus, devem morrer com um sorriso nos lábios". Ela queria que deixassem este mundo com a certeza de que alguém os amava.Em 1954 funda a "Casa para crianças". Em Calcutá era comum o abandono das mesmas. "Sou mãe de milhares de crianças abandonadas," disse Madre Teresa. "Eu as recolhi nas calçadas, no lixo, nas ruas...Foram-me trazidas pela polícia, pelos hospitais onde eram recusadas pelas mães. Eu as salvei, criei e fiz estudar... Para muitos encontrei depois uma família adotiva e estão bem. Encontram-se espalhados pelo mundo...mas sempre lembram-se de mim."Em 1957 foi iniciado o trabalho com os hansenianos. Cerca de três quartos dos portadores desta doença deformadora e estigmatizante, vivem na Índia. O trabalho de levar assistência aos hansenianos em suas próprias casas, por meio de ambulatórios móveis, se tornou como que uma especialidade das Missionárias da Caridade. Desejando poder expandir seu trabalho para os pobres e desamparados de todo o mundo solicita a autorização necessária ao papa João XXIII. Isto é, solicita ser considerada de "direito pontifício". Tal ocorreu 5 anos depois, já no pontificado de Paulo VI.Em março de 1963 o Arcebispo de Calcutá aprova o ramo masculino dos "Irmãos Missionários da Caridade".Sete meses após a autorização necessária, em 1965, é fundada a primeira casa de sua Congregação fora da Índia , na Venezuela. Centenas de Casas irão a partir daí surgir ao longo dos anos.Em 1969, Paulo VI aprova a "Associação de Colaboradores de Madre Teresa" e dois anos depois é-lhe conferido em Washington o Doutorado em Letras.Foram muitas as premiações que recebeu. Talvez Madre Teresa tenha sido a mulher mais homenageada do século XX. Em 17 de outubro de 1979, recebeu em Oslo o Prêmio Nobel da Paz.Em março de 1990, após repetidos ataques cardíacos, apresenta a demissão como Superiora Geral. Seis meses depois a Assembléia Geral a reelege por unanimidade e ela aceita.Ao longo da vida fundou juntamente com suas cerca de 3.500 irmãs, mais de 440 Casas, espalhadas por mais de 90 países.Pode-se dizer que uma fé foi fundamental. Segundo suas palavras: "Minha obra é administrada pela Divina Providência...Nós e nossos pobres nos entregamos completamente à Divina Providência. Como soldados de Cristo, que viveu de esmolas durante sua vida pública, servimos os doentes e os pobres e não nos envergonhamos de mendigar de porta em porta...Devemos deixar a Deus Onipotente qualquer projeto para o futuro. Porque ontem já passou, amanhã ainda não chegou e temos apenas hoje para conhecer, amar e servir a Jesus."Madre Teresa escreveu muitas orações. Certa ocasião foi aconselhada a fazer cartões de visita e de certa forma aquiesceu. Seus cartões, azulados, traziam o poema:
JESUS está feliz em vir a nós,como a VERDADE a ser dita,como a VIDA a ser vivida,como a LUZ a ser acesa,como o AMOR a ser amado,como a ALEGRIA a ser dada,como a PAZ a ser difundida.Madre Teresa.
Amava e recitava com frequência uma oração, não escrita porém por ela:
Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz;onde há ódio, que eu leve o Amor;onde há ofensa, que eu leve o Perdão;onde há discórdia, que eu leve a União;onde há dúvida, que eu leve a Fé;onde há erro, que eu leve a Verdade;onde há desespero, que eu leve a Esperança;onde há trevas, que eu leve a Luz;onde há tristeza, que eu leve a Alegria.Ó Senhor, fazei com que eu não busque tantoser consolado quanto consolar;ser compreendido quanto compreender;ser amado quanto amar.Porque é dando que se recebe,é esquecendo-se de si que se encontra a si mesmo,é perdoando que se é perdoado,e é morrendo que se alcança a vida eterna.
Madre Teresa faleceu na Índia, aos 87 anos, em 5 de setembro de 1997.
Resumo realizado com base na obra: "Teresa dos pobres", de Renzo Allegri. Paulinas, São Paulo, 1998.Divulgado mediante autorização.

Novo álbum do Green Day quase mata o líder da banda


Billie Joe Armstrong, líder da banda, relata que o processo de gravação de 21st Century Breakdown foi um dos mais difíceis para os americanos.

"Este disco poderia ter nos matado. A gente se pressionou tanto que ficamos muito doentes. Fiquei bem perto de ser internado com uma gripe violenta", explicou ao site Contact Music.

O disco é dividido em três atos - Heroes and Cons, Charlatans and Saints e Horseshoes and Handgrenades - e conta a história de um jovem casal (Christian e Gloria) que lidam com as promessas do novo século.
O novo álbum é o primeiro trabalho do Green Day desde American Idiot, de 2004.

Estação Foyer


Geraldo Flach convida Jorginho do Trompete
Dia 26 de maio no Foyer Bar do Teatro do Bourbon Country.

O Estação Foyer do dia 26 de maio promove o encontro de dois grandes instrumentistas da nossa música: o anfitrião Geraldo Flach recebe Jorginho do Trompete. No foyer do Teatro do Bourbon Country, o show Bossa & Jazz acontece a partir das 20h.

Jorginho do Trompete começou a tocar aos nove anos de idade, inspirado pelo pai Carlos Alberto de Paula, que também era trompetista. O músico já recebeu eleito "Melhor Instrumentista" em diversas ocasiões, como Musicanto, Moenda da Canção e no Prêmio Açorianos de Música, alem de ter sido homenageado pela prefeitura de Porto Alegre com o Prêmio Artístico Lupicinio Rodrigues.


A iniciativa do Teatro do Bourbon Country e Opus Promoções foi sucesso de público nos meses de janeiro e fevereiro, oferecendo aos porto-alegrenses a opção de um happy hour descontraído em ambiente confortável e seguro. A continuação do projeto está confirmada, com programação a ser divulgada nos próximos meses de 2009.

Ingressos:

Venda Antecipada: Telentrega Ingresso Show 8401 0555 ou 3299-0800 (segunda a sexta das 9h às 18h)

Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (somente no dia da apresentação, a partir das 14h)

Ingressos R$ 20,00, com um refrigerante ou cerveja
(OPUS Promoções)

Pequena história da maconha

Frase do dia

O otimista erra tanto quanto o pessimista, mas não sofre por antecipação.
(Fernando Sabino)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Arranha-Céus!


Burj Dubai - Dubai - Emirados Árabes.
Este é o edifício mais alto do mundo atualmente e continua crescendo.
Os construtores não revelam qual vai ser sua altura final, mas alguns especulam que pode passar dos 800 metros. É esperar pra ver!

Lendas Gaúchas

O que é lenda?
Porque o povo conta lendas?
Estas perguntas não são especiosas, ou gratuitas. Bem ao contrário: lendas são parte importante do folclore de um povo, estudá-las é fundamental para o aprofundamento da alma popular. Muitas vezes não conhecemos um grupo social em profundidade sem intimar o seu folclore.
Estudar as lendas, portanto, é fundamental.
As lendas são histórias do País contada pelo seu povo. A lenda é local e se localiza no tempo obrigatoriamente. O povo conta lendas para fazer a sua autobiografia, para relatar as suas memórias. Trata-se de uma profunda e urgente necessidade de explicar-se. As lendas são assim um depoimento que o povo faz sobre si mesmo e para si mesmo. É como se estivesse diante do espelho.
Trata-se, a rigor, de uma confissão e a Igreja descobriu a importância do confessionário muito antes que a Psicanálise descobrisse o divã do analista.
Depor sobre nós mesmos é catártico e o folclore tem a vantagem sobre a mera confissão de ser sempre coletivo. Dá explicações, diz dos porquês, exorciza fantasmas. Um banco forrado de pelego numa roda de mate será sempre mais eficaz que um terapia de grupo, em matéria de resolver os escaninhos da mente popular, embora o Folclore esteja mais próximo de Jung do que de Freud.
O Negrinho do pastoreio

Naquele tempo os campos ainda eram abertos, não havia entre eles nem divisas nem cercas; somente nas volteadas se apanhava a gadaria xucra e os veados e as avestruzes corriam sem empecilhos... Era uma vez um estancieiro, que tinha uma ponta de surrões cheios de onças e meias-doblas e mais muita prataria;. porém era muito cauíla e muito mau, muito.
Não dava pousada a ninguém, não emprestava um cavalo a um andante; no invemo o fogo da sua casa não fazia brasas; as geadas e o minuano podiam entanguir gente, que a sua porta não se abria; no verão a sombra dos seu umbus só abrigava os cachorros; e ninguém de fora bebia água das suas cacimbas.
Mas também quando tinha serviço na estância, ninguém vinha de vontade dar-lhe um ajutório; e a campeirada folheira não gostava de conchavar-se com ele, porque o homem só dava para comer um churrasco de tourito magro; farinha grossa e erva-caúna e nem um naco de fumo... e tudo, debaixo de tanta somiticaria e choradeira, que parecia que era o seu próprio couro que ele estava lonqueando...
Só para três viventes ele olhava nos olhos: era para o filho, menino como uma mosca, para um bafo cabos- negros, que era o seu parelheirode confiança, e para um escravo, pequeno ainda, muito bonitinho e preto como carvio e a quem todos chamava somente o - Negrinho . A este não -deram padrinhos nem nome; por isso o Negrinho se dizia afiIhado da Virgem, Senhora Nossa, que é a madrinha de quem não a tem.
Todas as madrugadas o Negrinho galopeava o parelheiro baio; depois conduzia os avios do chimarrão e à tarde sofria os maus tratos do menino, que o judiava e se ria. Um dia, depois de muitas negaças, o estancieiro atou carreira com um seu vizinho. Este queria que a parada fosse para os pobres; o outro que não, que não? que a parada devia ser do dono do cavalo que ganhasse. E trataram: o tiro era trinta quadras, a parada, mil onças de ouro.
No dia aprazado, na concha da carreira havia gente como em festa de santo grande. Entre os dois parelheiros a gauchada não sabia se decidir, tão perfeito era e bem lançado cada um dos animais. Do baio era fama que quando corria, corria tanto, que o vento assobiava-lhe nas crinas; tanto, que só se ouvia o barulho, mas não se Ihe viam as patas baterem no chão... E do mouro era voz que quanto mais cancha, mais aguente, e que desde a largada ele ia ser como um laço que se arrebenta...
As parcerias abriram as guaiacas, e aí no mais já se apostavam aperos contra rebanhos e redomões contra lenços.
- Pelo baiol Luz e doble!...
- Pelo mourol Doble e luz!...
Os corredores fizeram as suas partidas à vontade e depois as obrigadas; e quando foi na última, fizeram ambos a sua senha e se convidaram. E amagando o corpo, de rebenque no ar, largaram, os parelheiros meneando cascos, que parecia uma tormenta...
- Empate! Empate! gritavam os aficionados ao longo da cancha por onde passava a parelha veloz, compassada como uma colhera.
- Valha-me a Virgem madrinha, Nossa Senhora! gemia o Negrinho. Se os sete-léguas perde, o meu senhor me mata! Hip! hip! hip!...
E baixava o rebenque, cobrindo a marca do baio. - Se o corta-vento ganhar é só para os pobres!... retrucava o outro corredor. Hip! hip!
E cortava as esporas no mouro.
Mas os fletes corriam, compassados como numa colhera. Quando foi na última quadra, o mouro vinha arrematado e o baio vinha aos tirões.., mas sempre juntos, sempre emparelhados.
E as duas braças da raia, quase em cima do laço, o baio assentou de supetão, pós-se em pé e fez uma cara-volta, de modo que deu ao mouro tempo mais que preciso para passa, ganhando de luz aberta! E o Negrinho, de em um ginetaço.
- Foi mau jogo! gritava o estancieiro.
- Mau jogo! secundavam os outros da sua parceria.
A gauchada estava dividida no julgamento da carreira; mais de um torena coçou o punho da adaga, mais de um desapresilhou a pistola, maisn de um virou as esporas para o peito de pé... Mas o juiz, que era um velho do tempo da guerra de Sepé-Tiarajú, era um juiz macanudo, que já tinha visto muito mundo. Abanando a cabeça branca sentenciou, para todos ouvirem:
- Foi na le! A carreira é de parada morta; perdeu o cavalo baio, ganhou o cavalo mouro. Quem perdeu, que pague. Eu perdi cem gateadas; quem as ganhou venha.buscá-las. Foi na lei!
Não havia o que alegar. Despeitado e furioso, o estancieiro pagou a parada, à vista de todos, atirando as mil onças de ouro sobre o poncho do seu contrário, estendido no chão.
E foi um alegrão por aqueles pagos, porque logo o ganhador mandou distribuir tambeiros e leiteiras, côvados de baeta e baguais e deu o resto, de mota, ao pobrerio. Depois as carreiras seguiram com os changueiritos que havia.
O estancieiro retirou-se para a sua casa e veio pensando, pensando, calado, em todo o caminho. A cara dele vinha lisa, mas o coração vinha corcoveando como touro de banhado laçado a meia espalda... O trompaço das mil onças tinha-lhe arrebentado a alma.
E conforme apeou-se, da mesma vereda mandou amarrar o Negrinho pelos pulsos a um palanque e dar-lhe, dar-lhe uma surra de relho. Na madrugada saiu com ele e quando chegou no alto da coxilha falou assim:
- Trinta quadras. tinha a cancha da carreira que tu perdeste: trinta dias ficará aqui pastoreando a minha tropilha de trinta tordilhos negros... O baio fica de piquete na soga e tu ficas de estaca!
O Negrinho começou a chorar, enquanto os cavalos iam pastando.
Veio o sol, veio o vento, veio a chuva, veio a noite. O Negrinho, varado de fome e já sem força nas mãos, enleou a soga num pulso e deitou-se encostado a um cupim.
Vieram então as corujas e fizeram roda, voando, paradas no ar, e todas olhavam-no com os olhos reluzentes, amarelos na escuridão. E uma piou e todas piaram, como rindo-se dele, paradas no ar, sem barulho nas asas.
O Negrinho tremia, de medo... porém de repente pensou na sua madrinha Nossa Senhora e sossegou e dormiu.
E dormiu. Era já tarde da noite, iam passando as estrelas; o Cruzeiro apareceu, subiu e passou; passaram as Três-Marias; a estrela-d'alva subiu... Então vieram os guaraxains ladrões e farejam o Negrinho e cortaram a guasca da sogra. O bafo sentindo-se solto rufou a galope, e toda a tropilha com ele, escaramuçando no escuro e desguaritando-se nas canhadas.
O tropel acordou o Negrinho; os guaraxains fugiram, dando berros de escárnio.
Os galos estavam cantando, mas nem o céu nem as barras do dia se enxergava: era a cerração que tapava tudo.
E assim o Negrinho perdeu o pastoreio. E chorou.
O menino maleva foi lá e veio dizer ao pai que os cavalos não estavam. O estancieiro mandou outra vez amarrar o Negrinho pelos pulsos a um palanque e dar-lhe, dar-lhe uma surra de relho.
E quando era já noite fechada ordenou-lhe que fosse campear o perdido. Rengueando, chorando e gemendo, o Negrinho pensou na sua,madrinha Nossa Senhora e foi ao oratório da casa, tomou o coto de vela aceso em frente da imagem e saiu para o campo.
Por coxilhas e canhadas, na beira dos lagoões, nos paradeiros e nas restingas, por onde o Negrinho ia passando, a vela benta -ia pingando cera no chão: e de cada pingo nascia uma nova luz, e já eram tantas que clareavarn tudo. O gado ficou deitado, os touros não escarvaram a terra e as manadas xucras não dispararam... Quando os galos estavam cantando, como na véspera, os cavalos relincharam todos juntos. O Negrinho montou no baio e tocou por diante a tropilha, até a coxilha que o seu senhor Ihe marcara.
E assim o Negrinho achou o pastoreio. E se riu...
Gemendo, gemendo; o Negrinho deitou-se encostado ao cupim e no mesmo instante apagamm-se as luzes todas; e sonhando com a Virgem, sua madrinha, o Negrinho dormiu. E não apareceram nem as corujas agoureiras nem os guaraxúns ladrões; porém pior do que os bichos maus, ao clarear o dia veio o menino, fiIho do estancieiro e enxotou os cavalos, que se dispersaram, disparando campo afora, retouçando e desguaritando-se nas canhadas.
O tropel acordou o Negrinho e o menino maleva foi dizer ao seu pai que os cavalos não estavam lá...
E assim o Negrinho perdeu o pastoreio. E chorou...
O estancieiro mandou outra vez amarrar o Negrinho pelos pulsos, a um palanque e dar-lhe, dar-Ihe uma surra de relho... dar-lhe até ele não mais chorar nem bulir, com as carnes recortadas, o sangue vivo escorrendo do corpo... O Negrinho chamou pela Virgem sua madrinha e Senhora Nossa, deu um suspiro triste, que chorou no ar como uma música, e pareceu que morreu...
E como já era de noite e para não gastar a enxada em fazer uma cova, o estancieiro mandou atar o corpo do Negrinho na panela de um formigueiro, que era para as formigas devorarem-Ihe a carne e o sangue e os ossos... E assanhou bem as formigas; e quando elas, raivosas, cobriram todo o corpo do Negrinho e começaram a trincá-lo, é que então ele se foi embora, sem olhar para trás.
Nessa noite o estancieiro sonhou que ele era ele mesmo, mil vezes e que tinha mil filhos e mil negrinhos, mil cavalos baios e mil vezes mil onças de ouro.., e que tudo isto cabia folgado dentro dem um formigueiro pequeno...
Caiu a serenada silenciosa e molhou os pastos, as asas dos pássaros e a casca das frutas.
Passou a noite de Deus e veio a manhã e o sol encoberto. E três dias houve cerração forte, e três noites o estancieiro teve o mesmo sonho.
A peonada bateu o campo, porém, ninguém achou a tropilha e nem rastro.
Então o senhor foi ao formigueiro, para ver o que restava do corpo do escravo.
Qual não foi o seu grande espanto, quando chegado perto, viu na boca do formigueiro o Negrinho de pé, com a pele lisa, perfeita, sacudindo de si as formigas que o cobriam ainda!...
O Negrinho, de pé, e ali ao lado, o cavalo baio e ali junto, a tropilha dos trinta tordilhos.., e fazendo-lhe frente, de guarda ao mesquinho, o estancieiro viu a madrinha dos que não a têm, viu a Virgem, Nossa Senhora, tão serena, pousada na terra, mas mostrando que estava no céu...
Quando tal viu, o senhor caiu de joelhos diante do escravo. E o Negrinho, sarado e risonho, pulando de em pêlo e sem rédeas, no baio, chupou o beiço e tocou a tropilha a galope.
E assim o Negrinho pela última vez achou o pastoreio. E não chorou, e nem se riu.
Correu no vizindário a nova dó fadário e da triste morte do Negrinho, devorado na panela do formigueiro.
Porém logo, de perto e de longe, de todos os rumos do vento, começaram a vir notícias de um caso que parecia um milagre novo... E era, que os posteiros e os andantes, os que dormiam sob as palhas dos ranchos e os que dormiam na cama das macegas, os chasques que cortavam por atalhos e os tropeiros que vinham pelas estradas, mascates e carreteiros, todos davam notícia - da mesma hora - de ter visto passa, como levada em pastoreio, uma tropilhade tordilhos, tocada por um Negrinho, gineteando de em pêlo, em um cavalo baio!...
Então, muitos acenderam velas e rezaram o Padre-nosso pela alma do judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma cousa, o que fosse, pela noite velha o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar da sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o remiu e salvou e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
Todos os anos, durante três dias, o Negrinho desaparece: está metido em algum formigueiro grande, fazendo visita às formigas, suas amigas; a sua tropilha esparrama-se; e um aqui, outro por lá, os seus cavalos retouçam nas manadas das estâncias. Mas ao nascer do so do terceiro dia, o baio relincha perto do seu ginete; o Negrinho monta-o e vai fazer a sua recolhida; é quando nas estâncias acontece a disparada das cavalhadas e a gente olha, olha, e não vê ninguém, nem na ponta, nem na culatra.
Desde então e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os campos, corta os macegais, bandeia as restingas, desponta os banhados, vara os arroios, sobe as coxilhas e desce às canhadas. O Negrinho anda sempre à procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados,. pelos seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luzele leva para o altar da Virgem Senhora Nossa, madrinha dos que não a têm.
Quem perder suas prendas no campo, guarde esperança: junto de algum moirão ou sob os ramos das árvores, acenda uma vela para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo - Foi por aí que eu perdi...
Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi!...
Se ele não achar: ninguém mais.

Napoleão Bonaparte


Napoleão Bonaparte (em francês Napoléon Bonaparte, nascido Napoleone di Buonaparte; Ajaccio, 15 de Agosto de 1769Santa Helena, 5 de Maio de 1821) foi o dirigente efectivo da França a partir de 1799 e adotando o nome de Napoleão I foi Imperador da França de 18 de Maio de 1804 a 6 de Abril de 1814, posição que voltou a ocupar rapidamente de 20 de março a 22 de junho de 1815. Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Napoleão nomeou muitos membros da família Bonaparte para monarcas, mas eles, em geral, não sobreviveram à sua queda. Foi um dos chamados "monarcas iluminados", que tentaram aplicar à política as ideias do movimento filosófico chamado Iluminismo ou Aufklärung.
Napoleão Bonaparte tornou-se uma figura importante no cenário político mundial da época, já que esteve no poder da França durante 15 anos e nesse tempo conquistou grandes partes do continente europeu. Os biógrafos afirmam que seu sucesso deu-se devido ao seu talento como estrategista, ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas, além do seu espírito de liderança.
O governo do Diretório foi derrubado na França sob o comando de Napoleão Bonaparte, que, junto com a burguesia, instituiu o
consulado, primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como 'Golpe 18 de Brumário' (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.